PROMOVENDO A SAÚDE FÍSICA, MENTAL E O BEM-ESTAR EM MODELOS DE TRABALHOS NÃO TRADICIONAIS

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
PROMOVENDO A SAÚDE FÍSICA, MENTAL E O BEM-ESTAR EM MODELOS DE TRABALHOS NÃO TRADICIONAIS
Autores
  • Jônatas de Pinho Vieira
  • LUCIANE DUARTE DA SILVA
  • Claudemir Leite da Silva
  • Pedro Henrique Rodrigues da Silva
  • Maria Bernardete Sturm
  • Milene Guimarães da Silva
  • Oseias da Silva Ferraz
  • Matheus Batista da Silva
  • Heloisa Porugal
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Extensão Acadêmica
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1271143-promovendo-a-saude-fisica-mental-e-o-bem-estar-em-modelos-de-trabalhos-nao-tradicionais
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Extensão Universitária; Trabalhador Portuário Avulso; Saúde Mental; Diálogo Institucional
Resumo
PROMOVENDO A SAÚDE FISÍCA, MENTAL E O BEM-ESTAR EM MODELOS DE TRABALHOS NÃO TRADICIONAIS JÔNATAS DE PINHO VIEIRA – diretoria@ogmopss.com.br LUCIANE DUARTE DA SILVA – luduarte.2709@gmail.com 1. INTRODUÇÃO: A extensão universitária é um dos pilares da universidade, buscando aproximar o conhecimento acadêmico das necessidades da sociedade. No entanto, muitas vezes, as ações de extensão são planejadas sem uma escuta prévia das demandas reais das comunidades e instituições. Reconhecendo essa lacuna, este estudo traz à tona a atividade que envolve o Órgão de Gestão de Mão de Obra Portuária do Porto Organizado de São Sebastião-SP, por meio do seu Setor de Medicina Ocupacional, buscando conhecer, analisar e estabelecer, de forma sistêmica, uma perspectiva sobre a realidade vivenciada na instituição, visando o desenvolvimento e a melhoria da saúde física e mental dos Trabalhadores Portuários Avulsos, bem como de seus demais colaboradores. 2. REFERENCIAL TEÓRICO: Esta ação se baseia nos princípios da extensão universitária como via de mão dupla para a troca de conhecimentos, conforme discutido por Cunha (2010), onde a universidade não apenas "leva" conhecimento, mas também "aprende" com as realidades sociais. Adicionalmente, o conceito de engajamento comunitário (Freire, 1996) e a importância da escuta ativa para o diagnóstico de necessidades (Minayo, 2017) foram fundamentais para guiar a abordagem da equipe. Para entender o universo do trabalho portuário, o arcabouço legal do setor foi imprescindível (Brasil, 1998; Brasil, 2001; Brasil, 2006; Brasil, 2013), bem como o trabalho de VIEIRA (2008), que jogou luz aos trabalhadores portuários avulsos do Porto Organizado de São Sebastião. 3. METODOLOGIA: Este trabalho reflete uma experiência extensionista dos estudantes do ensino a distância da Universidade Metodista de São Paulo. Possui caráter qualitativo e exploratório. A metodologia consistiu em uma série de contatos exploratórios e reuniões de apresentação com o Órgão de Gestão de Mão de Obra Portuária do Porto Organizado de São Sebastião-SP. A equipe, composta por estudantes universitários de diferentes cursos (Teologia, Gestão de Recursos Humanos, Logística, Gestão Pública, Administração, Produção Audiovisual), buscou agendamentos com as direções e equipes técnicas dessa organização. Durante as reuniões, o grupo se apresentou como universitários interessados em entender o funcionamento da instituição e identificar, a partir da perspectiva da profissional da área de Psicologia, em relação à saúde mental de seus colaboradores, quais seriam as principais oportunidades ou desafios que poderiam ser endereçados por futuras ações de extensão universitária. O registro das informações foi feito por meio de anotações em diário de campo, gravações de reuniões e relatórios pós-reunião, focando nas percepções e sugestões dos interlocutores. