UM OLHAR MATERIALISTA E INTERSECCIONAL ACERCA DAS RELAÇÕES DE SEXO NO TRABALHO PARENTAL

Publicado em 15/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2587-4

Título do Trabalho
UM OLHAR MATERIALISTA E INTERSECCIONAL ACERCA DAS RELAÇÕES DE SEXO NO TRABALHO PARENTAL
Autores
  • Camilly Victória Do Vale Marques
  • Ana Laura Tomaz
  • Maria Valéria Silva Leite
Modalidade
Resumo Simples
Área temática
GT 6: Ética, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos
Data de Publicação
15/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conpecs2026/1576394-um-olhar-materialista-e-interseccional-acerca-das-relacoes-de-sexo-no-trabalho-parental
ISBN
978-65-272-2587-4
Palavras-Chave
Relações Parentais; Cuidado; Divisão Sexual do Trabalho.
Resumo
Historicamente, o cuidado parental com os filhos foi atribuído às mulheres, assim, naturalizando a maternidade como destino biológico e moral, vinculando-as ao trabalho reprodutivo e doméstico (Saffioti, 2013). Para Crenshaw (2002) essa construção sustenta desigualdades interseccionais ao mesmo tempo que flexibiliza a participação masculina nestas esferas. Tal discussão torna-se relevante a medida que compreendemos a maternidade e suas diversas ramificações como um percurso do trabalho socialmente construído, evidenciando como sistemas patriarcais e capitalistas produzem e legitimam assimetrias. Desta forma, objetivamos indicar como tais estruturas, sustentadas por fatores históricos, materiais e ideológicos, influenciam a formação das desigualdades parentais, especialmente na construção e naturalização da maternidade para as mulheres. Para tanto, tratamos de uma pesquisa de natureza qualitativa, de caráter descritivo e do tipo revisão bibliográfica. Este estudo foi construído a partir da pesquisa de trabalho de conclusão de curso de uma das autoras, sendo assim, o material consultado para o levantamento dos dados já havia sido previamente catalogado em bases de dados como: Scielo, PePsic, Periódicos Capes, materiais de disciplinas e livros físicos. Tanto a coleta como a análise se deram na modalidade temática por meio da leitura, fichamento e análise de seis obras clássicas e contemporâneas do feminismo materialista, da interseccionalidade e de autoras que versam sobre o assunto. Como resultados o estudo baseia-se em escritos que discutem que é possível apontar que, a medida que o sistema capitalista se desenvolve, a divisão sexual do trabalho se intensifica diretamente ligada ao trabalho reprodutivo e as múltiplas formas de opressão da mulher (Federici, 2019; Saffioti, 2013). Percebendo que há uma imbricação direta e histórica das relações de sexo com as dinâmicas parentais, os achados indicam que o papel da mulher permanece socialmente associado à obrigação moral do casamento, da maternidade e do cuidado integral com os filhos e com os demais membros da família (Ferreira et al., 2014). Federici (2019) coloca ainda que, embora a mulher sempre tenha participado ativamente das funções econômicas da família há uma não legitimação do lugar de produção da força de trabalho destas, seja na esfera reprodutiva, doméstica ou formal, provocando consequências físicas, psicológicas, econômicas e principalmente de reprodução de estruturas de desigualdades de sexo (Ferreira et al., 2014). Tais disparidades intensificam-se na associação dos diversos eixos de exploração interseccionados entre os marcadores de gênero, classe e raça, produzindo diferentes experiências nas relações parentais, principalmente na tangente de mulheres negras e periféricas (Crenshaw, 2002; Gonzalez, 2020) mantendo em vista que é também pela via do racismo estrutural e da opressão de classes que se legitima as desigualdades sociais nos espaços cotidianos das mulheres. Com o exposto, conclui-se que há, no lugar do cuidado um mecanismo histórico de controle social que mantém as mulheres vinculadas ao trabalho reprodutivo, ao privilégio estrutural do homem, sustentado pela divisão sexual do trabalho e pelas relações patriarcais e capitalistas. O estudo contribui para a compreensão crítica das desigualdades parentais, apontando a necessidade de revisão dos papéis sociais de sexo e de promoção e efetivação de práticas trabalhistas mais equitativas
Título do Evento
VI Congresso Nacional de Pesquisa e Extensão em Ciências Sociais, Humanas e da Saúde
Cidade do Evento
Pau dos Ferros
Título dos Anais do Evento
Anais do VI Congresso Nacional de Pesquisa e Extensão em Ciências Sociais, Humanas e da Saúde
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MARQUES, Camilly Victória Do Vale; TOMAZ, Ana Laura; LEITE, Maria Valéria Silva. UM OLHAR MATERIALISTA E INTERSECCIONAL ACERCA DAS RELAÇÕES DE SEXO NO TRABALHO PARENTAL.. In: Anais do VI Congresso Nacional de Pesquisa e Extensão em Ciências Sociais, Humanas e da Saúde. Anais...Pau dos Ferros(RN) FACEP, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conpecs2026/1576394-UM-OLHAR-MATERIALISTA-E-INTERSECCIONAL-ACERCA-DAS-RELACOES-DE-SEXO-NO-TRABALHO-PARENTAL. Acesso em: 28/07/2026

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