RÓTULOS NA INFÂNCIA: EFEITOS DA ESTIGMATIZAÇÃO INFANTIL E POSSÍVEIS PRÁTICAS QUE PROMOVAM O CUIDADO E O RESPEITO NA CRECHE.

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
RÓTULOS NA INFÂNCIA: EFEITOS DA ESTIGMATIZAÇÃO INFANTIL E POSSÍVEIS PRÁTICAS QUE PROMOVAM O CUIDADO E O RESPEITO NA CRECHE.
Autores
  • Silvia Cristina Corrêa
  • AIRTON RODRIGUES
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Comunicação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1270415-rotulos-na-infancia--efeitos-da-estigmatizacao-infantil-e-possiveis-praticas-que-promovam-o-cuidado-e-o-respeito
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Pesquisa narrativa; Inclusão; Exclusão escolar; Representações docentes.
Resumo
Rótulos na Infância: Efeitos da Estigmatização Infantil e Possíveis Práticas que promovam o Cuidado e o Respeito na Creche. Mestranda Silvia Cristina Corrêa Orientador Prof. Dr. Airton Rodrigues Introdução. O espaço escolar, historicamente, tem assumido a função social de seleção e classificação dos sujeitos, valorizando os que se ajustam às expectativas hegemônicas de rendimento e comportamento, enquanto coloca outras crianças em condição de “sem potencialidades”. Nesse sentido, a escola acaba por se configurar como agente reprodutor de desigualdades e exclusões, legitimando processos de marginalização que se iniciam precocemente, ainda na Educação Infantil. No cotidiano escolar, emergem mecanismos sutis — e, por vezes, explícitos — de vigilância, normalização e exclusão, que atuam na constituição das identidades e nas possibilidades de participação. A literatura educacional tem alertado, reiteradamente, para a urgência de práticas pedagógicas que reconheçam a diversidade como valor constitutivo do ambiente escolar. Entretanto, observa-se que professores e demais agentes educacionais, muitas vezes, desconsideram essa pluralidade, reproduzindo discursos e práticas que invisibilizam sujeitos e reforçam estigmas. Nesse ponto, a contribuição de Goffman (1988) é central, ao indicar como os processos de estigmatização atuam na construção social das diferenças, determinando formas de reconhecimento ou exclusão dos indivíduos. A presente pesquisa se propõe a compreender os processos iniciais de inclusão ou exclusão que se constroem e se vivenciam no espaço escolar, em específico nas creches, por meio da interpretação das contradições que se apresentam nas práticas pedagógicas e nas representações docentes. Metodologia Para tanto, adota-se a pesquisa narrativa como metodologia (Connelly; Clandinin, 1990; 2000), compreendendo que os sujeitos constituem e reconstroem suas identidades por meio das histórias que contam e das experiências que narram. Segundo Clandinin e Rosiek (2007), a pesquisa narrativa permite captar o entrelaçamento entre experiência, contexto e temporalidade, reconhecendo a centralidade das memórias e das vozes docentes como fontes legítimas de saber. Assim, a investigação se desenvolverá a partir da escuta de narrativas de professores que atuam em creches, pensadas a partir da discussão proposta por Goffman (1988) sobre estigma e interação social, bem como com os pressupostos hermenêuticos da pesquisa narrativa . Nesse sentido, as etapas contemplarão: • Entrevistas narrativas com professores e coordenadores pedagógicos, a partir de perguntas abertas sobre experiências de inclusão, acolhimento e disciplina. • Observações interpretativas do cotidiano escolar, com foco em situações que evidenciem tensão entre controle e acolhimento. • Análise documental de regimentos, planos pedagógicos e registros de ocorrências disciplinares. . Interpretação dos dados, experiências e vivências interpretadas à luz dos principais referenciais teóricos da hermenêutica. Possíveis Resultados. Pretende-se, com isso, evidenciar como se produzem, no cotidiano escolar, tanto práticas de acolhimento quanto mecanismos de exclusão, revelando contradições e apontando possibilidades para a construção de uma escola mais inclusiva e propor caminhos para uma prática pedagógica não estigmatizante. Pesquisa narrativa; Inclusão; Exclusão escolar; Representações docentes. Referências Bibliográficas BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer CNE/CEB nº 20/2009. Brasília, DF, 2009. Disponível em: http://portal.mec.gov.br. Acesso em: 20 ago. 2025. CONNELLY, F. Michael; CLANDININ, D. Jean. Pesquisa narrativa: experiência e história em pesquisa qualitativa. Tradução de Grupo de Pesquisa Narrativa e Educação de Professores ILEEL/UFU. Uberlândia: EDUFU, 2011. GOFFMAN, E. Estigma: Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: LTC, 1988. FERRAROTTI, F. História e histórias de vida: o método biográfico nas ciências sociais. Natal: EDUFRN, 2014.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CORRÊA, Silvia Cristina; RODRIGUES, AIRTON. RÓTULOS NA INFÂNCIA: EFEITOS DA ESTIGMATIZAÇÃO INFANTIL E POSSÍVEIS PRÁTICAS QUE PROMOVAM O CUIDADO E O RESPEITO NA CRECHE... In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1270415-ROTULOS-NA-INFANCIA--EFEITOS-DA-ESTIGMATIZACAO-INFANTIL-E-POSSIVEIS-PRATICAS-QUE-PROMOVAM-O-CUIDADO-E-O-RESPEITO. Acesso em: 17/02/2026

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