BEBIDAS INDÍGENAS TRADICIONAIS DO ALTO RIO NEGRO

Publicado em 18/12/2024 - ISBN: 978-65-272-1002-3

Título do Trabalho
BEBIDAS INDÍGENAS TRADICIONAIS DO ALTO RIO NEGRO
Autores
  • Jackeline Rodrigues Mendes
  • Cleidiana Penha Barreto
  • Lucila Chaves Fonseca
Modalidade
Unicamp
Área temática
Questão Indígena/Povos Originários - UNICAMP
Data de Publicação
18/12/2024
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congressodeape2024/939327-bebidas-indigenas-tradicionais-do-alto-rio-negro
ISBN
978-65-272-1002-3
Palavras-Chave
Bebidas tradicionais indígenas, Tempo, Espaço
Resumo
A presente pesquisa tem como objetivo levantar os tipos de bebidas tradicionais do Alto Rio Negro, bem como resgatar algumas bebidas esquecidas pelo público geral, mas que são consumidas cotidianamente por diversos povos residentes do Alto Rio Negro. Cleidiana Penha Barreto, indígena do povo Tukano, cujo nome é benzimento Ya'pario, nasceu na comunidade de Pari-Cachoeira, no rio Tiquié, em São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do estado do Amazonas; Lucila Chaves Fonseca, do Povo Piratapuya (Waikahna), cujo nome indígena é Horipahko, e cuja comunidade de origem é a A.P. Médio Uaupés, no Distrito de Iauaretê, município de São Gabriel da Cachoeira - AM compõem o trabalho. Este faz parte do projeto “Etnomatemática: diálogos interculturais entre tempos e espaços”, orientado pela Profa. Jackeline Rodrigues Mendes. A proposta é não só retomar os conhecimentos de pais, avós e parentes das pesquisadoras para suas vidas, mas registrar essas práticas para que muitos possam ter a oportunidade de conhecer o preparo de cada bebida e as histórias por trás das mesmas. A construção da pesquisa vem ocorrendo por meio de conversas sobre os saberes das mulheres indígenas mais velhas e, também, com a participação dos homens, que são conhecedores das histórias de surgimento das bebidas e da convivência, da história e práticas passadas para cada geração e das experiências que vêm da tradição de fazer as bebidas ancestrais. Durante as conversas obteve-se o relato das transformações que ocorreram. Os entrevistados relatam o vínculo dos tipos de frutos com as estações e da importância de uma terra fértil para a geração de bons frutos.Por isso a demanda da verificação dos tipos de terra, tais quais, úmida, vermelha, arenosa. E também do tempo, como por exemplo a necessidade de uma semana com dias ensolarados para que seja feita a queima da roça. Após a queimada, a lavragem se inicia e após o término da plantação, se mantém o acompanhamento e o cuidado constantes da roça por ambos homens e mulheres. Por isso o verão é sempre esperado. É nessa época que a maioria dos parentes queimam as roças e começam plantar. Quando chega o tempo de colheita, as mulheres são responsáveis por produzir as bebidas, elas são as conhecedoras de como devem ser preparadas. É produzida para o próprio consumo, compartilhada com os parentes da comunidade no que se chama de “o dia de quinhapira” e também no trabalho comunitário. Há também a produção especialmente para a venda. Toda essa conjuntura de práticas se relaciona ao conhecimento do espaço e do tempo.
Título do Evento
VII PAPE-G - Congresso de Projetos de Apoio à Permanência dos Estudantes de Graduação
Cidade do Evento
Campinas
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso de Projetos de Apoio à Permanência dos Estudantes de Graduação
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MENDES, Jackeline Rodrigues; BARRETO, Cleidiana Penha; FONSECA, Lucila Chaves. BEBIDAS INDÍGENAS TRADICIONAIS DO ALTO RIO NEGRO.. In: Anais do Congresso de Projetos de Apoio à Permanência dos Estudantes de Graduação. Anais...Campinas(SP) UNICAMP, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congressodeape2024/939327-BEBIDAS-INDIGENAS-TRADICIONAIS-DO-ALTO-RIO-NEGRO. Acesso em: 19/04/2026

Trabalho

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