MANEJO DE FÍSTULA ENTEROCUTÂNEA DE ALTO DÉBITO EM CLÍNICA CIRÚRGICA: DESAFIOS ASSISTENCIAIS E ORGANIZACIONAIS NO CUIDADO DE ENFERMAGEM – RELATO DE PRÁTICA INOVADORA

Publicado em 06/05/2026 - ISBN: 978-65-272-2368-9

Título do Trabalho
MANEJO DE FÍSTULA ENTEROCUTÂNEA DE ALTO DÉBITO EM CLÍNICA CIRÚRGICA: DESAFIOS ASSISTENCIAIS E ORGANIZACIONAIS NO CUIDADO DE ENFERMAGEM – RELATO DE PRÁTICA INOVADORA
Autores
  • Laís Silva Lima
  • Ailana Carla Sampaio Noblat
  • Marília Costa da Silva Melo
  • Riviane Tavares do Nascimento
Modalidade
Relato de caso
Área temática
Inovação em saúde
Data de Publicação
06/05/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/consaude2026/1484111-manejo-de-fistula-enterocutanea-de-alto-debito-em-clinica-cirurgica--desafios--assistenciais-e-organizacionais-n
ISBN
978-65-272-2368-9
Palavras-Chave
Fístula enterocutânea, Enfermagem cirúrgica, Cuidados de enfermagem.
Resumo
Introdução A assistência de enfermagem ao paciente com fístula enterocutânea representa importante desafio clínico e assistencial, exigindo conhecimento técnico-científico e vigilância contínua. Este relato descreve a experiência da equipe de enfermagem no cuidado a um paciente com fístula enterocutânea de alto débito associada a ferida operatória com deiscência e exposição de alças intestinais. Objetivo Relatar os desafios vivenciados pela equipe de enfermagem na implantação e manutenção do sistema fístula e no cuidado integral a um paciente com fístula enterocutânea de alto débito em clínica cirúrgica. Relato da prática inovadora Durante o acompanhamento assistencial foram identificados desafios clínicos e organizacionais. O principal deles foi o manejo do elevado débito da fístula, caracterizado pela drenagem contínua de secreção intestinal rica em enzimas digestivas, responsável por irritação e maceração da pele perilesional. Outro desafio importante foi a implantação e manutenção do sistema fístula. A equipe de enfermagem não possuía experiência prévia no manejo do dispositivo e o treinamento inicial ocorreu de forma predominantemente teórica, sem vivência prática com o paciente, gerando insegurança nas primeiras trocas. Além disso, a complexidade da ferida, caracterizada por grande extensão e bordas irregulares, dificultava a fixação adequada da bolsa coletora. O ambiente constantemente úmido comprometia a aderência do dispositivo e favorecia vazamentos frequentes. Também foram observadas limitações relacionadas à disponibilidade de materiais adequados, como a ausência de dispositivos em diferentes tamanhos para acompanhar a redução progressiva da ferida e a utilização de pastas contendo álcool, que provocavam desconforto e irritação na pele do paciente. Diante dessas limitações, a equipe adotou estratégias adaptativas, utilizando placas de hidrocolóide e barreiras protetoras para melhorar a fixação e aumentar a durabilidade do sistema. A realização do curativo também representou importante desafio organizacional, pois o procedimento demandava tempo prolongado, com duração entre duas e duas horas e meia, além da atuação simultânea dos dois enfermeiros do setor devido à complexidade do manejo e ao elevado débito da fístula. Durante esse período, os demais pacientes da unidade, em média 20, permaneciam sem assistência direta de enfermeiros, uma vez que todo o quadro disponível estava envolvido no procedimento. Reflexão sobre a prática inovadora A experiência evidenciou que o cuidado ao paciente com fístula enterocutânea de alto débito exige elevado nível de conhecimento científico, raciocínio clínico e capacidade de tomada de decisão diante de situações complexas. Observou-se também impacto emocional no paciente, com episódios de ansiedade e estresse relacionados aos vazamentos frequentes e às lesões cutâneas. As condições de trabalho representaram fator de desgaste para os profissionais, uma vez que a realização do procedimento exigia o uso de paramentação para isolamento de contato (avental, máscara e luvas) em enfermaria não climatizada, aumentando a sensação térmica e o desconforto durante procedimentos prolongados. Conclusões O manejo de fístula enterocutânea de alto débito requer planejamento assistencial, conhecimento científico especializado e capacitação contínua da equipe de enfermagem. A atuação do enfermeiro é fundamental para a proteção da pele, controle do débito e adaptação do sistema coletor, contribuindo para a prevenção de complicações e para a melhoria da qualidade da assistência.
Título do Evento
3o. Congresso em Saúde do HC-UFPE
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, Laís Silva et al.. MANEJO DE FÍSTULA ENTEROCUTÂNEA DE ALTO DÉBITO EM CLÍNICA CIRÚRGICA: DESAFIOS ASSISTENCIAIS E ORGANIZACIONAIS NO CUIDADO DE ENFERMAGEM – RELATO DE PRÁTICA INOVADORA.. In: Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE. Anais...Recife(PE) Mar Hotel Conventions, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/consaude2026/1484111-MANEJO-DE-FISTULA-ENTEROCUTANEA-DE-ALTO-DEBITO-EM-CLINICA-CIRURGICA--DESAFIOS--ASSISTENCIAIS-E-ORGANIZACIONAIS-N. Acesso em: 20/05/2026

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