COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO E ACOLHIMENTO NAS INTERAÇÕES ENTRE EDUCADORES E EDUCANDOS NO ESPECTRO AUTISTA

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO E ACOLHIMENTO NAS INTERAÇÕES ENTRE EDUCADORES E EDUCANDOS NO ESPECTRO AUTISTA
Autores
  • Isabelly de Oliveira Feliciano
  • Fernanda Ferreira Lisboa
  • debora santana krephe
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Pedagogia
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1318133-comunicacao-nao-violenta-como-ferramenta-de-inclusao-e-acolhimento-nas-interacoes-entre-educadores-e-educandos-n
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Oralidade; Ambiente escolar; Empatia; Formação; Educação infantil;
Resumo
Débora Santana Krephe 2022012326 deborasantana568@gmail.com Fernanda Ferreira Lisboa 2022017311 fernanda.flisboa@outlook.com Isabelly de Oliveira Feliciano 2022023177 io4118822@gmail.com Universidade Metodista de São Paulo - UMESP Introdução A comunicação não violenta (CNV) é uma ferramenta pedagógica da educação infantil que ajuda a criar interações mais saudáveis e respeitosas, principalmente no atendimento a crianças com transtorno com espectro autista (TEA). Esse trabalho busca analisar como a CNV contribui para a inclusão e acolhimento com crianças com TEA sejam elas verbais ou não verbais, com foco na faixa etária até 4 anos. A escolha do tema surgiu após observação em ambiente escolar, notando-se a necessidade de desenvolver e compreender as relações comunicativas entre educadores e educando com ênfase na faixa etária de até 4 anos. A comunicação não violenta foi pesquisada, traduzida e evidenciada por Marshall Rosenberg (1934-2015), PHD em psicologia, criador do livro CNV - técnicas para aprimorar resultados pessoais e profissionais, que desenvolveu seus métodos com seu amigo e psicólogo Carl Rogers (1902-1987) para que os países tivessem um guia para resolver conflitos e é principalmente usado na área da educação. Segundo o livro escrito por Marshall, “na maneira como falamos e ouvimos os outros que está a chave para o problema das desavenças e discórdias”, no tocante ao espectro pode-se concluir que é possível ter um norte de como lidar com situações desafiadoras utilizando uma comunicação empática. Materiais e Métodos A pesquisa é de natureza qualitativa e exploratória, que foi realizada por meio de revisão bibliográfica. As principais fontes foram livros, artigos e revistas acadêmicas com embasamento nos autores Emmi Pikler, Henri Wallon, Marshall Rosenberg, Maria Montessori, Telma Weisz e Tânia Zagury, De acordo com Rosenberg (2006) a CNV tem sua base teórica na escuta empática, expressão e tradução de sentimentos sem julgamentos, práticas docentes, estrutura para mediação de conflitos e ambiente acolhedor que se faz necessária no desenvolvimento da oralidade de criança com espectro autista. Resultados Os resultados mostram que a CNV é fundamental para criar relações pedagógicas mais humanas. Os autores pesquisados revelam que é necessário respeitar o tempo, emoções e necessidades para a promoção da humanidade individualizada da criança. Diante da dificuldade de encontrar pesquisas mais aprofundadas sobre a comunicação no espectro autista, é preciso construir um projeto para a inserção da comunicação não violenta na grade curricular da pedagogia, gerando nas unidades escolares a cultura da CNV e nos lares familiares contribuindo para uma conduta humana sensível. Conforme Emmi Pikler (1902-1984) e Henri Wallon (1879-1962) nesta idade o vínculo afetivo é fundamental para a criança e favorece a segurança emocional do aluno com TEA, que muitas vezes pode sentir ansiedade em ambientes novos ou com mudanças de rotina, sendo assim, se o professor encontrar essa ferramenta, irá ajudar a regular tanto a parte comportamental quanto emocional do aluno, tendo o seu professor como modelo de calma e acolhimento. Considerações finais A comunicação com a criança influência de forma significativa sua percepção do mundo, das pessoas e de si própria. A CNV como prática pedagógica, contribui exponencialmente dentro de sala tornando uma relação afável. Segundo Rosemberg e Maria Montessori (1870-1952), as crianças pequenas são sujeitas de direitos, valores e sentimentos com total capacidade de expressão. Assim, quando houver a interação do adulto, a mediação deve ser o ponto de partida da comunicação em conjunto com o respeito dos “limites cognitivos” de cada criança sintonizando com a CNV. Ainda existem poucas pesquisas voltadas para o uso da CNV com crianças autistas. Assim, este trabalho reforça a importância de projetos de informação para educadores e da divulgação dessa abordagem entre famílias e escolas. Portanto, a pesquisa, leitura e conclusões realizadas evidenciam que a comunicação não violenta no espectro autista na primeira infância torna a educação e prática pedagógica mais eficientes baseada na escuta, reciprocidade e profissionalismo.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FELICIANO, Isabelly de Oliveira; LISBOA, Fernanda Ferreira; KREPHE, debora santana. COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO E ACOLHIMENTO NAS INTERAÇÕES ENTRE EDUCADORES E EDUCANDOS NO ESPECTRO AUTISTA.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1318133-COMUNICACAO-NAO-VIOLENTA-COMO-FERRAMENTA-DE-INCLUSAO-E-ACOLHIMENTO-NAS-INTERACOES-ENTRE-EDUCADORES-E-EDUCANDOS-N. Acesso em: 18/02/2026

Trabalho

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