ESTUDO DO EFEITO TERAPÊUTICO DA PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA EM CRIANÇAS E JOVENS

Publicado em 30/12/2020 - ISBN: 978-65-5941-071-2

Título do Trabalho
ESTUDO DO EFEITO TERAPÊUTICO DA PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA EM CRIANÇAS E JOVENS
Autores
  • Isabella Beatriz Nunes Menezes
  • Suellen Rolon de Souza Silva
Modalidade
Comunicação oral (Resumo expandido)
Área temática
Biomedicina
Data de Publicação
30/12/2020
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/conigran2020/269794-estudo-do-efeito-terapeutico-da-purpura-trombocitopenica-idiopatica-em-criancas-e-jovens
ISBN
978-65-5941-071-2
Palavras-Chave
Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI), tratamento, incidência, crianças e jovens
Resumo
A Púrpura Trombocitopênica Idiopática é uma desordem hematológica, sendo considerada então uma patologia imunomediada de causa desconhecida, que se define por seus portadores possuírem trombocitopenia, atingindo um alto índice de manifestação clínica em crianças e jovens. Essa desordem hematológica é subdividida em duas fases sendo a principal na qual o paciente apresenta uma contagem de plaquetas <100× 10 9 / L e secundária que é definida como qualquer forma de trombocitopenia imune que não seja primária. Nessa patologia as plaquetas são opsonizadas por autoanticorpos e são eliminadas pelos fagócitos do sistema mononuclear fagocitário também conhecido como sistema reticuloendotelial principalmente no baço, então as plaquetas diminuem durante a fase ativa da púrpura e as circulantes restantes possuem um tamanho maior que o comum, sendo denominada de megacariócito. Notadamente o paciente com PTI possui algumas associações de risco, a mais comum são as infecções que ocorrem principalmente em pacientes com PTI primária, causando piores taxas de resposta significativas e maior tempo de internação hospitalar. Dessa forma a plaquetopenia está correlacionada com um risco aumentado de infecção, na qual pode ser fatal para esses pacientes. O presente trabalho visou observar algumas formas terapêuticas e verificar sua eficácia e resposta quanto ao sucesso no tratamento da Púrpura Trombocitopênica Idiopática tendo como objetivo específicos avaliar a taxa de incidência dessa patologia e seus efeitos em crianças e jovens, correlacionando a influência da faixa etária do paciente com a possibilidade de remissão completa ou parcial da patologia. Para o estudo aplicado, fora utilizado o modelo de revisão integrativa, permitindo assim o estudo de diferentes abordagens e concepções técnicas sobre a matéria em debate. Na revisão bibliográfica, foram analisados artigos científicos, periódicos eletrônicos, leis, trabalhos de conclusão de curso, revistas científicas e livros, obtidos por meios de plataformas digitais e o recorte temporal para seleção desses materiais contemplou majoritariamente o período compreendido entre 2010 a 2020. Em um estudo realizado por Heitink-Pollé KMJ et al (2018) com 200 pacientes sendo que 100 utilizam IVIG no tratamento revela que que 88% dos pacientes atingiram a remissão completa e os pacientes que apresentaram resposta completa aos 6 meses eram mais jovens mostrando-se mais eficaz que pesquisa de Zafar, et al., (2018) realizada com 103 pacientes na qual revelou que 75% dos pacientes atingiram resposta parcial com a utilização de IVIG. Foi perceptível então que a IVIG não resulta em uma menor taxa de PTI crônica mas leva a uma recuperação mais rápida e a eventos hemorrágicos menos graves. Nos casos analisados por Alam (2014) foram realizados o tratamento com diversas substâncias sendo elas Esteróides em 49 casos, Imunoglobulina Intravenosa G para 24 e Imunoglobulina Anti-D em 24 pacientes. Dos tratamentos utilizados obteve-se em 42 casos resposta completa, todavia não houve resposta no tratamento inicial por parte de 19 casos e 13 casos de reincidência. Após a aplicação de uma segunda dose de esteróides, IVIG e Anti-D ou combinações foram observados uma resposta completa e favorável em 10 casos e resposta parcial em 6 casos, o prognóstico geral foi considerado bom. Por outro lado, os autores Güngör T, Arman Bilir Ö, Kosan Çulha V, et al. (2019) discordam de Allan (2014) pois em sua pesquisa não houve