PARTO HUMANIZADO: UMA CONTRIBUIÇÃO A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Publicado em 04/08/2021 - ISBN: 978-65-5941-292-1

Título do Trabalho
PARTO HUMANIZADO: UMA CONTRIBUIÇÃO A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Autores
  • Arielly Da Silva Souza
  • Mayane Magalhães Santos
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Enfermagem
Data de Publicação
04/08/2021
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conigran2021/366019-parto-humanizado--uma-contribuicao-a-reducao-da-violencia-obstetrica
ISBN
978-65-5941-292-1
Palavras-Chave
Parto humanizado, Direitos Sexuais e Reprodutivos, Saúde Materno-infantil
Resumo
A gestação é uma fase indicado por mudanças fisiológicos (COSTA,2019), com isso humanizar o parto é respeitar e criar condições adequadas para a parturiente (VERSIANI, et al, 2015), um momento como o parto que deveria ser especial para algumas parturientes acaba se tornando algo traumático, por conta da violência obstétrica (LANSKY et al, 2019), a violência é caracterizada por atos como: abusos verbais, procedimentos sem consentimento ou informações(KATZ et al, 2020) . A humanização da assistência é de extrema importância para garantir que um momento único como o parto, seja vivenciado de forma positiva e enriquecedora. Nesta perspectiva, o desenvolvimento dessa pesquisa justifica-se por notar-se que o parto está se tornando algo mecânico, indo contra o direito das mulheres. Assim a pesquisa tem como objetivo descrever como que a atividade do parto humanizado contribui para a diminuição da violência obstétrica. Trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo integrativa que buscou relatar se o parto humanizado poderá ser um meio de diminuir a violência obstétrica. Para a busca dos artigos foi adotada as bases dedados BVS, Lilacs e Scielo, no período de 2016 a 2020, foram realizados os cruzamentos dos descritores ¨Parto Humanizado¨, ¨Violência Obstétrica¨ e ¨Humanização¨, presentes na base de Descritores em Ciências de Saúde (DecS) combinados com o operador booleano AND. Os critérios de inclusão foram os artigos que preencheram as lagunas do conhecimento sobre o assunto e alcançava os objetivos e já os excluídos foram os artigos que por motivos de não encaixar com os objetivos ou por estar fora do período proposto. Após as associações de descritores a pesquisa em base de dados resultou em 193 artigos na Lilacs, 58 SciELO, 304 BVS, após leitura dos resumos foram excluídos os artigos que não responderam á questão norteadora e não alcançava o objetivo, desta forma, permaneceram 12 que estavam dentro do critério de inclusão, ficando assim 10 na base BVS, 1 na Lilacs e 1 na SciELO. Discussão: A definição de atenção humanizada durante o processo de gestação incorpora conhecimentos, práticas e atitudes, tendo em vista a garantia do parto e nascimentos saudáveis (BARROS et al, 2018). , sendo assim, a OMS declarou que as mulheres têm o direito de uma assistência médica de alto nível, incluindo o direito a cuidados dignos e respeitosos na gravidez e no parto (VELOSO et al, 2020), a OMS visa garantir que a mulher possa realizar escolhas durante o seu parto, acerca do tipo e local de parto, direito de escolha de ter um acompanhante ou doula, liberdade de escolher a melhor posição durante o trabalho de parto e o uso de métodos farmacológicos ou não farmacológico. Diante disso surgiu movimentos garantindo a escolha das mulheres, como por exemplo o Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento, buscando racionalizar o uso das tecnologias, diminuindo o número de cesáreas, garantindo assim uma participação da parturiente nas decisões sobre a própria saúde e durante o parto como protagonista (FRANCISCO et al, 2020) . A humanização do parto busca a separação do medo e do isolamento que as mulheres sofrem no modelo assistencial obstétrico hegemônico, medicalizado e intervencionista (VELOSO et al, 2020), atitudes simples como não deixar a parturiente sozinha, estabelecer um diálogo, esclarecer todas as dúvidas com o objetivo de criar um ambiente sem medos, já são atitudes humanizada. Tendo assim, elementos destinados a receber a parturiente e seus acompanhantes, permitindo um trabalho