PRÁTICAS DE COENSINO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: CAMINHOS PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
PRÁTICAS DE COENSINO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: CAMINHOS PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Autores
  • Ana Maria dos Reis
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Educação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1269915-praticas-de-coensino-na-formacao-inicial-de-professores--caminhos-para-uma-educacao-inclusiva
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Formação, Coensino, Estratégias, Educação Inclusiva.
Resumo
INTRODUÇÃO A educação inclusiva constitui um dos pilares da pedagogia contemporânea, pautada pelo direito de todos os estudantes aprenderem juntos em ambientes regulares, independentemente de suas condições ou origens. Essa perspectiva é sustentada por documentos internacionais, como a Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994), e nacionais, como a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008), e o Estatuto da Pessoa com Deficiência lei 13.147/15. Apesar dos avanços legais, estudos demonstram que a formação inicial docente ainda apresenta lacunas no preparo para a inclusão escolar (OMOTE; FONSECA-JANES; VIEIRA, 2014; FELICETTI; BATISTA, 2022). Lynne Cook e Marilyn Friend compreendem o coensino como uma estratégia pedagógica fundamentada na parceria colaborativa entre professores, em que ambos compartilham de forma equitativa a responsabilidade pela planificação, implementação e avaliação do processo de ensino e aprendizagem. Para as autoras, o coensino/ensino participativo não se restringe a um professor auxiliar o outro, mas implica em uma prática conjunta, baseada no diálogo, na corresponsabilidade e na construção de um espaço educativo inclusivo. Nessa perspectiva, o foco central está na participação ativa de todos os estudantes, especialmente daqueles com necessidades educacionais especiais, garantindo-lhes acesso ao currículo em condições de equidade (FRIEND; COOK, 2017). Assim, o coensino é concebido como uma alternativa que fortalece tanto o desenvolvimento docente quanto a aprendizagem, promovendo a inclusão e a valorização da diversidade em sala de aula. Além de favorecer o atendimento à diversidade, o coensino promove uma articulação entre teoria e prática, fortalecendo competências inclusivas desde a formação inicial (ZERBATO; MENDES, 2017). OBJETIVOS Objetivo geral: Analisar como práticas de coensino podem ser incorporadas na formação inicial de professores, visando ao desenvolvimento de competências voltadas à educação inclusiva. Objetivos específicos:  Identificar concepções e experiências prévias de licenciandos sobre coensino e inclusão;  Mapear metodologias de coensino aplicáveis na formação inicial docente;  Avaliar o impacto de atividades colaborativas entre licenciandos e docentes da Educação Especial durante o estágio supervisionado;  Propor diretrizes para implementação de práticas de coensino em cursos de licenciatura e pedagogia. JUSTIFICATIVA Embora a legislação assegure a inclusão escolar, a formação inicial de professores ainda não contempla de forma plena os desafios impostos pela diversidade (OMOTE; FONSECA-JANES; VIEIRA, 2014). O coensino, entendido como prática colaborativa (FRIEND; COOK, 2017), permite que futuros professores vivenciem situações reais de cooperação e corresponsabilidade, essenciais para a construção de uma cultura inclusiva (ROCHA; COELHO, 2022). Associado ao Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), o coensino amplia as possibilidades de flexibilização curricular e de participação dos estudantes, garantindo múltiplos meios de engajamento, representação e expressão (NELSON, 2014; BOOTH; AINSCOW, 2012). Nesse sentido, investigar sua incorporação na formação inicial docente mostra-se academicamente pertinente e socialmente relevante. METODOLOGIA A pesquisa narrativa, conforme desenvolvida por Connelly e Clandinin (1990; 2000; 2011), constitui-se como uma abordagem qualitativa que privilegia as experiências humanas em sua dimensão temporal, social e pessoal. Para os autores, narrar é um modo fundamental de organizar a experiência e dar sentido à vida, sendo, portanto, uma via legítima para a produção de conhecimento em educação e ciências humanas . Os dados registrados incluirão: Entrevistas narrativas (JOVCHELOVITCH; BAUER, 2002); Observação participante (ANGROSINO, 2009); A pesquisa será desenvolvida por meio de registros das narrativas relatadas pelos(as) participantes (BARDIN, 2016), articulada à abordagem narrativa, possibilitando reconhecer aspectos emergentes relacionados ao coensino e ao Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA). RESULTADOS ESPERADOS Evidenciar como o coensino contribui para consolidar uma cultura inclusiva desde a formação inicial; Identificar concepções e práticas colaborativas eficazes na preparação docente; Reconhecer subsídios para fortalecer a autoeficácia e a prática reflexiva dos licenciandos (Bandura, 1997; Schön, 2000); Encontrar diretrizes para institucionalizar práticas de coensino nos cursos de licenciatura e pedagogia; Contribuir para o avanço acadêmico e social, promovendo a equidade no contexto escolar. REFERÊNCIAS ANGROSINO, M. Etnografia e observação participante. Porto Alegre: Artmed, 2009. BANDURA, A. Autoeficácia: o exercício do controle. Rio de Janeiro: LTC, 1997. BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016. BOOTH, T.; AINSCOW, M. Índice de Inclusão: desenvolvendo a aprendizagem e a participação nas escolas. Rio de Janeiro: Lapeade, 2012. BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008. BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 7 jul. 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 24 ago. 2025. CELLARD, A. A análise documental. In: POUPART, J. et al. (org.). A pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis: Vozes, 2010. p. 295-316. CLANDININ, D. J.; CONNELLY, F. M. Pesquisa narrativa: experiência e história na pesquisa qualitativa. San Francisco: Jossey-Bass, 2011. FELICETTI, S. A.; BATISTA, I. L. A formação de professores para a educação inclusiva de alunos com deficiências a partir da literatura. Formação Docente – Revista Brasileira de Pesquisa sobre Formação de Professores, v. 12, n. 24, 2022. FRIEND, M.; COOK, L. Interações: habilidades de colaboração para profissionais da educação. 8. ed. Boston: Pearson, 2017. JOVCHELOVITCH, S.; BAUER, M. Entrevista narrativa. In: BAUER, M.; GASKELL, G. (org.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som. Petrópolis: Vozes, 2002. NELSON, L. L. Planejar e ensinar com o Desenho Universal para a Aprendizagem. Baltimore: Brookes Publishing, 2014. OMOTE, S.; FONSECA-JANES, C. R. X.; VIEIRA, C. M. Educação inclusiva na formação inicial de professores: revisão sistemática. Revista Pedagógica (REPS), v. 22, n. 46, 2014. ROCHA, J. C. S.; COELHO, V. C. Formação de professores e a importância do ensino colaborativo para fomentar uma cultura inclusiva. Revista Educação Pública, v. 22, n. 42, 2022. SCHÖN, D. A. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2000. UNESCO. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Salamanca: UNESCO, 1994. ZERBATO, A. P.; MENDES, E. G. Coensino e práticas colaborativas para inclusão escolar. Revista Educação Especial, v. 30, n. 59, 2017.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

REIS, Ana Maria dos. PRÁTICAS DE COENSINO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: CAMINHOS PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1269915-PRATICAS-DE-COENSINO-NA-FORMACAO-INICIAL-DE-PROFESSORES--CAMINHOS-PARA-UMA-EDUCACAO-INCLUSIVA. Acesso em: 18/02/2026

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