REPERCUSSÕES DA ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONTÍNUA NO MANEJO DO TRANSTORNO OPOSITIVO-DESAFIADOR SOBRE A FREQUÊNCIA CARDÍACA

Publicado em 06/05/2026 - ISBN: 978-65-272-2368-9

Título do Trabalho
REPERCUSSÕES DA ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONTÍNUA NO MANEJO DO TRANSTORNO OPOSITIVO-DESAFIADOR SOBRE A FREQUÊNCIA CARDÍACA
Autores
  • Géssica Pereira da Silva
  • Samara Gomes Nunes
  • Mirian De Melo Alves
  • José Tiago de Melo Santos
  • Rute Xavier Silva
  • Dra. Ana Carla Silva Alexandre
Modalidade
Relato de caso
Área temática
Inovação em saúde
Data de Publicação
06/05/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/consaude2026/1460495-repercussoes-da-estimulacao-transcraniana-por-corrente-continua-no-manejo-do-transtorno-opositivo-desafiador-sob
ISBN
978-65-272-2368-9
Palavras-Chave
Neurociências, Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua, Transtorno Desafiador Opositor
Resumo
Introdução: O Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) é classificado como transtorno disruptivo, caracterizado por padrão persistente de humor irritável, comportamento desafiador, desobediente e hostil direcionado a figuras de autoridade. A prevalência global estimada é de 3,3% na população infantojuvenil, podendo variar entre 1% e 11%, com maior frequência no sexo masculino antes da adolescência. O transtorno associa-se a prejuízos familiares, escolares e sociais, além de maior risco para evolução para outros transtornos psiquiátricos. A comorbidade com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ocorre em cerca de 35% dos casos, aumentando a complexidade clínica. Considerando limitações terapêuticas e possíveis efeitos adversos farmacológicos, a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) tem sido investigada como estratégia adjuvante, por modular a excitabilidade cortical e influenciar circuitos envolvidos na regulação emocional e comportamental. Relato do Caso: O presente estudo descreve um relato de caso desenvolvido no CIN, vinculado ao IFPE campus Pesqueira. Paciente JFS, 11 anos, diagnóstico de TDAH e TOD há cinco meses, em uso de metilfenidato, risperidona, lítio e ácido valpróico. Apresentava agressividade direcionada a familiares e colegas, baixa tolerância à frustração, desobediência recorrente, inflexibilidade comportamental e níveis elevados de estresse. O protocolo incluiu 16 sessões de ETCC, realizadas duas vezes por semana, com intensidade de 1,5 mA e duração de 20 minutos, utilizando equipamento Microestim tDCS NKL. A montagem seguiu o sistema internacional 10–20, com ânodo em Fp1 e cátodo em Oz. Durante as sessões, o paciente realizava atividades de concentração. A variabilidade da frequência cardíaca foi aferida antes e após cada sessão por dispositivo Kyto. Após a quarta sessão, a cuidadora relatou redução progressiva da frequência e intensidade dos comportamentos agressivos, maior tolerância à frustração, diminuição da impaciência e melhor adaptação às regras. Na escala de Transtorno de Conduta/TOD, o escore do paciente reduziu de 31 para 26 pontos e o do cuidador de 25 para 9 pontos. Na escala de Emoções Psicossociais Limitadas, houve redução de 13 para 6 pontos na autoavaliação e de 10 para 8 pontos segundo o cuidador. Observou-se tendência de redução da frequência cardíaca ao longo das sessões. Discussão: Os resultados sugerem impacto positivo da ETCC sobre aspectos centrais do TOD, especialmente controle inibitório, regulação emocional e tolerância à frustração. A redução expressiva na avaliação do cuidador indica repercussão funcional significativa no cotidiano familiar. A diferença entre autoavaliação e heteroavaliação pode relacionar-se à limitada consciência crítica comum em transtornos externalizantes. A estimulação pré-frontal pode favorecer maior integração entre controle cognitivo e processamento emocional, o que contribui para diminuição da impulsividade e reatividade comportamental. A tendência de redução da frequência cardíaca sugere possível modulação cortico-autonômica, indicando melhora no equilíbrio entre atividade simpática e parassimpática, frequentemente alterado em quadros de hiperreatividade emocional. Conclusão: A ETCC mostrou-se estratégia adjuvante promissora no manejo do TOD, associado a melhora comportamental clinicamente relevante e indícios de modulação autonômica. Apesar de tratar-se de relato de caso, os achados reforçam o potencial da neuromodulação como abordagem complementar em transtornos do neurodesenvolvimento
Título do Evento
3o. Congresso em Saúde do HC-UFPE
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Géssica Pereira da et al.. REPERCUSSÕES DA ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONTÍNUA NO MANEJO DO TRANSTORNO OPOSITIVO-DESAFIADOR SOBRE A FREQUÊNCIA CARDÍACA.. In: Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE. Anais...Recife(PE) Mar Hotel Conventions, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/consaude2026/1460495-REPERCUSSOES-DA-ESTIMULACAO-TRANSCRANIANA-POR-CORRENTE-CONTINUA-NO-MANEJO-DO-TRANSTORNO-OPOSITIVO-DESAFIADOR-SOB. Acesso em: 10/08/2026

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