A PERSISTÊNCIA DA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA NO NORDESTE BRASILEIRO E OS FOCOS DE ATIVIDADE NA BAHIA: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA (2014-2024)

Publicado em 30/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2544-7

Título do Trabalho
A PERSISTÊNCIA DA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA NO NORDESTE BRASILEIRO E OS FOCOS DE ATIVIDADE NA BAHIA: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA (2014-2024)
Autores
  • Gabriel Menezes Sousa
  • Mariana Seixas Lordêllo
Modalidade
Pôster
Área temática
Hepatologia
Data de Publicação
30/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/gastrobahia26/1462282-a-persistencia-da-esquistossomose-mansonica-no-nordeste-brasileiro-e-os-focos-de-atividade-na-bahia--uma-analise
ISBN
978-65-272-2544-7
Palavras-Chave
Esquistossomose Mansoni, Epidemiologia, Doenças Negligenciadas, Hospitalização, Bahia.
Resumo
Introdução: A Esquistossomose Mansônica permanece como uma das doenças tropicais negligenciadas de maior relevância no Brasil, perpetuando um ciclo de pobreza e morbidade hepática grave. Apesar dos programas de controle, a região Nordeste mantém-se como área endêmica prioritária. A vigilância de focos ativos no interior da Bahia é fundamental para prevenir as formas graves (hepatosplênicas) que oneram o sistema de saúde. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico das internações por esquistossomose no Brasil, com ênfase na Região Nordeste, e identificar a distribuição espacial recente dos casos notificados no estado da Bahia. Método: Estudo descritivo e epidemiológico, realizado com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) referentes ao período de 2014 a 2024, complementado por dados do Boletim Epidemiológico da DIVEP/SESAB (2024). Foram analisadas variáveis de internação hospitalar, região de ocorrência e notificações de casos positivos por macrorregião de saúde na Bahia. Resultados: No período de 2014 a 2024, foram registradas 1.813 internações por esquistossomose no Brasil. A Região Nordeste liderou o cenário nacional, concentrando 879 hospitalizações, o que corresponde a 48,4% do total do país, seguida pelo Sudeste com 43,7%. Quanto ao perfil dos pacientes internados, houve predominância do sexo masculino (56,8%). A faixa etária mais acometida foi a de 60 a 69 anos (16,0%), seguida pelos grupos de 50 a 59 anos (15,0%) e 40 a 49 anos (12,6%), evidenciando a cronicidade da doença. No recorte estadual da Bahia, dados recentes de 2023 revelaram a manutenção de transmissão ativa importante. A Macrorregião de Saúde Sudoeste liderou as notificações no estado, com destaque crítico para o município de Brumado, que registrou 244 casos positivos, seguido por Vitória da Conquista (52 casos) e Caetité (29 casos). Conclusão: Os dados evidenciam que o Nordeste ainda concentra quase metade de todas as internações por esquistossomose no Brasil. Na Bahia, a doença não é um evento do passado; a identificação de centenas de casos recentes na região de Brumado alerta para a necessidade de intensificar a busca ativa e o tratamento precoce. A persistência de internações em faixas etárias economicamente ativas (40-59 anos) reforça o impacto socioeconômico da doença e a urgência de políticas de saneamento e educação em saúde nas áreas endêmicas mapeadas.
Título do Evento
5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia
Cidade do Evento
Salvador
Título dos Anais do Evento
Anais do 5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia / 2026
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUSA, Gabriel Menezes; LORDÊLLO, Mariana Seixas. A PERSISTÊNCIA DA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA NO NORDESTE BRASILEIRO E OS FOCOS DE ATIVIDADE NA BAHIA: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA (2014-2024).. In: Anais do 5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia / 2026. Anais...Salvador(BA) Centro de Convenções do Hotel Mercure-Salvador, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/gastrobahia26/1462282-A-PERSISTENCIA-DA-ESQUISTOSSOMOSE-MANSONICA-NO-NORDESTE-BRASILEIRO-E-OS-FOCOS-DE-ATIVIDADE-NA-BAHIA--UMA-ANALISE. Acesso em: 10/08/2026

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