UTILIZAÇÃO DO FLUXOGRAMA ANALISADOR COMO FERRAMENTA PARA ORGANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Publicado em 03/03/2021 - ISBN: 978-65-5941-111-5

Título do Trabalho
UTILIZAÇÃO DO FLUXOGRAMA ANALISADOR COMO FERRAMENTA PARA ORGANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Autores
  • Linda Inês Oliveira Diógenes
  • Eliana Késia da Silva Lima
  • Camila Rodrigues Barbosa
  • Antonia Suelen Da Silva Alexandre
  • EMANUELLE PAULINE DOS SANTOS CRUZ
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
Processo formativo do/a residente
Data de Publicação
03/03/2021
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ecrs2020/324516-utilizacao-do-fluxograma-analisador-como-ferramenta-para-organizacao-da-assistencia-em-uma-unidade-basica-de-saud
ISBN
978-65-5941-111-5
Palavras-Chave
FLUXOGRAMA ANALISADOR, PROCESSO DE TRABALHO, SAÚDE.
Resumo
O Fluxograma Analisador (FA) é um diagrama muito utilizado por diferentes campos do conhecimento com o principal objetivo de desenhar o modo de organização de um conjunto de processos de trabalho que se vinculam. A ferramenta foi proposta por Merhy (1997) e é composta pelas seguintes etapas: entrada, recepção, divisão de oferta, cardápio. Pode ser definido como aquele responsável por “mapear os fluxos e os processos de trabalho, publicizando-os, cartografando-os por meio de uma representação gráfica, tornando-os uma ferramenta para reflexão da equipe” (REIS E DAVID, 2010, p.121). Dessa forma, o fluxograma permite o olhar mais detalhado sobre os fluxos existentes no momento da produção da assistência à saúde, possibilitando uma melhor detecção de problemas (FRANCO, 2006). Nesse sentido, no contexto da saúde, utilizar a metodologia do FA para além de organização de fluxos e contra fluxos da rede assistencial, proporciona o gerenciamento dos recursos humanos e assistenciais de cada serviço de saúde em particular, e do sistema municipal de saúde como um todo. Assim, no mês de junho de 2020 foi construído o FA pela equipe de residentes da ênfase em Saúde da Família e Comunidade da Escola de Saúde Pública do Ceará, juntamente com a equipe de referência de uma das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de Guaiuba, devido à percepção da ausência de um fluxo bem definido para o acesso dos usuários ao serviço, assim como dos processos de trabalho na unidade e demais equipamentos de saúde do município. Para a construção dessa ferramenta foi proposto para a equipe uma oficina, entendida como um espaço de reflexão conjunta, que trabalha significados afetivos e as vivências relacionadas com a temática escolhida. Para tanto, foi produzida uma apresentação em slide para ilustrar as etapas do fluxograma e as perguntas norteadoras e também um painel de cartolina que foi preenchido ao decorrer da oficina por pequenos papéis. Na atividade participaram: enfermeira, auxiliar de enfermagem, auxiliar de serviços gerais, recepcionista, dentista, auxiliar de saúde bucal e as residentes. Foram realizadas perguntas disparadoras e a partir disso os profissionais escreveram em pequenos papéis a percepção deles sobre cada etapa do fluxograma. Após esse momento, os papéis foram fixados na cartolina, e ao final da atividade as residentes apresentaram as definições colocadas, abrindo espaço para a discussão. Em seguida, iniciou-se a construção coletiva do fluxograma da unidade sistematizando cada etapa de acordo com a demanda do serviço e a percepção dos profissionais. Nesta perspectiva, assim como o FA não é uma cartografia linear e mecanizada, compreender o cotidiano do trabalho e a oferta dos serviços em perspectivas mais humanizadas, acolhedoras, sistematizadas, mais flexíveis e resolutivas. Neste contexto, pode-se perceber o quanto a utilização de metodologias mais ativas utilizadas para se construir o FA do serviço foi crucial para que os atores envolvidos questionassem o modo de produção assistencial que era realizado até a data da oficina. Dessa forma, a vivência desestabilizou metodologias cristalizadas de produção do trabalho em saúde e os servidores tiveram a oportunidade de destacar fragilidades e possibilidades de mudança para a rotina laboral. O momento também elucidou a importância de setores imprescindíveis ao funcionamento organizado do serviço tanto para a fluidez do trabalho, quanto para a promoção da qualificação dos serviços prestados tendo como consequências: a redução de listas de espera, estratificação de risco e acolhimento das necessidades de saúde centrais dos usuários, dentre outras. Referências: FRANCO, T. B. Fluxograma descritor e projetos terapêuticos para análise de serviços de saúde, em apoio ao planejamento: o caso de Luz-MG. In: MERHY, E.E. et al. O trabalho em saúde: olhando e experenciando o SUS no cotidiano. 3. ed. São Paulo: HUCITEC, 2006. Capítulo 6. p. 161-198. MERHY, E. E.; ONOCKO, R. (ORG). Agir em Saúde um desafio para o público. HUCITEC: São Paulo, 1997. Disponível em: http://www.uff.br/saudecoletiva/professores/merhy/capitulos-03.pdf. REIS, Valéria Maria; DAVID, Helena Maria Scherlowski Leal. O fluxograma analisador nos estudos sobre o processo de trabalho em saúde: uma revisão crítica. Rev. APS, Juiz de Fora , v. 13, n. 1, p. 118-125, jan./mar, 2010.
Título do Evento
VIII Encontro Cearense de Residências em Saúde
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
Anais do Encontro Cearense de Residências em Saúde
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DIÓGENES, Linda Inês Oliveira et al.. UTILIZAÇÃO DO FLUXOGRAMA ANALISADOR COMO FERRAMENTA PARA ORGANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA.. In: . Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ecrs2020/324516-UTILIZACAO-DO-FLUXOGRAMA-ANALISADOR-COMO-FERRAMENTA-PARA-ORGANIZACAO-DA-ASSISTENCIA-EM-UMA-UNIDADE-BASICA-DE-SAUD. Acesso em: 04/04/2026

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