JORNALISMO DE AUSÊNCIAS E A CONSTRUÇÃO DA NOTÍCIA: UM ESTUDO SOBRE MULHERES QUE SE RELACIONAM COM PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE COMO FONTE JORNALÍSTICA

Publicado em 02/05/2024 - ISBN: 978-65-272-0414-5

Título do Trabalho
JORNALISMO DE AUSÊNCIAS E A CONSTRUÇÃO DA NOTÍCIA: UM ESTUDO SOBRE MULHERES QUE SE RELACIONAM COM PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE COMO FONTE JORNALÍSTICA
Autores
  • LISANIA GHISI GOMES
  • Francielle Maria Modesto Mendes
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
GT 4 - Comunicação e Interseccionalidades: raça, gênero e sexualidades plurais
Data de Publicação
02/05/2024
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/epca2023/752366-jornalismo-de-ausencias-e-a-construcao-da-noticia--um-estudo-sobre-mulheres-que-se-relacionam-com-pessoas-privada
ISBN
978-65-272-0414-5
Palavras-Chave
jornalismo de ausências, fontes jornalísticas, mulheres de presos.
Resumo
O presente trabalho integra a pesquisa de doutorado em andamento, junto ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Universidade Federal do Acre (UFAC), que tem como proposta central estudar as representações presentes em publicações jornalísticas de quatro sites acreanos sobre mulheres que se relacionam com pessoas privadas de liberdade. Como recorte da pesquisa, propomos aqui, compreender como a ideia/conceito de jornalismo de ausência [em construção e estudo junto à pesquisa de doutoramento] também está vinculada às práticas jornalísticas para construção de notícias. Tal discussão traz como problemática a exclusão de determinados grupos sociais como fontes para a constituição de textos jornalísticos, contribuindo para um jornalismo de ausências e impedindo que tais vozes, consideradas subordinadas, ecoem como protagonistas. Como metodologia, que também integra a tese em andamento, foram utilizadas a pesquisa bibliográfica (STUMPF, 2005), análises documental (MOREIRA, 2005) e de conteúdo (BARDIN, 2016). Assim, trazemos como corpus neste resumo, 31 publicações veiculadas no site ac24horas, datadas de 2012 a 2022, nas quais foram verificadas as fontes utilizadas para construção das publicações jornalísticas. Dentre os textos coletados foi possível observar que em apenas 7 materiais as mulheres que se relacionam com pessoas privadas de liberdade são inseridas como fontes. Os textos em que estas mulheres estão presentes foram veiculados nos anos 2012, 2014, 2019, 2020 e 2022. Como base para as reflexões, trazemos as discussões propostas por Liriam Spanholz (2009) que irá destacar que por meio das fontes será possível transmitir informações que vão contribuir para a validação do discurso jornalístico e também integrar a chamada objetividade, entendida aqui como um método de investigação presente no jornalismo e que contribui para uma busca precisa de informações, para contextualização dos dados e repostas às perguntas do lead. Outra autora utilizada no trabalho será Márcia Veiga (2010) que irá ressaltar que os autores dos textos jornalísticos também farão parte desse processo de construção discursiva e de tradução da “realidade”. Segundo a estudiosa (2010), ao dar significado ao fatos sociais, o profissional do jornalismo irá escolher, seja de forma consciente ou inconsciente, os discursos que serão veiculados na mídia e assim contribuir para a disseminação de discursos ressignificados ou marcados por representações históricas, sociais e culturais negativadas. Também refletimos com Fabiana Moraes (2018) as ideias de subjetividade, interseccionalidade e consubstancialidade no jornalismo, que serão essenciais para questionar a construção das produções jornalísticas e pensar possibilidades que rompam com essa escrita distorcida e que mistifica grupos sociais percebidos com descrédito junto à sociedade. Referências bibliográficas MORAES, Fabiana. Pode a subalterna a subalterna calar? Limites e transbordamentos entre repórter e entrevistadas. In: Estudos em Jornalismo e Mídia, vol. 15, n. 1, p. 84-97, jan. a jul. 2018. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/article/view/1984-6924.2018v15n1p84>. Acesso em: 20 out. 2023. MOREIRA, Sandra Virgínia. Análise documental como método e como técnica. In: DUARTE, Jorge; BARROS, Antônio (Org.). Métodos e técnicas de pesquisa em Comunicação. São Paulo: Atlas, 2005. SILVA, Márcia Veiga da. Masculino, o gênero do jornalismo: um estudo sobre os modos de produção das notícias. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação) – Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2010. SPANHOLZ, Liriam. Jornalismo, conhecimento e objetividade: além do espelho e das construções. Série Jornalismo a Rigor. v. 4. Florianópolis: Insular, 2009. STUMPF, Ida Regina C. Pesquisa bibliográfica. In: DUARTE, Jorge; BARROS, Antônio (Org.). Métodos e técnicas de pesquisa em Comunicação. São Paulo: Atlas, 2005.
Título do Evento
VI Encontro de Pesquisa em Comunicação na Amazônia
Cidade do Evento
Belém
Título dos Anais do Evento
Anais do VI Encontro de Pesquisa em Comunicação na Amazônia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI
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Como citar

GOMES, LISANIA GHISI; MENDES, Francielle Maria Modesto. JORNALISMO DE AUSÊNCIAS E A CONSTRUÇÃO DA NOTÍCIA: UM ESTUDO SOBRE MULHERES QUE SE RELACIONAM COM PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE COMO FONTE JORNALÍSTICA.. In: Anais do VI Encontro de Pesquisa em Comunicação na Amazônia. Anais...Belém(PA) PPGCOM UFPA, 2023. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/epca2023/752366-JORNALISMO-DE-AUSENCIAS-E-A-CONSTRUCAO-DA-NOTICIA--UM-ESTUDO-SOBRE-MULHERES-QUE-SE-RELACIONAM-COM-PESSOAS-PRIVADA. Acesso em: 15/06/2024

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