A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO FATOR DE TRANSFORMAÇÃO NOS MERCADOS: ANÁLISE DE CONTRIBUIÇÕES, RISCOS E DESAFIOS INTERDISCIPLINARES

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO FATOR DE TRANSFORMAÇÃO NOS MERCADOS: ANÁLISE DE CONTRIBUIÇÕES, RISCOS E DESAFIOS INTERDISCIPLINARES
Autores
  • Patricia Sosa Mello
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Administração
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1341873-a-inteligencia-artificial-como-fator-de-transformacao-nos-mercados--analise-de-contribuicoes-riscos-e-desafios-
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Inteligência Artificial, Mercados, Eficiência Operacional, Ética, Transformação Digital.
Resumo
A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma das principais tecnologias transformadoras da atualidade, exercendo influência direta e crescente sobre os mercados e a dinâmica empresarial em escala global. Mais do que uma inovação tecnológica, a IA vem se configurando como um recurso estratégico capaz de redefinir processos, ampliar a capacidade analítica das organizações e transformar radicalmente a forma como produtos e serviços são concebidos, entregues e consumidos. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo analisar a aplicação da inteligência artificial em diferentes setores econômicos, discutindo suas contribuições para a eficiência operacional, para a otimização da experiência do consumidor e para o fortalecimento da competitividade das empresas. Ao mesmo tempo, busca-se refletir criticamente sobre os riscos e desafios relacionados à sua adoção, especialmente no que se refere a aspectos éticos, jurídicos e sociais que emergem dessa transformação tecnológica. O problema central que motiva a investigação está diretamente relacionado ao modo como a inteligência artificial impacta os mercados, promovendo inovações que afetam não apenas a gestão empresarial, mas também o comportamento do consumidor e a estrutura do trabalho. De um lado, observa-se um conjunto de efeitos positivos, como a redução de custos operacionais, a automação de tarefas repetitivas e o aumento da agilidade na tomada de decisões. De outro, identificam-se limitações e consequências adversas, como o desemprego tecnológico decorrente da substituição de funções humanas por algoritmos, a crescente dependência de sistemas automatizados e o risco de vieses discriminatórios embutidos em processos de decisão baseados em dados. Assim, a pesquisa busca compreender as ambivalências desse fenômeno, avaliando o quanto a IA pode gerar ganhos significativos para empresas e consumidores, mas também provocar distorções sociais caso não seja acompanhada de estratégias de governança adequadas. O cenário que sustenta este estudo encontra-se inserido no contexto mais amplo da digitalização dos negócios e do avanço acelerado das tecnologias de automação. Nos últimos anos, a adoção da inteligência artificial deixou de ser uma aposta de futuro para se tornar realidade em setores variados. No atendimento ao cliente, por exemplo, chatbots inteligentes e assistentes virtuais permitem a interação com consumidores 24 horas por dia, com respostas rápidas e personalizadas. No marketing digital, algoritmos de recomendação analisam preferências individuais e sugerem produtos sob medida, ampliando as chances de fidelização e aumentando as vendas. Na logística, soluções de análise preditiva possibilitam uma gestão mais eficiente de estoques e rotas de transporte, reduzindo desperdícios e melhorando prazos de entrega. Já nas finanças, a IA atua tanto na detecção de fraudes e prevenção de riscos quanto no suporte a decisões de investimento, por meio de modelos preditivos sofisticados. Esses exemplos demonstram que a expansão da tecnologia é ampla e irreversível, mas também suscita discussões relevantes sobre privacidade, segurança de dados e a necessidade de regulamentações mais robustas. A importância social do tema torna-se evidente quando se considera que a inteligência artificial tem potencial para democratizar o acesso a serviços e elevar a qualidade de vida da população, sobretudo quando aplicada em áreas sensíveis como saúde, educação e mobilidade urbana. Sistemas de diagnóstico assistido, por exemplo, já auxiliam médicos a identificar doenças com maior precisão; plataformas educacionais adaptativas permitem personalizar o ensino de acordo com o ritmo de cada estudante; e soluções de transporte inteligente otimizam o fluxo em grandes centros urbanos. Entretanto, é igualmente verdade que o uso indiscriminado ou irresponsável da IA pode gerar desigualdades ainda mais profundas, marginalizando grupos sociais que não têm acesso à tecnologia ou que são prejudicados por algoritmos enviesados. Dessa forma, este trabalho propõe uma reflexão crítica sobre a responsabilidade tanto das empresas quanto do poder público na formulação de políticas e estratégias que maximizem os benefícios da inteligência artificial e, simultaneamente, mitiguem os riscos associados à sua implementação. Para enriquecer essa análise, adotou-se uma abordagem interdisciplinar, envolvendo diferentes áreas do conhecimento. A Administração oferece instrumentos para compreender como a IA pode ser incorporada às estratégias empresariais, redesenhando modelos de negócio e aumentando a competitividade. A Economia possibilita o exame de impactos sobre produtividade, emprego e competitividade global, além de destacar os efeitos macroeconômicos da adoção da tecnologia. A Psicologia, por sua vez, permite investigar como a IA influencia o comportamento e a percepção do consumidor, especialmente em ambientes digitais mediados por algoritmos de recomendação e persuasão. O Direito traz à tona as implicações regulatórias, éticas e jurídicas, discutindo temas como proteção de dados, responsabilidade civil e transparência algorítmica. Já a Engenharia de Software fornece a base técnica necessária para compreender o funcionamento de modelos de machine learning e deep learning, além de seus limites e possibilidades. Essa interdisciplinaridade fortalece a relevância acadêmica e prática do estudo, evidenciando que a compreensão da IA exige múltiplos olhares e não pode ser reduzida a uma dimensão meramente técnica. Diante do exposto, o trabalho defende que a inteligência artificial não deve ser tratada apenas como uma ferramenta tecnológica voltada para ganhos de eficiência, mas como um fenômeno complexo que redefine as relações de trabalho, de consumo e de regulação. Sua adoção nos mercados contemporâneos requer equilíbrio entre inovação e responsabilidade social, de modo a assegurar que seus avanços contribuam para o desenvolvimento econômico sustentável e para a melhoria efetiva da qualidade de vida da sociedade. Em última instância, a IA deve ser encarada como um recurso estratégico que, se bem utilizado, pode promover inclusão e progresso, mas que, se negligenciado em seus aspectos éticos e sociais, pode aprofundar desigualdades e comprometer o próprio futuro do trabalho e da cidadania.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MELLO, Patricia Sosa. A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO FATOR DE TRANSFORMAÇÃO NOS MERCADOS: ANÁLISE DE CONTRIBUIÇÕES, RISCOS E DESAFIOS INTERDISCIPLINARES.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1341873-A-INTELIGENCIA-ARTIFICIAL-COMO-FATOR-DE-TRANSFORMACAO-NOS-MERCADOS--ANALISE-DE-CONTRIBUICOES-RISCOS-E-DESAFIOS-. Acesso em: 09/02/2026

Trabalho

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