BIOSSENSORES BIOINSPIRADOS NO DIAGNÓSTICO CLÍNICO: MAPEAMENTO SISTEMÁTICO DE INOVAÇÕES E DESAFIOS DE IMPLEMENTAÇÃO

Publicado em 06/05/2026 - ISBN: 978-65-272-2368-9

Título do Trabalho
BIOSSENSORES BIOINSPIRADOS NO DIAGNÓSTICO CLÍNICO: MAPEAMENTO SISTEMÁTICO DE INOVAÇÕES E DESAFIOS DE IMPLEMENTAÇÃO
Autores
  • Melissa Soares de Souza
  • Janaina da Conceição Siqueira
  • Isla Pereira da Silva
  • Laís Câmara Silvino dos Santos Guilherme
  • Neferson Barbosa da Silva Ramos
  • Cristine Martins Gomes de Gusmão
Modalidade
Revisão sistemática e metanálise
Área temática
Inovação em saúde
Data de Publicação
06/05/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/consaude2026/1460325-biossensores-bioinspirados-no-diagnostico-clinico--mapeamento-sistematico-de-inovacoes-e-desafios-de-implementac
ISBN
978-65-272-2368-9
Palavras-Chave
Biossensores bioinspirados; Reconhecimento biomimético; Diagnóstico clínico; Aplicação clínica.
Resumo
Biossensores bioinspirados ou biomiméticos vêm se consolidando como uma abordagem promissora no diagnóstico clínico, ao reproduzirem estratégias observadas na natureza, como reconhecimento molecular do tipo receptor-ligante, superfícies impressas, arquiteturas nanoestruturadas e catalisadores com comportamento semelhante ao de enzimas. Essas características contribuem para maior seletividade, sensibilidade analítica e viabilidade de aplicação em ambientes clínicos. Nesse contexto, esta revisão sistemática teve como objetivo mapear inovações recentes relacionadas ao desenvolvimento e à validação de biossensores baseados em princípios biomiméticos voltados ao diagnóstico clínico, bem como sintetizar seus desempenhos analíticos e os desafios de implementação. A busca seguiu as diretrizes PRISMA e foi conduzida nas bases PubMed, Scopus e Web of Science. Utilizaram-se descritores referentes à biomimética (“Biomimetics”, “Bioinspired”), aos dispositivos sensores (“Biosensors”) e às aplicações diagnósticas (“Diagnosis”). Foram incluídos artigos originais publicados entre 2021 e 2025, sem restrição de idioma, desde que apresentassem validação experimental e aplicação clínica. Revisões narrativas, estudos puramente teóricos e aplicações não clínicas foram excluídos. A extração de dados contemplou o tipo de biomimética empregada, o analito alvo, parâmetros de desempenho analítico, além de barreiras translacionais descritas. Após a triagem, 11 estudos atenderam aos critérios de elegibilidade e evidenciaram três eixos principais de biomimética. O primeiro envolveu a impressão molecular e o epítopo-imprinting, utilizados como receptores sintéticos, especialmente por meio de MIPs e nanoMIPs. O segundo eixo concentrou estratégias de nanoarquiteturas e biotemplating, incluindo estruturas baseadas em DNA-inorgânico e flagelos bacterianos. O terceiro abrangeu sistemas catalíticos tipo enzima e plataformas inspiradas em sistemas biológicos complexos, como nanozimas, sensores baseados no sistema olfatório e membranas artificiais. Na cardiologia, destacou-se um biossensor de ressonância de plasmons de superfície para uso em ponto de cuidado, baseado em nanoMIPs epítopo-impressos, capaz de detectar troponina I com limite de detecção inferior a 1 ng/mL. Em oncologia, um sensor eletroquímico do tipo MIP direcionado ao TGF-ß1 apresentou elevada sensibilidade e desempenho adequado em amostras salivares, reforçando seu potencial para triagem não invasiva. Para o câncer de próstata, uma abordagem híbrida autoalimentada para detecção de sarcosina integrou imprinting in situ a uma célula solar sensibilizada por corante, permitindo leitura visual rápida e baixo limite de detecção. No diagnóstico de doenças infecciosas, um biossensor CRISPR em cascata, inspirado no uso de glicosímetros convencionais, possibilitou a quantificação do HIV com alta sensibilidade, sendo validado em amostras clínicas. Para a COVID-19, plataformas colorimétricas em papel baseadas em atividade peroxidase-like biomimética demonstraram limites de detecção compatíveis com aplicações rápidas e de baixo custo. Além disso, sistemas impedimétricos enfatizaram robustez, rapidez e mecanismos de auto-validação. Em aplicações imunológicas e neurológicas, sensores nanoplasmônicos biomiméticos com bicamadas lipídicas suportadas permitiram o monitoramento de interações imunes relevantes, enquanto arranjos de nanozimas fotoresponsivas inspirados no sistema olfatório, associados a aprendizado de máquina, viabilizaram a detecção multiplex de neurotransmissores em matrizes biológicas complexas. Apesar do desempenho promissor, persistem desafios como padronização metodológica, estabilidade, validação clínica ampliada, escalabilidade industrial, comparações com métodos de referência e desenvolvimento regulatório orientado à implementação clínica segura. Protocolo registrado no Open Science Framework (OSF): osf.io/z83kp.
Título do Evento
3o. Congresso em Saúde do HC-UFPE
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Melissa Soares de et al.. BIOSSENSORES BIOINSPIRADOS NO DIAGNÓSTICO CLÍNICO: MAPEAMENTO SISTEMÁTICO DE INOVAÇÕES E DESAFIOS DE IMPLEMENTAÇÃO.. In: Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE. Anais...Recife(PE) Mar Hotel Conventions, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/consaude2026/1460325-BIOSSENSORES-BIOINSPIRADOS-NO-DIAGNOSTICO-CLINICO--MAPEAMENTO-SISTEMATICO-DE-INOVACOES-E-DESAFIOS-DE-IMPLEMENTAC. Acesso em: 10/08/2026

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