diferença significativa entre a taxa de recorrência e modalidade de tratamento e acreditam que é importante avaliar e descrever todas as características clínicas da PTI e avaliar todas as modalidades de tratamento para dessa forma haver uma análise completa e significativa dos números. Com base nos dados obtidos é notável a idade do diagnóstico inicial > 10 anos aumentaram a probabilidade de doença crônica, compatível com a literatura. Para Kim, Lee e Yoon (2016) quando o diagnóstico precoce é existente em idade inferior a 5 anos, pode-se observar que todas as crianças portadoras de PTI crônica se recuperaram espontaneamente, em contrapartida Cheng et al., 2019, realizou um estudo com 20 pacientes na China utilizando o medicamento eltrombopag, o tempo médio de resposta foi entre 5-40 dias a quantidade de pacientes que apresentaram sintomas de sangramento foi reduzido após o tratamento. Ao analisar os resultados dos pacientes foi possível verificar e identificar que o percentual de aparecimento da PTI se dá primordialmente em crianças da primeira infância, sendo poucos os casos relatados de adolescentes. E todos os autores entram em concordância ao afirmar que a cura dos pacientes < 10 anos independente da medida terapêutica aplicada é mais alta e mais comum que em pacientes acima de 10 anos, todavia os autores não mencionam o gênero e idade afetados na PTI crônica após o tratamento mas nos revelam que mesmo em diversas medidas terapêuticas alguns indivíduos ainda convivem com essa patologia. Dentre os autores que foram abordados no presente trabalho e mesmo com medidas terapêuticas para essa faixa etária pediátrica de 0-18 anos como IVIG, Anti-D, esteróides oral houve ainda uma permanência mínima de PTI crônica, não podendo então definir um protocolo 100% eficaz para o tratamento, sendo então necessário realizar mais testes para que todos os pacientes com PTI possam um dia ter a remissão completa dessa patologia. É possível concluir que a PTI é uma patologia adquirida que se baseia na elevada destruição das plaquetas, sendo essa principalmente eliminada pelo baço, sem a produção compensatória pela medula óssea e seu diagnóstico é realizado basicamente por exclusão de outras patologias. O grande desafio é identificar qual a melhor droga que possua benefícios e baixa toxicidade para cada paciente, visto que organismo reage de maneiras distintas. Os autores expostos neste trabalho revelam que a medida terapêutica que desempenha melhores resultados é a Imunoglobulina Intravenosa G (IVIG) diminuindo em seus usuários a hemorragia e em pacientes <10 anos de idade podendo resultar em uma remissão completa da patologia em questão, seguida de outros medicamentos como corticosteroides orais e também medicamentos que atuam como agonista do receptor de trombopoietina dentre outros. Em vista dos argumentos apresentados o presente trabalho servirá de embasamento teórico para futuras pesquisas e possui grande relevância para a sociedade, visto que buscou indicar a melhor medida terapêutica para a Púrpura Trombocitopênica Idiopática. Referências Bibliográficas: Alam MM. Idiopathic thrombocytopenic purpura in children: a 10 years experience at tertiary care hospital. J Pak Med Assoc. 2014;64(12):1358–1362. Disponível em: https://jpma.org.pk/article-details/7097?article_id=7097. Acesso em: 15 fev. 2020. CHENG X, et al. 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Título do Evento
CONIGRAN 2020 - Congresso Integrado UNIGRAN Capital
Cidade do Evento
Campo Grande
Título dos Anais do Evento
Anais do CONIGRAN 2020 - Congresso Integrado UNIGRAN Capital
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI
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Como citar

MENEZES, Isabella Beatriz Nunes; SILVA, Suellen Rolon de Souza. ESTUDO DO EFEITO TERAPÊUTICO DA PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA EM CRIANÇAS E JOVENS.. In: Anais do CONIGRAN 2020 - Congresso Integrado UNIGRAN Capital. Anais...Campo Grande(MS) UNIGRAN Capital, 2020. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/conigran2020/269794-ESTUDO-DO-EFEITO-TERAPEUTICO-DA-PURPURA-TROMBOCITOPENICA-IDIOPATICA-EM-CRIANCAS-E-JOVENS. Acesso em: 24/06/2024

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