ANÁLISE DA FREQUÊNCIA E DA INTENSIDADE DOS SINTOMAS EM PACIENTES COM ESCLEROSE SISTÊMICA SEGUNDO O TEMPO DE DIAGNÓSTICO: IMPLICAÇÕES PARA O CUIDADO CENTRADO NO PACIENTE.

Publicado em 06/05/2026 - ISBN: 978-65-272-2368-9

Título do Trabalho
ANÁLISE DA FREQUÊNCIA E DA INTENSIDADE DOS SINTOMAS EM PACIENTES COM ESCLEROSE SISTÊMICA SEGUNDO O TEMPO DE DIAGNÓSTICO: IMPLICAÇÕES PARA O CUIDADO CENTRADO NO PACIENTE.
Autores
  • Camila Maria Pereira de Oliveira
  • Gabriela da Silva Santos
  • Angela Luzia Branco Pinto Duarte
  • Andrea Tavares Dantas
Modalidade
Trabalho original
Área temática
Inovação em saúde
Data de Publicação
06/05/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/consaude2026/1456982-analise-da-frequencia-e-da-intensidade-dos-sintomas-em-pacientes-com-esclerose-sistemica-segundo-o-tempo-de-diag
ISBN
978-65-272-2368-9
Palavras-Chave
Esclerose sistêmica; Sintomas psicossociais; Tempo de diagnóstico; Qualidade de vida; Inovação em saúde.
Resumo
Introdução: A esclerose sistêmica (ES) é uma doença autoimune rara, crônica e multifacetada, caracterizada por fibrose cutânea, vasculopatia e comprometimento de órgãos internos, com impacto significativo na funcionalidade e na qualidade de vida. Apesar da ênfase clínica tradicional nas manifestações orgânicas graves, sintomas psicossociais e outras queixas frequentemente relatadas pelos pacientes ainda recebem atenção limitada. Além disso, pouco se sabe sobre como a frequência e a intensidade desses sintomas variam ao longo do tempo de diagnóstico, o que pode comprometer estratégias de cuidado mais individualizadas. Objetivo: Analisar a frequência e a intensidade dos sintomas autorreferidos por pacientes brasileiros com esclerose sistêmica, comparando esses desfechos de acordo com o tempo de diagnóstico da doença. Métodos: Estudo transversal realizado entre junho de 2023 e maio de 2024, incluindo 169 pacientes adultos com diagnóstico de esclerose sistêmica, residentes em diferentes regiões do Brasil. Os participantes foram recrutados por meios eletrônicos e responderam a um questionário online contendo dados sociodemográficos, clínicos e a avaliação de 30 sintomas relacionados à ES. A frequência dos sintomas foi avaliada por escala Likert, considerando-se presentes aqueles relatados como “às vezes”, “muitas vezes” ou “sempre”. A intensidade foi mensurada por escala visual analógica (0–10), sendo considerados de maior impacto os sintomas com pontuação =8. Os pacientes foram estratificados conforme o tempo de diagnóstico (<5 anos e =5 anos), e as comparações foram realizadas pelo teste de Mann-Whitney (p<0,05). Resultados: Os sintomas mais frequentemente relatados incluíram fadiga (95,3%), ansiedade (89,3%), dor muscular (88,2%), fenômeno de Raynaud (88,2%) e dor articular (85,2%), destacando-se também sintomas psicossociais entre os mais prevalentes : desconforto na aparência (85,2%), sensação de tristeza (83,4%), desconforto para dormir (82,2%), dificuldade para se concentrar (79,9%) e baixa autoestima (79,3%). Na análise por tempo de diagnóstico, pacientes com =5 anos de doença apresentaram maior frequência de úlceras digitais (p=0,02) e telangiectasias (p=0,01). Em relação à intensidade, a dor articular foi mais relevante em pacientes com <5 anos de diagnóstico (p=0,048), enquanto epigastralgia (p=0,01) e regurgitação (p=0,03) apresentaram maior intensidade em pacientes com =5 anos. Sintomas como ansiedade, tristeza, distúrbios do sono e alterações na autoestima mantiveram elevada frequência e impacto independentemente do tempo de doença. Conclusão: Os achados evidenciam uma elevada frequência e intensidade de sintomas físicos e, sobretudo, psicossociais em pacientes com esclerose sistêmica, muitos dos quais não estão diretamente relacionados às manifestações orgânicas consideradas mais graves da doença. A análise segundo o tempo de diagnóstico demonstra que diferentes sintomas assumem maior relevância ao longo da evolução da ES, reforçando a necessidade de um cuidado inovador e centrado no paciente. Esses resultados apontam para a importância de ampliar o olhar clínico para além do comprometimento visceral, incorporando sintomas frequentemente negligenciados, mas que impactam de forma significativa a qualidade de vida e o manejo integral da doença.
Título do Evento
3o. Congresso em Saúde do HC-UFPE
Cidade do Evento
Recife
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Camila Maria Pereira de et al.. ANÁLISE DA FREQUÊNCIA E DA INTENSIDADE DOS SINTOMAS EM PACIENTES COM ESCLEROSE SISTÊMICA SEGUNDO O TEMPO DE DIAGNÓSTICO: IMPLICAÇÕES PARA O CUIDADO CENTRADO NO PACIENTE... In: Anais do Congresso em Saúde do Hospital das Clínicas da UFPE. Anais...Recife(PE) Mar Hotel Conventions, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/consaude2026/1456982-ANALISE-DA-FREQUENCIA-E-DA-INTENSIDADE-DOS-SINTOMAS-EM-PACIENTES-COM-ESCLEROSE-SISTEMICA-SEGUNDO-O-TEMPO-DE-DIAG. Acesso em: 10/08/2026

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