ESTENOSE CONGÊNITA CANAL ANAL EM TRISSOMIA 21

Publicado em 09/10/2025 - ISBN: 978-65-272-1743-5

Título do Trabalho
ESTENOSE CONGÊNITA CANAL ANAL EM TRISSOMIA 21
Autores
  • gabriela ruschel zanolla
  • Romano Bortoluzzi Benetti
  • Rogério Knebel
  • Roseli Henn
  • marinez josefina casarotto de oliveira
  • Francine Burtet Bondan
Modalidade
Trabalhos Científicos
Área temática
Cirurgia Neonatal/fetal
Data de Publicação
09/10/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-paulista-cirurgia-pediatrica/1224824-estenose-congenita-canal-anal-em-trissomia-21
ISBN
978-65-272-1743-5
Palavras-Chave
trissomia , estenose reto
Resumo
Recém-nascida, feminino, a termo, ultrassom pré-natal evidenciando polidrâmnio e fenótipo de Síndrome de Down - confirmado por cariótipo. Ao nascimento apresentou vômitos e drenagem de conteúdo bilioso pela sonda orogástrica. Radiografia mostrou sinal clássico de “dupla bolha”. Submetida a laparotomia exploradora com achados de atresia duodenal e pâncreas anular, procedida correção pela técnica de Diamond-Shaped. Ainda, apresentava ânus tópico e de aspecto usual permitindo passagem de haste com algodão. Paciente com boa evolução, evacuações diárias e tolerando progressão de dieta. No 10° dia pós cirúrgico, apresentou distensão abdominal e êmese. A investigação apontou sepse neonatal, iniciando-se tratamento. Ainda, realizou-se radiografia contrastada de estudo de trânsito com adequada progressão do contraste pela anastomose duodenal, todavia, com esvaziamento retal lentificado. Nova avaliação do períneo demonstrou impossibilidade de toque retal. Ao avaliar sob sedação, confirmou-se posicionamento adequado do ânus no complexo muscular, porém presença de estenose anal que permitia somente passagem de vela hegar número 5. Foi iniciado preparo cirúrgico com irrigações intestinais com soro fisiológico 0,9% 48h antes de abordagem. Após a revisão de literatura, realizada correção de estenose anal congênita com técnica de Heineke-mikulicz com resultado imediato permitindo passagem de vela de hegar número 10. Após 14 dias de pós-operatório foi iniciado protocolo de dilatação retal com vela de hegar de número 9 com instrução dos familiares e progressão conforme a idade. Discussão A síndrome de Down (Trissomia 21) apresenta associação frequente com malformações gastrointestinais, sobretudo obstrução duodenal congênita. A prevalência de neonatos com T21 que apresentam essa obstrução versa sobre 23-32%. Uma das etiologias dessa atresia é pâncreas anular, definido como expansão do tecido pancreático envolvendo uma porção do duodeno, é bastante raro e de difícil diagnóstico, visto que os sintomas são semelhantes aos de obstrução duodenal. No que tange às malformações anorretais, a estenose retal é rara, principalmente, associada à T21. Revisões estimam que apenas 1% dos bebês com síndrome de Down apresentaram tal patologia. Este artigo traz a coexistência de três manifestações clínicas - síndrome de Down, atresia duodenal com pâncreas anular e estenose retal - em um único paciente. Fato não encontrado na literatura até o momento, evidenciando a raridade do caso exposto.
Título do Evento
14º Congresso Paulista de Cirurgia Pediátrica
Cidade do Evento
São Paulo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Paulista de Cirurgia Pediátrica: cirurgia neonatal, o início de uma grande jornada
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ZANOLLA, gabriela ruschel et al.. ESTENOSE CONGÊNITA CANAL ANAL EM TRISSOMIA 21.. In: Anais do Congresso Paulista de Cirurgia Pediátrica: cirurgia neonatal, o início de uma grande jornada. Anais...Sao Paulo(SP) HSPE, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-paulista-cirurgia-pediatrica/1224824-ESTENOSE-CONGENITA-CANAL-ANAL-EM-TRISSOMIA-21. Acesso em: 04/04/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes