EDITORAS E A PRODUÇÃO EPISTEMOLÓGICA NA SOCIEDADE: COMPANHIA DAS LETRAS E PENGUIN RANDOM HOUSE

Publicado em 15/05/2026 - ISBN: 978-65-272-2448-8

Título do Trabalho
EDITORAS E A PRODUÇÃO EPISTEMOLÓGICA NA SOCIEDADE: COMPANHIA DAS LETRAS E PENGUIN RANDOM HOUSE
Autores
  • Hislla Suellen Moreira Ramalho
Modalidade
Resumo para Comunicação (Oral/Sinalizada)
Área temática
Recepção de Tradução/Interpretação
Data de Publicação
15/05/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/contrin2025/1187089-editoras-e-a-producao-epistemologica-na-sociedade--companhia-das-letras-e-penguin-random-house
ISBN
978-65-272-2448-8
Palavras-Chave
Companhia das Letras, Penguin Random House, Tradução e poder; Mercado Editorial, Construção Epistemológica.
Resumo
A editora Companhia das Letras fundada em 1986 teve seu primeiro lançamento To the Finland Station: A Study in the Writing and Acting of History de Edmund Wilson traduzido por Paulo Henriques Britto para o português brasileiro como Rumo à Estação Finlândia. Essa primeira publicação-tradução foi um sucesso, o que elevou, consequentemente, as vendas desse e dos outros 47 títulos lançados no primeiro ano (1986). E, assim, a empresa despontou no mercado editorial e é atualmente creditada nacional e internacionalmente. Em 2018, 70% de suas ações foram adquiridas pela Penguin Random House, o maior grupo de publicações do globo. Considerando as questões de colonialidade levantadas por Quijano (200), poder simbólico debatidas por Bourdieu (1989), a república das letras discutidas por Casanova (2002) e soft power cunhado por Nye (2004), esta comunicação tem como escopo refletir sobre os papeis das editoras Companhia das Letras e Penguin Random House como grandes impulsionadoras, divulgadoras de obras e autores o que, consequentemente, as fazem emergir como influenciadoras sociais, exercendo poder sobre a construção epistemológica da sociedade brasileira e internacional. Além disso, a partir de pesquisa de doutorado conduzida dentro da Pós-graduação em Estudos da Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina na qual são analisados os processos editoriais considerados camadas de poder (se pensamos desde a publicação até a tradução e distribuição do manuscrito) é possível observar como a tradução tem papel fundamental para existência e funcionamento de tais empresas. Não resumindo a atividade tradutória a apenas um transporte, e sim a considerando um ofício que atravessa o tempo e espaço e influenciada por aspectos extraliterários, propomos aqui a reflexão sobre o poder do mercado editorial em dizer ou não quais vozes são necessárias de ser ouvidos e quais não, associamos então essa ideia ao texto de Spivak (2010) Pode o Subalterno Falar? e até que ponto seu discurso linguagem é autorizado? De fato, vamos ao encontro da afirmação de Bourdieu (1996) quando diz que "escutar é crer" (p. 6). Questionamos, portanto, qual o tipo de conhecimento consumimos e de onde a produção-publicação epistêmica vem quando falamos de tradução? Quais vozes ouvimos?
Título do Evento
I Congresso Acadêmico Online de Pesquisas em Tradução e Interpretação | ConTRIn
Título dos Anais do Evento
Perspectivas Acadêmicas sobre a Tradução e a Interpretação
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RAMALHO, Hislla Suellen Moreira. EDITORAS E A PRODUÇÃO EPISTEMOLÓGICA NA SOCIEDADE: COMPANHIA DAS LETRAS E PENGUIN RANDOM HOUSE.. In: Perspectivas Acadêmicas sobre a Tradução e a Interpretação. Anais...Belo Horizonte(MG) Site Oficial, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/contrin2025/1187089-EDITORAS-E-A-PRODUCAO-EPISTEMOLOGICA-NA-SOCIEDADE--COMPANHIA-DAS-LETRAS-E-PENGUIN-RANDOM-HOUSE. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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