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A ação de aproximação resultou em contatos bem-sucedidos com o Órgão de Gestão de Mão de Obra Portuária do Porto Organizado de São Sebastião-SP. Nas reuniões com a psicóloga da empresa ficou muito claro que não se trata apenas daqueles problemas de saúde detectáveis a olho nu que podem impedir a atividade do colaborador, mas também problemas internos, “invisíveis”, que são gerados em sua psiquê, ou são fruto de desavenças, desgostos e outras práticas, trazidos de fora do seu ambiente de trabalho e que afeta o indivíduo, comprometendo assim a produtividade esperada e o bom relacionamento interpessoal no ambiente laboral. A empresa em questão faz a gestão da mão de obra portuária avulsa, destacando que tais trabalhadores não têm vínculo empregatício com ela e tampouco com os Operadores Portuárias para os quais esses trabalhadores prestarão serviço, dificultando assim a questão de implementação de um cronograma para trabalhar as ações a serem desenvolvidas, tanto no âmbito preventivo como também na criação de uma atividade planejada ou até mesmo uma roda de conversa ou campanhas de conscientização para abordar diversos assuntos como saúde mental, física e emocional e o uso de drogas lícitas ou ilícitas. Essa observação demonstra a relevância de uma abordagem proativa e de escuta da instituição, permitindo que a universidade identifique necessidades reais e direcione seus esforços para colaborar de forma eficaz. Na carta de recomendação foram dadas as seguintes sugestões: Observou-se que uma das maneiras de estar mais próximo aos Trabalhadores Portuários Avulsos, tendo em vista a divulgação dos conceitos e cuidados com a saúde mental e bem estar, poderia ser por meio da implantação de Diálogos Diários de Segurança no início de cada turno de serviço, momento em que conteúdos afetos à saúde mental e bem estar poderiam ser inseridos nesses diálogos, amenizando assim a dificuldade nos acompanhamentos devido aos horários de turnos de trabalho, horas de descanso e outras particularidades. Também foi sugerido a Realização de Campanhas a fim de agir preventivamente por meios de palestras, comunicação audiovisual e atendimento rápido no local de trabalho, conscientizando o trabalhador para os riscos da síndrome metabólica e outras drogas, bem como a utilização do etilômetro (“bafômetro”), mesmo que por amostragem, junto à portaria do porto, para que os trabalhadores pudessem ser submetidos aos testes específicos, diminuindo assim a probabilidade da entrada de trabalhadores alcoolizados para o trabalho, prevenindo riscos tanto para aquele que fez uso da substância, quanto para toda a equipe que labora no mesmo ambiente. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Em síntese, a atividade extensionista promoveu a interação dialógica entre as comunidades interna (universidade) e externa (sociedade), criando espaços de troca de conhecimentos e experiências. Essa interação aconteceu por meio desse projeto, onde alunos de diferentes cursos se uniram por meio da atividade extensionista ao abordarem as condições dos Trabalhadores Portuários Avulsos inscritos no Órgão de Gestão de Mão de Obra Portuária do Porto Organizado de São Sebastião-SP, com enfoque na saúde mental deles, ensejando uma troca de experiências ao conhecer um pouco da realidade vivida por esses trabalhadores, assistidos de forma ímpar pela instituição. Assim, a troca de conhecimentos e valores permitiram uma nova perspectiva na construção de soluções que possam ser efetivamente operacionalizadas, garantindo uma troca de conhecimentos mais efetiva e contextualizada entre a academia e a sociedade.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VIEIRA, Jônatas de Pinho et al.. PROMOVENDO A SAÚDE FÍSICA, MENTAL E O BEM-ESTAR EM MODELOS DE TRABALHOS NÃO TRADICIONAIS.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1271143-PROMOVENDO-A-SAUDE-FISICA-MENTAL-E-O-BEM-ESTAR-EM-MODELOS-DE-TRABALHOS-NAO-TRADICIONAIS. Acesso em: 09/02/2026

Trabalho

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