INFLUÊNCIA BIDIRECIONAL DA DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D NA SAÚDE ÓSSEA E NA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES NA PÓS-MENOPAUSA: REVISÃO SISTEMÁTICA

Publicado em 06/05/2026 - ISBN: 978-65-272-2368-9

Título do Trabalho
INFLUÊNCIA BIDIRECIONAL DA DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D NA SAÚDE ÓSSEA E NA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES NA PÓS-MENOPAUSA: REVISÃO SISTEMÁTICA
Autores
  • Gabriella Clemente do Rêgo
  • Maria Amélia Nunes De Oliveira
  • Jorgiana Ester de Macedo Costa da Silva
  • Catarina Ramalho dos Santos
  • Rafaela Quinto da Costa Melo
  • Lígia Cristina Lopes de Farias
Modalidade
Revisão sistemática e metanálise
Área temática
Inovação em saúde
Data de Publicação
06/05/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/consaude2026/1460825-influencia-bidirecional-da-deficiencia-de-vitamina-d-na-saude-ossea-e-na-qualidade-de-vida-de-mulheres-na-pos-me
ISBN
978-65-272-2368-9
Palavras-Chave
Vitamina D. Pós-Menopausa. Qualidade de vida
Resumo
Introdução: A pós-menopausa é um período marcado pelo declínio estrogênico, que acelera a perda de massa óssea e aumenta significativamente o risco de osteopenia, osteoporose e fraturas. Nesse contexto, a vitamina D exerce papel fundamental na homeostase do cálcio, na mineralização óssea e na regulação do metabolismo esquelético. Entretanto, sua deficiência é altamente prevalente em mulheres nessa fase e associa-se não apenas à redução da densidade mineral óssea (DMO), mas também à piora da qualidade de vida, sobretudo pelo aumento da dor musculoesquelética e da limitação funcional. Evidências sugerem ainda relação bidirecional: enquanto a hipovitaminose D compromete a saúde óssea e o bem-estar, fatores como sedentarismo e menor exposição solar podem perpetuar ou agravar a deficiência. Objetivo: Analisar a influência bidirecional entre a deficiência de vitamina D e a qualidade de vida de mulheres na pós-menopausa, com ênfase nos desfechos relacionados à saúde óssea. Metodologia: O estudo foi conduzido conforme as diretrizes PRISMA, com protocolo previamente registrado no PROSPERO (CRD42025607896). As buscas foram realizadas entre janeiro e junho de 2025 em diversas bases de dados nacionais e internacionais, incluindo literatura cinzenta e registros de ensaios clínicos. Foram incluídos estudos observacionais e experimentais publicados nos últimos dez anos, em inglês, português ou espanhol, que abordassem mulheres na pós-menopausa e apresentassem desfechos relacionados à DMO, risco de fraturas, marcadores de remodelação óssea e/ou qualidade de vida. Após a triagem de 3.605 estudos e aplicação dos critérios de elegibilidade, 80 artigos compuseram a análise qualitativa. Devido à heterogeneidade metodológica dos estudos, optou-se por realizar síntese narrativa, sem meta-análise. Resultados: Observou-se associação consistente entre baixos níveis séricos de 25-hidroxivitamina D e redução da DMO, com aumento do risco de osteoporose e fraturas, especialmente de quadril. A hipovitaminose D também esteve relacionada ao hiperparatireoidismo secundário, intensificando a reabsorção óssea. No âmbito funcional, associou-se à pior percepção da qualidade de vida, principalmente pelo aumento da dor musculoesquelética, fraqueza e limitação nas atividades diárias. Quanto ao tratamento, o calcifediol demonstrou maior rapidez e eficácia na elevação dos níveis séricos quando comparado ao colecalciferol. Entre usuárias de colecalciferol, o esquema de administração influenciou os desfechos: doses diárias mais baixas mostraram-se mais eficazes na melhora da força muscular do que dose única elevada. Além disso, a matriz alimentar interferiu na absorção: ensaio clínico evidenciou maior biodisponibilidade da vitamina D3 quando ingerida com leite ou água, em comparação ao suco. Fatores como ingestão de cálcio, atividade física, exposição solar, genética e etnia também modularam a resposta clínica. Conclusão: A deficiência de vitamina D e a piora da qualidade de vida na pós-menopausa configuram um ciclo potencialmente autoperpetuante. A manutenção de níveis adequados vai além da prevenção da osteoporose, sendo fundamental para a preservação da função muscular e do bem-estar. A abordagem clínica deve ser integrada, considerando tipo, dose, frequência e veículo da suplementação, além do estímulo à atividade física e à exposição solar segura, visando interromper esse ciclo deletério.
Título do Evento
3o. Congresso em Saúde do HC-UFPE
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RÊGO, Gabriella Clemente do et al.. INFLUÊNCIA BIDIRECIONAL DA DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D NA SAÚDE ÓSSEA E NA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES NA PÓS-MENOPAUSA: REVISÃO SISTEMÁTICA.. In: Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE. Anais...Recife(PE) Mar Hotel Conventions, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/consaude2026/1460825-INFLUENCIA-BIDIRECIONAL-DA-DEFICIENCIA-DE-VITAMINA-D-NA-SAUDE-OSSEA-E-NA-QUALIDADE-DE-VIDA-DE-MULHERES-NA-POS-ME. Acesso em: 11/08/2026

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