MACUNAÍMA EM TRADUÇÃO PARA O INGLÊS: CONSIDERAÇÕES A PARTIR DA "CARTA PRAS ICAMIABAS"

Publicado em 15/05/2026 - ISBN: 978-65-272-2448-8

Título do Trabalho
MACUNAÍMA EM TRADUÇÃO PARA O INGLÊS: CONSIDERAÇÕES A PARTIR DA "CARTA PRAS ICAMIABAS"
Autores
  • Kamila Moreira de Oliveira de Lima
Modalidade
Artigos Completos
Área temática
Crítica de Tradução
Data de Publicação
15/05/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/contrin2025/1183846-macunaima-em-traducao-para-o-ingles--consideracoes-a-partir-da-carta-pras-icamiabas
ISBN
978-65-272-2448-8
Palavras-Chave
Crítica da Tradução, Literatura Brasileira em Tradução, Macunaíma, Transcriação, Paratexto
Resumo
Macunaíma: o herói sem nenhum caráter (1928) foi traduzido pela primeira vez para a língua inglesa em 1984, por E. A. Goodland. Após um hiato de quase quarenta anos, outras duas traduções foram publicadas em 2023, realizadas por Carl L. Engel e Katrina Dodson, respectivamente. Na obra de Mário de Andrade, muitos elementos são dignos de atenção no que se refere à sua tradução, como os elementos da mitologia indígena e a narrativa oralizada, “desgeografizada” pelo autor para se aproximar mais ainda do português falado no país. Neste momento, no entanto, nos propomos a analisar de perto o nono capítulo de Macunaíma, “Carta pras Icamiabas”, situado no meio da obra, caracterizado pela estrutura satírica do “português de lei”, em que Mário de Andrade pôs “frases inteiras de Rui Barbosa, de Mário Barreto, dos cronistas portugueses coloniais e [devastou] a tão preciosa quão solene língua dos colaboradores da ‘Revista de Língua Portuguesa’” (Fonseca, 1988, p. 280). Considerando este registro formal-porém-paródico da carta, analisamos aqui a tradução para a língua inglesa realizada por Katrina Dodson, Macunaíma: The Hero with No Character (2023), que a tradutora considera como uma transcriação. Para realizar esta análise, partimos do conceito de transcriação proposto por Campos (2006), e Genette (2018) e Torres (2011) no que se refere aos paratextos da tradução, uma vez que é no discurso de acompanhamento da obra traduzida que Dodson esclarece muitas das escolhas do seu processo tradutório. Temos como objetivo analisar, portanto, como a proposta de Dodson (2022, n.p., tradução nossa) de fazer com que Macunaíma fosse “irrevogavelmente brasileiro e americano ao mesmo tempo” se manifesta na tradução do capítulo em questão, uma vez que a tradutora busca satirizar o estilo elisabetano, dentre outros elementos clássicos da língua inglesa escrita – considerando, portanto, que, na tradução, a língua do colonizador passa a ser não o português lusitano, mas o inglês britânico. Além do paratexto, a análise se baseia também no cotejo da tradução com o texto fonte, considerando o uso de elementos do estilo elisabetano na tradução (Mueller, 1984) e seus efeitos no texto de chegada, de acordo com o conceito de tendências da deformação da tradução de Berman (2013). Observa-se que o capítulo analisado destrói o sistematismo do texto fonte ao mudar a referência de estilo para a literatura inglesa, o que condiz com o projeto de tradução de Dodson.
Título do Evento
I Congresso Acadêmico Online de Pesquisas em Tradução e Interpretação | ConTRIn
Título dos Anais do Evento
Perspectivas Acadêmicas sobre a Tradução e a Interpretação
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, Kamila Moreira de Oliveira de. MACUNAÍMA EM TRADUÇÃO PARA O INGLÊS: CONSIDERAÇÕES A PARTIR DA "CARTA PRAS ICAMIABAS".. In: Perspectivas Acadêmicas sobre a Tradução e a Interpretação. Anais...Belo Horizonte(MG) Site Oficial, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/contrin2025/1183846-MACUNAIMA-EM-TRADUCAO-PARA-O-INGLES--CONSIDERACOES-A-PARTIR-DA-CARTA-PRAS-ICAMIABAS. Acesso em: 29/05/2026

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