de parto ativo e participativo, tendo a mulher como protagonista do seu parto, outro elemento coerente com a humanização é o uso de métodos não farmacológicos como massagens, banhos, música terapia, exercício de respiração, uso de bola obstétrica, deambulação, uso de cavalinho e banco obstétrico, a humanização pode gerar o alívio da dor (SILVA et al, 2016) . Porém, para algumas mulheres o processo de parto está associado a dor e sofrimento (SOUZA, 2019) , com isso na assistência humanizada do parto e nascimento, as mulheres adquirem um importante sentimento de força e otimismo durante o processo parturitivo e no cuidado com o bebê, essa humanização tem como finalidade proporcionar a autonomia da mulher na hora do trabalho de parto e parto, respeitando seus direitos, além disso, a humanização respeita o processo fisiológico de nascer (BARROS et al, 2018). Contudo, para ter uma assistência humanizada, é preciso que os profissionais prestem uma assistência voltada para a humanização, a parturição é um evento muito importante para a gestante e seus familiares, assim é de suma importância que os profissionais estejam sensíveis para acolherem as necessidades das parturientes, para gerar conforto e criar um ambiente acolhedor como suas casas, sem medos e inseguranças. A prática de uma assistência humanizada, através de uma equipe que orienta a parturiente, seu acompanhante e familiares, permitindo que ela se sinta segura e possa se movimentar livremente durante o trabalho de parto, oferece maior satisfação materna em relação ao parto e fortalecendo o vínculo familiar (FRANCISCO et al, 2020) . Portanto, o parto deve ser respeitado, o seu tempo, no espaço que a gestante se sinta segura e confortável como em um hospital, casa de parto ou residência, sem intervenção desnecessária como a episiotomia, manobra de Kristeller, e é de suma importância fazer o estimulo ao contato pele a pelo imediato entre mãe e bebê logo após o nascimento e fazer o incentivo e apoio á mulher para o aleitamento materno (BOURGUIGNON; GRISOTTI, 2019) . Com isso, o bom parto, seja ele vaginal ou cesáreo, deve ser aquele que o bem-estar da mãe e do recém-nascido esteja seguro, tendo a parturiente como a peça principal do seu parto, já que a mesma é a protagonista e que as suas escolhas sejam consideradas sem constrangimentos pela equipe de profissionais (SILVA, et al, 2016) . Espera-se que através deste trabalho seja possível visualizar a importância da humanização da assistência ao parto. Portanto, considera-se com essa humanização com a finalidade de oferecer a autonomia da mulher na hora do trabalho de parto e parto, com isso a parturiente tem que ser respeitada e respeitar seu corpo, trazendo assim a mulher uma experiência otimista, sem traumas e sem manobras invasivas. Conclui-se que as práticas de humanização ao parto são indispensáveis as mulheres, são iniciativas relevantes e capazes de agregar qualidade ao processo de parturição. REFERENCIAS ALVARES, Aline et al. Práticas obstétrica hospitalares e suas repercussões no bem-estar materno. Revi Escola de Enfermagem da USP, 2019. BARROS, Thais Cordeiro et al. Assistência á mulher para a humanização do parto e nascimento. Revi. De Enfermagem UFPE Online, recife, fev, 2018. BOURGUIGNON, Ana Maria; GRISOTTI, Marcia. A humanização do parto e nascimento no Brasil nas trajetórias de suas pesquisadoras. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v27, n2, abr-jun.2020. BRASIL, Ministério Da Saúde. 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Título do Evento
2º CONIGRAN - Congresso Integrado UNIGRAN Capital 2021
Título dos Anais do Evento
Anais do 2º CONIGRAN - Congresso Integrado Unigran Capital
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Arielly Da Silva; SANTOS, Mayane Magalhães. PARTO HUMANIZADO: UMA CONTRIBUIÇÃO A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA.. In: Anais do 2º CONIGRAN - Congresso Integrado Unigran Capital. Anais...Campo Grande(MS) Unigran Capital, 2021. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conigran2021/366019-PARTO-HUMANIZADO--UMA-CONTRIBUICAO-A-REDUCAO-DA-VIOLENCIA-OBSTETRICA. Acesso em: 22/05/2026

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