A (IN)DIRETUDE NOS PARATEXTOS DE LIVROS TRADUZIDOS: O CASO DOS ROMANCES COREANOS PUBLICADOS NO BRASIL

Publicado em 15/05/2026 - ISBN: 978-65-272-2448-8

Título do Trabalho
A (IN)DIRETUDE NOS PARATEXTOS DE LIVROS TRADUZIDOS: O CASO DOS ROMANCES COREANOS PUBLICADOS NO BRASIL
Autores
  • Regina Almeida do Amaral
Modalidade
Resumo para Comunicação (Oral/Sinalizada)
Área temática
Estudos da Tradução
Data de Publicação
15/05/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/contrin2025/1127620-a-(in)diretude-nos-paratextos-de-livros-traduzidos--o-caso-dos-romances-coreanos-publicados-no-brasil
ISBN
978-65-272-2448-8
Palavras-Chave
Estudos da tradução; Tradução literária; Literatura coreana; Paratexto do livro traduzido; Tradução (in)direta
Resumo
As línguas, apesar de serem linguisticamente iguais, são socialmente hierarquizadas, existindo aquelas que são dominantes e aquelas que são dominadas, a depender do seu poder e prestígio (CASANOVA, 2015). Quando há tradução entre duas línguas dominadas, ela ocorre de duas formas: através da mediação de uma língua dominante, o que resulta em uma tradução indireta, ou sem mediação, resultando em uma tradução direta. No Brasil, apesar da primeira ter sido utilizada por muito tempo para tornar acessível obras literárias escritas em línguas dominadas (como o caso das de escritores russos, traduzidas no Brasil até os anos 1990 principalmente por mediação da língua francesa), há alguns anos vem sendo evitada, em benefício da segunda, dada a visão negativa que recai sobre ela, como a noção de que seu maior afastamento em relação ao texto-fonte primário elevaria seu grau de “infidelidade” e “traição”. Mesmo evitada, ela continua sendo utilizada quando, por exemplo, há poucos tradutores de determinado par linguístico; mas, por ser evitada, poderia influenciar na forma como as traduções, em geral, são apresentadas, sejam elas diretas ou indiretas? Com esse questionamento em mente, o foco deste trabalho é direcionado para os elementos paratextuais, em especial os índices morfológicos (TORRES, 2011), visando responder à seguinte pergunta: da forma como eles têm sido apresentados nos livros traduzidos, é possível afirmar que se trata de uma tradução direta ou indireta? Considerando que os paratextos têm como função apresentar o texto que acompanha (GENETTE, 2009) e julgando que, no caso do texto traduzido, deveria fazer parte dessa apresentação a informação sobre sua (in)diretude, pretende-se observar neles como ela é (ou não é) apresentada. Para verificar esta questão, foi escolhido analisar obras literárias coreanas que, impulsionadas pelo fenômeno recente da hallyu (“onda coreana”), vêm sendo cada vez mais traduzidas. Complementando o levantamento feito por Yun Jung Im Park (2019), foi estabelecido como corpus 22 romances coreanos traduzidos para o português e publicados no Brasil entre 2012 e 2024.
Título do Evento
I Congresso Acadêmico Online de Pesquisas em Tradução e Interpretação | ConTRIn
Título dos Anais do Evento
Perspectivas Acadêmicas sobre a Tradução e a Interpretação
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

AMARAL, Regina Almeida do. A (IN)DIRETUDE NOS PARATEXTOS DE LIVROS TRADUZIDOS: O CASO DOS ROMANCES COREANOS PUBLICADOS NO BRASIL.. In: Perspectivas Acadêmicas sobre a Tradução e a Interpretação. Anais...Belo Horizonte(MG) Site Oficial, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/contrin2025/1127620-A-(IN)DIRETUDE-NOS-PARATEXTOS-DE-LIVROS-TRADUZIDOS--O-CASO-DOS-ROMANCES-COREANOS-PUBLICADOS-NO-BRASIL. Acesso em: 27/05/2026

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