MATERNIDADE E AUTONOMIA FEMININA: CATEGORIAS DE LEITURA EM UMA IMBRICAÇÃO ESTRUTURAL

Publicado em 15/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2587-4

Título do Trabalho
MATERNIDADE E AUTONOMIA FEMININA: CATEGORIAS DE LEITURA EM UMA IMBRICAÇÃO ESTRUTURAL
Autores
  • Ana Laura Tomaz
  • Camilly Victória Do Vale Marques
  • Maria Valéria Silva Leite
Modalidade
Resumo Simples
Área temática
GT 6: Ética, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos
Data de Publicação
15/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conpecs2026/1578702-maternidade-e-autonomia-feminina--categorias-de-leitura-em-uma-imbricacao-estrutural
ISBN
978-65-272-2587-4
Palavras-Chave
Maternidade; Papéis de gênero; Subjetividade Materna.
Resumo
Construiu-se na história da humanidade, a associação da figura materna ao sacrifício, considerando-se boa mãe aquela que aceitava passivamente os sofrimentos maternais (Badinter,1985). Essa concepção, perdura também na contemporaneidade sustentando papéis sociais que direcionam a mulher à dedicação integral aos filhos, limitando a construção da sua autonomia e de outros papéis sociais. Assim, apontamos a relevância deste estudo ao ampliar a compreensão sobre a vivência materna e seus impactos na subjetividade feminina, justificando-se pela importância de promover discussões acerca do lugar social da mulher para além do papel de mãe. Com isso, atende ao objetivo de pontuar se as mulheres vivenciam transformações identitárias a partir da maternidade, considerando ainda as relações sociais que estão envoltas nessas experiências. Para tal, tratamos a partir de uma pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa e do tipo bibliográfica. Os resultados são advindos do trabalho de conclusão de curso da autora, com base na revisão de livros e artigos, tendo uma amostra final de sete referências. Revisitamos, coletamos e analisamos para esse novo escrito por meio da revisão temática. Quanto aos achados, pontuamos inicialmente sobre papeis de gênero para qual Simone de Beauvoir (1967) contribui ao destacar que os papéis femininos são socialmente construídos, ajudando a compreender a naturalização da maternidade. Lendo-a, Arruzza (2019) incita a pensar que há, portanto, um caráter não apenas social, mas cultural e histórico de uma ideologia que somos destinas ao papel de mulher. Lemos, com isso, que há notoriamente uma imbricação entre maternidade e identidade feminina. Assim, Federici (2019) e Saffioti (2015), dialogam que, o trabalho reprodutivo está imposto a mulher como uma exigência social de valoração do lugar de sujeito produtivo e, que mesmo com os avanços dos direitos das mulheres é ainda uma das suas engrenagens de manutenção, uma vez que, há na figura da mulher uma integralidade da sua função materna e que as relações de poder presentes na estrutura patriarcal contribuem para a manutenção de desigualdades que atravessam e por vezes determinam a experiência feminina. Nessa perspectiva, Badinter (1985; 2011) aponta que a valorização excessiva do papel materno absorve esta subjetividade com impacto significativo nesse contexto e para além deste, favorecendo processos de adoecimento físico e mental, por via da anulação integral de si. Biroli (2014) organiza os nossos pensamentos ao identificar que a identidade do sujeito mulher deve ser pensada coletivamente, afirmando que está nela resultados das socializações, subjetivações e dos lugares sociais que ocupamos e que pensar tudo isso é portanto, pensar pela via da divisão sexual do trabalho. Desse modo, percebe-se que há uma contribuição acadêmica e social inegável ao pontuarmos que tanto a maternidade quanto a identidade feminina são atravessadas pelas construções de gênero estruturalmente estabelecidas dentro das categorias de divisão sexual do trabalho e do trabalho reprodutivo, das quais influenciam a forma como a mulher vivencia essa experiência e constrói sua identidade e autonomia. Ampliando reflexões sobre a valorização da subjetividade feminina e suas múltiplas formas de existência
Título do Evento
VI Congresso Nacional de Pesquisa e Extensão em Ciências Sociais, Humanas e da Saúde
Cidade do Evento
Pau dos Ferros
Título dos Anais do Evento
Anais do VI Congresso Nacional de Pesquisa e Extensão em Ciências Sociais, Humanas e da Saúde
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TOMAZ, Ana Laura; MARQUES, Camilly Victória Do Vale; LEITE, Maria Valéria Silva. MATERNIDADE E AUTONOMIA FEMININA: CATEGORIAS DE LEITURA EM UMA IMBRICAÇÃO ESTRUTURAL.. In: Anais do VI Congresso Nacional de Pesquisa e Extensão em Ciências Sociais, Humanas e da Saúde. Anais...Pau dos Ferros(RN) FACEP, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conpecs2026/1578702-MATERNIDADE-E-AUTONOMIA-FEMININA--CATEGORIAS-DE-LEITURA-EM-UMA-IMBRICACAO-ESTRUTURAL. Acesso em: 28/07/2026

Trabalho

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