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Apresentação
Apresentação
dos Anais do Fórum Araguaiano: Pesquisa, Território e Direitos Humanos
É com grande satisfação que apresentamos os anais do Fórum
Araguaiano: Pesquisa, Território e Direitos Humanos, realizado em Conceição
do Araguaia (PA), sua terceira edição aconteceu entre os dias 16 a 18 de
setembro de 2024. A proposta metodológica do evento envolveu múltiplos
espaços de produção e difusão de conhecimento — divulgação de resultados
científicos, troca de saberes e práticas, aprendizagem social — num formato
híbrido que permitiu participação presencial e aberta via transmissão online. A
temática deste ano, “O Sudeste do Pará no debate mais amplo sobre o
Desenvolvimento Sustentável da Amazônia em tempos de COP 30: Ecologia, Política
e Movimentos Sociais”, reflete a urgência dos desafios ambientais, sociais
e políticos que atravessam não só o Pará, mas toda a região amazônica.
O Fórum Araguaiano é uma iniciativa conjunta do Espaço
Memória Conceição do Araguaia, em parceria com o GPEDRA (Grupo de
Pesquisa em Extensão e Desenvolvimento Rural do Araguaia — IFPA, Conceição do
Araguaia) e o GPTECA (Grupo de
Pesquisa Territorialização Camponesa na Amazônia — UEPA). Desde sua primeira
edição, em 2022, ele se estabelece como um importante espaço de articulação
entre universitários, pesquisadores, movimentos sociais, camponeses e
populações indígenas, para debater território, justiça social e direitos humanos
na realidade amazônica.
A primeira edição do Fórum (2022) ocorreu nas estruturas pertencentes ao IFPA, no ano de 2022, tendo mesas com acadêmicos de importantes universidades no Brasil, além dos movimentos sociais de base local existentes na região do Araguaia, como camponeses e educadores. Já a segunda (2023) edição ocorreu nas estruturas pertencentes à UEPA, com palestrantes de universidades de destaque no Brasil como USP, UFT e UFPE, tendo como destaque a participação de mais de indígenas do povo Mebengokré-Kayapó, vindos da Aldeia Las Casas, próximaa Pau D’arco. com uma amplitude ainda maior de participantes: centenas de pessoas de diversas regiões, representantes de movimentos sociais locais (como das CFRs de Santa Maria das Barreiras e Conceição do Araguaia), acadêmicos de várias partes do Brasil, e uma integração mais forte com indígenas Mebengokré-Kayapó, que atuaram inclusive como palestrantes e mediadores de mesas.
Estes anais reúnem a carta política do evento e os trabalhos
técnicos-científicos, relatos de experiências, reflexões e estudos que circularam
durante os três dias do III Fórum. Eles constituem um registro vivo e plural
das disputas contemporâneas por Justiça Social, por Território, pela Ecologia,
pela participação política e pela dignidade humana, em uma região marcada por
historicamente por conflitos fundiários, por desafios ambientais intensos, e
por demandas de populações cujos direitos muitas vezes estiveram em segundo
plano ou foram sistematicamente violados.
Além disso, os anais buscam contribuir para o fortalecimento
do diálogo entre saberes acadêmicos e saberes originários, camponeses e locais;
para o aprofundamento de análises territoriais que considerem a complexidade
ambiental, social e política da Amazônia e do Sul-Sudoeste do Pará; para a
visibilidade das práticas de resistência, das lutas por terra, dos modos de
vida alternativos e dos processos de reexistência cultural; bem como para a
produção de subsídios que orientem políticas públicas e apoiem a atuação de
movimentos sociais, organizações comunitárias e instituições comprometidas com
os direitos humanos.
Os textos reunidos nesta publicação estão organizados de
acordo com os temas centrais do Fórum de 2024 — problemas agrários, ecologia
política, movimentos sociais, políticas públicas, saberes indígenas e
tradicionais, entre outros. A produção acadêmica se distribuem em diferentes
modalidades de apresentação, como trabalhos científicos, relatos de
experiências e mesas temáticas, e contemplam distintas dimensões territoriais,
com ênfase no Sudeste do Pará enquanto espaço de confronto de interesses,
disputas territoriais, preservação ambiental e tensões entre grandes projetos
de desenvolvimento e os modos de vida locais. A publicação traz também uma seção
com os trabalhos não publicados do Fórum Araguaiano de 2023.
Estes anais são, portanto, não apenas memória, mas
instrumento de ação: que o conhecimento produzido aqui possa servir, de fato,
para inspirar transformações, fortalecer identidades, ampliar lutas por
direitos e construir coletivamente espaço para que “as Amazônias” sejam vividas
como território de justiça, de diversidade, ecologia e dignidade.
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Responsável
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