COMPORTAMENTO AUTOLESIVO NA ADOLESCÊNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Publicado em 30/12/2020 - ISBN: 978-65-5941-071-2

Título do Trabalho
COMPORTAMENTO AUTOLESIVO NA ADOLESCÊNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Autores
  • Erika Cecilia Helfenstein Orgado
Modalidade
Comunicação oral (Resumo expandido)
Área temática
Psicologia
Data de Publicação
30/12/2020
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conigran2020/269901-comportamento-autolesivo-na-adolescencia--uma-revisao-integrativa
ISBN
978-65-5941-071-2
Palavras-Chave
Automutilação, Adolescência, Teoria cognitivo comportamental
Resumo
Introdução: O comportamento autolesivo pode ser compreendido como uma possibilidade de expressão de dor e sofrimento. A prática do comportamento autolesivo pode estar associada aos comportamentos e pensamentos disfuncionais, e ainda a possíveis quadros de psicopatologias. Assim, o comportamento Autolesivo tem diversas definições, ato de se machucar com cortes, furos, arranhões, mordidas são comportamentos que expressão o sofrimento, mais comum na adolescência. Os fatores de risco estão associados à dinâmica biopsicossocial, que envolvem uma gama de eventos estressores que propiciam esse comportamento como forma de reajustar as emoções e pensamentos. A relevância de pesquisar sobre esse fenômeno para mostrar explicações científicas, perante conflitos vivenciados na adolescência e assim encontrar formas terapêuticas, farmacológicas, desenvolver habilidades para lidar com eventos que são inerentes a vivência humana, buscando assim, uma transformação desses conflitos biopsicossociais (EISENSTEIN, 2005). Objetivo: O artigo reuniu os principais conceitos e achados teóricos sobre o comportamento autolesivo, descrevendo o perfil psicológico do adolescente, formas de tratamento, intervenção e prevenção fundamentadas na Terapia Cognitivo-Comportamental. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa, utilizando como bases consulta a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), SciELO, Google acadêmico, Capes e PePSIC. Com os seguintes descritores Automutilação. Adolescência. Teoria Cognitivo-Comportamental. Destes, utilizou-se 10 artigos, onde abordaram sobre o comportamento autolesivo, suas definições e implicações na fase da adolescência. Resultados: Perante da alta incidência do comportamento autolesivo na adolescência e suas consequências que atingem a vítima e seus familiares, a demanda exige investimentos nas estratégias de prevenção e promoção da saúde mental em vários contextos. Para a compreensão do comportamento autolesivo é citado atualmente como problema de saúde publica, pois envolve fatores biopsicossociais, ou seja, as variantes para esse comportamento pode ser fator, biológico, social e psicológico, ajudam a desenvolver uma intervenção diretiva para esse problema (EISENSTEIN, 2005; SAMPAIO et al. 2013). Entretanto, visando compreender a fase da adolescência e o comportamento autolesivo, há menção que durante o desenvolvimento a fase da adolescência é mais intensa, onde passam por conflitos de identidade e relações interpessoais, esses fatores podem ser de risco e desenvolver comportamento de autolesivo (EISENSTEIN, 2005; SANTOS et al. 2017). Em relação ao manejo clínico do comportamento autolesivo em adolescentes, foi observado que a conduta profissional inicial deve ser de acolhimento (OLIVEIRA, 2019). A Teoria Cognitivo-Comportamental juntamente com algumas contribuições da psicologia escolar buscam manejos de intervenção, prevenção e identificação dos fatores que contribuem para compreender o comportamento autolesivo na adolescência. Sendo assim, assinalaram que na maioria dos casos os adolescentes desenvolvem esse comportamento por ter dificuldades em ajustar as emoções, pensamentos, criam uma autoimagem distorcida, tornando-os inseguros e fragilizados, propensos a desenvolver comportamentos disfuncionais. Desta forma, as técnicas mais eficazes para modificar esse comportamento, por meio da psicoeducação, regulação das emoções, redução de danos, prevenção de recaídas, promover estilo de vida saudável. (ALMEIDA, et al., 2018., OLIVEIRA, 2019; FREITAS, et al., 2017). A possível relação da existência de psicopatologias ao comportamento autolesivo se da pela história de vida, onde adolescentes ocasionados por abusos e violências, desenvolvendo insegurança, medo, vergonha, ansiedade e depressão, onde encontraram no comportamento autolesivo um alívio para esse sofrimento (GIUSTI, 