DA COLONIZAÇÃO INTESTINAL A INFECÇÃO DE CORRENTE SANGUÍNEA POR KLEBSIELLA PNEUMONIAE COPRODUTORA DE BLAKPC E BLANDM EM PACIENTE CRÍTICO: RELATO DE CASO

Publicado em 06/05/2026 - ISBN: 978-65-272-2368-9

Título do Trabalho
DA COLONIZAÇÃO INTESTINAL A INFECÇÃO DE CORRENTE SANGUÍNEA POR KLEBSIELLA PNEUMONIAE COPRODUTORA DE BLAKPC E BLANDM EM PACIENTE CRÍTICO: RELATO DE CASO
Autores
  • ANNA CAROLINA SOARES ALMEIDA
  • Izabelly Maria Bandeira Cruz
  • FERNANDA GOMES BESERRA
Modalidade
Relato de caso
Área temática
Inovação em saúde
Data de Publicação
06/05/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/consaude2026/1484183-da-colonizacao-intestinal-a-infeccao-de-corrente-sanguinea-por-klebsiella-pneumoniae-coprodutora-de--blakpc-e-bl
ISBN
978-65-272-2368-9
Palavras-Chave
vigilância epidemiológica, UTI, multirresistente, translocação bacteriana, IRAS
Resumo
Introdução: As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) representam um problema de saúde pública global, associadas ao aumento da morbimortalidade e à disseminação de microrganismos multirresistentes no ambiente hospitalar. Entre esses patógenos, destaca-se Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemases, frequentemente relacionadas a infecções graves em Unidades de Terapia Intensiva . A colonização por cepas resistentes constitui um importante fator de risco para o desenvolvimento de infecções em pacientes críticos. Nesse contexto, este estudo descreve a transição da colonização para infecção por K. pneumoniae coprodutora de blaKPC e blaNDM em um paciente de um hospital público em Recife, Pernambuco. Relato de caso: Um paciente do sexo masculino, de 54 anos, foi admitido em março de 2025 na UTI Coronária de um hospital de alta complexidade com histórico de infarto agudo do miocárdio e sobrepeso. Ao longo do período de internação, fez uso de ventilação mecânica, cateter venoso e sonda vesical de demora. Na rotina de vigilância epidemiológica do hospital, a amostra de swab retal foi positiva para K. pneumoniae multirresistente, caracterizando colonização intestinal. Após 19 dias de internação, o paciente apresentou uma infecção de corrente sanguínea pelo mesmo microrganismo e perfil de susceptibilidade. Durante o período de colonização, o paciente recebeu antibioticoterapia com ceftriaxona, azitromicina, piperacilina-tazobactam e meropenem. Após o diagnóstico da infecção, o esquema antimicrobiano foi modificado para ampicilina-sulbactam. O paciente evoluiu para óbito 16 dias depois. A identificação bacteriana e o antibiograma dos isolados foram realizados por meio do sistema automatizado Vitek® (bioMeriéux, Marcy-l'Étoile, França). Foi realizada PCR convencional para detecção dos principais genes de resistência a carbapenêmicos e a análise clonal dos isolados foi avaliada por REP-PCR. Dados clínicos foram obtidos a partir do prontuário eletrônico, incluindo comorbidades, antibioticoterapia, uso de dispositivos invasivos e desfecho clínico. Discussão: Os isolados provenientes do swab retal e da hemocultura apresentaram perfil fenotípico semelhante de multirresistência, com alto nível de resistência aos carbapenêmicos, classe amplamente utilizada na prática clínica. A análise molecular detectou a coprodução de blaKPC e blaNDM em ambos os isolados, genes que codificam carbapenemases, enzimas capazes de degradar os carbapenêmicos. A análise clonal por REP-PCR revelou 92% de similaridade entre os isolados, evidenciando alta relação genética entre eles e reforçando a transição da colonização intestinal para uma infecção na corrente sanguínea de provável origem endógena. Esse achado destaca o trato gastrointestinal como importante reservatório de bactérias multirresistentes no ambiente hospitalar, especialmente em pacientes críticos expostos ao uso de antibióticos e dispositivos invasivos, o que contribui para a ocorrência de IRAS, associadas ao aumento da morbimortalidade e dos custos hospitalares. Conclusões: Este relato de caso evidencia a transição da colonização intestinal para infecção por K. pneumoniae produtora de carbapenemases em paciente crítico. Os achados reforçam a importância da vigilância epidemiológica ativa para a detecção precoce de pacientes colonizados por microrganismos multirresistentes, especialmente em unidades de terapia intensiva. A associação entre vigilância epidemiológica, caracterização molecular e medidas de controle de infecção é fundamental para subsidiar estratégias eficazes de prevenção e controle de IRAS em ambientes hospitalares.
Título do Evento
3o. Congresso em Saúde do HC-UFPE
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALMEIDA, ANNA CAROLINA SOARES; CRUZ, Izabelly Maria Bandeira; BESERRA, FERNANDA GOMES. DA COLONIZAÇÃO INTESTINAL A INFECÇÃO DE CORRENTE SANGUÍNEA POR KLEBSIELLA PNEUMONIAE COPRODUTORA DE BLAKPC E BLANDM EM PACIENTE CRÍTICO: RELATO DE CASO.. In: Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE. Anais...Recife(PE) Mar Hotel Conventions, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/consaude2026/1484183-DA-COLONIZACAO-INTESTINAL-A-INFECCAO-DE-CORRENTE-SANGUINEA-POR-KLEBSIELLA-PNEUMONIAE-COPRODUTORA-DE--BLAKPC-E-BL. Acesso em: 20/05/2026

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