QUAL A COR DO SUS? A IMPORTÂNCIA DA AUTODECLARAÇÃO RAÇA/COR NO COMBATE ÀS INIQUIDADES EM SAÚDE

Publicado em 06/05/2026 - ISBN: 978-65-272-2368-9

Título do Trabalho
QUAL A COR DO SUS? A IMPORTÂNCIA DA AUTODECLARAÇÃO RAÇA/COR NO COMBATE ÀS INIQUIDADES EM SAÚDE
Autores
  • Alecsandra Cândida da Silva Prazeres Albuquerque
  • ISADORA SERRANO VITORIANO
  • Ilka Aquino de Oliveira Perusso
  • Isabel Cristina da Silva Barros
  • Marina Figueiredo Assunção
  • Renata Ramos Severo
Modalidade
Relato de caso
Área temática
Inovação em saúde
Data de Publicação
06/05/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/consaude2026/1484320-qual-a-cor-do-sus-a-importancia-da-autodeclaracao-racacor-no-combate-as-iniquidades-em-saude
ISBN
978-65-272-2368-9
Palavras-Chave
racismo estrutural; atenção à saúde; autodeclaração raça/cor; ação socioeducativa; educação popular
Resumo
Introdução: O racismo estrutural constitui um importante determinante social da saúde no Brasil, impactando o acesso, a qualidade do cuidado e os desfechos em saúde da população negra. Nesse contexto, a coleta e reflexão do quesito raça/cor nos serviços de saúde Sistema Único de Saúde (SUS) torna-se fundamental para visibilizar desigualdades, subsidiar o cuidado em saúde e a formulação políticas públicas voltadas ao enfrentamento do racismo. Em hospitais universitários, essa problemática assume relevância ampliada, considerando seu papel na formação de profissionais e na consolidação de práticas assistenciais alinhadas ao princípio do SUS. Objetivo: Relatar e analisar a experiência de uma ação socioeducativa desenvolvida num hospital universitário, voltada à problematização das questões políticas, sociais e históricas que envolvem a autodeclaração étnico-racial, a partir da educação popular em saúde. Relato: A experiência foi fundamentada no materialismo histórico-dialético e na Educação Popular em Saúde. A ação socioeducativa foi planejada e executada por estagiárias de Serviço Social sob supervisão técnica, articulando dois momentos: formação com profissionais de saúde; e grupos socioeducativos junto a usuários da instituição, realizada em alusão ao Dia da Consciência Negra. Foram realizadas produção de vídeo com usuários/as e profissionais autodeclarando sua raça/cor e exibido na rede social do hospital; material informativo expositivo e folder, destacando a questão étnico-racial na formação social brasileira, as dificuldades e importância de se autodeclarar; enquete interativa em exposição fixa no hall de entrada do hospital, incentivando as pessoas a fazer a sua autodeclaração e perceber qual a população pelo recorte étnico-racial é mais presente no SUS; rodas de conversa com usuários/as do SUS sobre a importância da autodeclaração raça/cor. As abordagens priorizaram o diálogo crítico do significado da autodeclaração étnico-racial, enfatizando sua dimensão como instrumento de produção de dados epidemiológicos e enfrentamento do racismo. Reflexão: Identificou-se que ainda é preciso ampliar ações para o reconhecimento do racismo e deste como uma determinação da saúde, apesar da enquete interativa mostrar que a maioria das pessoas que compõem o hospital são da população negra. Parcela significativa dos usuários não lembravam terem sido questionados sobre o quesito raça/cor durante seu percurso de atendimento na instituição. A intervenção favoreceu a ressignificação desse dado como ato político de afirmação identitária e de visibilidade das desigualdades étnico-raciais. Entre os profissionais, emergiram reflexões sobre a necessidade de qualificação permanente para abordagem ética, respeitosa e cientificamente fundamentada. A experiência ampliou o debate institucional sobre equidade racial e possibilitou a reflexão sobre o preenchimento qualificado do quesito raça/cor e parte essencial da implementação da política nacional de saúde integral da população negra. Conclusões: A experiência evidenciou que ações educativas em saúde podem possibilitar transformar o preenchimento do quesito raça/cor de procedimento burocrático em prática ética, crítica e politicamente comprometida com a equidade racial. Em hospitais universitários, ações dessa natureza contribuem para integrar ensino, assistência e gestão, consolidando estratégias institucionais de enfrentamento às desigualdades raciais em saúde e reafirmando o SUS como projeto democrático.
Título do Evento
3o. Congresso em Saúde do HC-UFPE
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALBUQUERQUE, Alecsandra Cândida da Silva Prazeres et al.. QUAL A COR DO SUS? A IMPORTÂNCIA DA AUTODECLARAÇÃO RAÇA/COR NO COMBATE ÀS INIQUIDADES EM SAÚDE.. In: Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE. Anais...Recife(PE) Mar Hotel Conventions, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/consaude2026/1484320-QUAL-A-COR-DO-SUS-A-IMPORTANCIA-DA-AUTODECLARACAO-RACACOR-NO-COMBATE-AS-INIQUIDADES-EM-SAUDE. Acesso em: 20/05/2026

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