2013; MESQUITA., et al., 2011). Por fim, com os estudos analisados o comportamento autolesivo atinge um número expressivo de adolescentes, que denunciam através dessa conduta que estão em sofrimento e precisam de ajuda para desenvolver habilidades de enfrentamento perante a realidade que cada um exige. Destarte, ainda há poucos estudos científicos perante esse problema atual. Assim, podem-se desenvolver estudos para analisar e desenvolver mais estratégias de enfrentamento. Discussão: Analisou-se que o comportamento autolesivo tem se tornado mais frequente na adolescência, que denunciam através desse comportamento que estão em sofrimento e precisam de ajuda. Assim, na revisão integrativa demonstraram que o comportamento autolesivo na adolescência traz consequências negativas não só para a família, mas também para o meio social no qual o adolescente está inserido. A revisão aponta que os sintomas de ansiedade e depressão, desesperança, solidão, tristeza, bullying na escola e a dificuldade de administrar as emoções, estabelecem uma elevada associação com os comportamentos autolesivos na adolescência. Considera-se associado ao comportamento autolesivo também o período do ciclo da vida, onde adolescência é mais intenso pelo momento de muitas transformações, distorções cognitivas, funções emocionais e atuações sociais. Portanto, todos esses fatores apontam que o comportamento de autolesão é um mecanismo de enfrentamento que, mesmo sendo desadaptativo, consegue deslocar o foco do evento estressor, o alívio é momentâneo e a busca de mais alívio reforça o comportamento disfuncional. Destarte, ainda há poucos estudos científicos perante esse problema atual. Conclusões: Compreender as estruturas que envolvem nesse processo auxilia na construção de intervenção no viés da Terapia Cognitivo-Comportamental, focada em esclarecer que o comportamento, na crença de um alívio passageiro. Fica demonstrado que existem formas adaptativas para auxiliar o adolescente a lidar com o comportamento de autolesão. Por fim, diante da alta incidência do comportamento autolesivo na adolescência e suas consequências, mediante a extensão que pode ocorrer para a fase adulta, verifica a necessidade de investimentos nas estratégias de prevenção e promoção da saúde mental em vários contextos. Nesse sentido, a atuação da Psicologia terá um importante papel nessas estratégias. Referências: ALMEIDA, Rodrigo da silva; CRISPIM, Maria Sônia da Silva; SILVA, Dionísio Souza da; PEIXOTO, Sandra Patrícia Lamenha. A prática da automutilação na adolescência: o olhar da psicologia escolar/ educacional. Disponivel em https://periodicos.set.edu.br/index.php/fitshumanas/article/view/5322/2803. BECK, JUDITH S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. Judith S. Beck; tradução: Sandra Mallmann da Rosa; revisão técnica: Paulo Knapp, Elisabeth Meyer. – 2. ed. – Porto Alegre: Artmed, 2014. EISENSTEIN E. Adolescência: definiçoes, conceitos e critérios. Adolesc Saude. 2005;2(2):6-7. FREITAS, Elidiane Queiroz das Mercês, SOUZA Robson. Automutilação na adolescência: prevenção e intervenção em psicologia escolar. Revista ciência (in) Cena. On-line ISSN 2317-0816 Vol. 1 No. 5 Salvador. Bahia. 2017. GIUSTI, JS. Automutilação: características clínicas e comparação com pacientes com Transtornos Obsessivo-compulsivo [tese]. Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo; 2013. MESQUITA, Cristina; RIBEIRO, Fátima; MENDONÇA, Liliane; MAIA, Ângela; Relações familiares, humor deprimido e comportamentos autodestrutivos em adolescentes. http://hdl.handle.net/11067/115, 2011. OLIVEIRA, M. U. TCC no manejo de adolescentes suicidas: proposta de intervenção. Marcela Ursulina de Oliveira, Renata Trigueirinho Alarcon, Eliana Melcher Martins – São Paulo, 2019.
Título do Evento
CONIGRAN 2020 - Congresso Integrado UNIGRAN Capital
Cidade do Evento
Campo Grande
Título dos Anais do Evento
Anais do CONIGRAN 2020 - Congresso Integrado UNIGRAN Capital
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI
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Como citar

ORGADO, Erika Cecilia Helfenstein. COMPORTAMENTO AUTOLESIVO NA ADOLESCÊNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.. In: Anais do CONIGRAN 2020 - Congresso Integrado UNIGRAN Capital. Anais...Campo Grande(MS) UNIGRAN Capital, 2020. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conigran2020/269901-COMPORTAMENTO-AUTOLESIVO-NA-ADOLESCENCIA--UMA-REVISAO-INTEGRATIVA. Acesso em: 19/06/2024

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