CAMPO DE PÚBLICAS E AS RELAÇÕES SOCIOESTATAIS: POR ONDE PASSAM E COMO PODEM SER CONSTRUÍDOS OS CAMINHOS DE COLABORAÇÃO?

Publicado em 05/01/2026 - ISSN: 2595-5187

DOI
10.29327/25955187.1138250  
Título do Trabalho
CAMPO DE PÚBLICAS E AS RELAÇÕES SOCIOESTATAIS: POR ONDE PASSAM E COMO PODEM SER CONSTRUÍDOS OS CAMINHOS DE COLABORAÇÃO?
Autores
  • Pedro Costa
  • Maria Isabel Araújo Rodrigues
  • Carolina Andion
  • Camila Furlan
Modalidade
Propostas de Mesas Redondas
Área temática
Área Temática: Proposta de Mesa Redonda
Data de Publicação
05/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/enepcp-2025/1138250-campo-de-publicas-e-as-relacoes-socioestatais--por-onde-passam-e-como-podem-ser-construidos-os-caminhos-de-colab
ISSN
2595-5187
Palavras-Chave
Relações socioestatais, Campo de Públicas, Ações Colaborativas
Resumo
A mesa procura refletir criticamente sobre os desafios de cooperação institucional entre os agentes do “Campo de Públicas” (doravante chamado de Campo) e as instituições públicas, assim como apontar horizontes reais de colaboração com sinergias positivas para ambos. Parte-se da necessidade de aproximação entre esses entes e do aprofundamento do diálogo e da cooperação e incidência sobre as políticas públicas. Se o Campo nasce de uma articulação inicial voltada à afirmação de diferenças no campo acadêmico e regulatório do ensino de administração pública e gestão social, com relação ao campo mais amplo da Administração (Pires et al, 2014), ele se desenvolve também como espaço de confluência da produção e difusão científica dos seus agentes, formando uma comunidade científica (Coelho et al, 2020; Andion et al, 2023) e conformando um campo de conhecimento (Farah, 2019). Uma vez vencida essa fase de institucionalização do campo, nos parece necessário que o conhecimento produzido no Campo possa ter desdobramentos e incidência na melhoria das condições de vida em nosso país. Se são a ética e o espírito republicano que nos movem, nossas ações de ensino, pesquisa e extensão precisam ser refletidas em mais e melhores políticas públicas, mais focalizadas, mais eficazes e mais inovadoras, desde uma perspectiva de justiça social e de expansão democrática. Tal Incidência só pode acontecer na relação direta e colaborativa com instituições públicas de todas as esferas e espaços. O campo é rico e diverso em experiências pontuais e bem sucedidas de colaborações em que práticas de ensino, pesquisa e extensão permitem a formação de egressos com experiências e convivências significativas em diferentes espaços da administração pública e da gestão social. Estas experiências podem e muito possivelmente continuarão existindo, crescendo e se diversificando, a partir das trocas e sinergias dentro do campo. É preciso, contudo, na nossa avaliação, que se possa avançar para formas mais diretas de relação com instituições públicas, com o desenvolvimento colaborativo de ferramentas e metodologias de gestão em áreas como planejamento; orçamento e finanças públicas; desenho e acompanhamento de políticas públicas; gestão de big data, participação social e tantas outras frentes. Entendemos que o caminho passa por desafios que ainda se apresentam ao campo, como o crescimento na pós graduação (talvez especialmente na modalidade profissional); redesenho de currículos, conteúdos e metodologias de ensino-aprendizagem, com ênfase na interdisciplinaridade; maior acompanhamento da trajetória de egressos no setor público e outras mobilizações que já estão na agenda do campo (Coelho et al, 2020). Avaliamos que a importância dessa relação é fundamental para que a potência do campo não fique restrita aos circuitos acadêmicos, e que a sua natureza político-institucional o eleve à condição de ator/atriz fundamental na construção de país democrático, soberano e justo, a partir da ação qualificada e socialmente orientada do Estado e da sociedade civil. Ante o quadro histórico de desigualdades e déficit democrático conhecido, nossa tarefa é gigantesca, mas a força que o campo tem demonstrado na sua trajetória o qualifica - a si e a seus agentes - para compor uma rede para esse enfrentamento. Resta o desafio de construir essas pontes e os modos de colaboração, e é sobre isso que a Mesa se propõe a discutir e construir propostas.
Título do Evento
VI Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas (ENEPCP)
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

COSTA, Pedro et al.. CAMPO DE PÚBLICAS E AS RELAÇÕES SOCIOESTATAIS: POR ONDE PASSAM E COMO PODEM SER CONSTRUÍDOS OS CAMINHOS DE COLABORAÇÃO?.. In: Anais do Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas. Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/enepcp-2025/1138250-CAMPO-DE-PUBLICAS-E-AS-RELACOES-SOCIOESTATAIS--POR-ONDE-PASSAM-E-COMO-PODEM-SER-CONSTRUIDOS-OS-CAMINHOS-DE-COLAB. Acesso em: 27/05/2026

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