O USO DE TELAS NA PRIMEIRÍSSIMA INFÂNCIA E A ABORDAGEM PEDAGÓGICA HEURÍSTICA COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO INTEGRAL: FORMAÇÃO DE PROFESSORES E NARRATIVAS QUE INTEGRAM CONHECIMENTOS.

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
O USO DE TELAS NA PRIMEIRÍSSIMA INFÂNCIA E A ABORDAGEM PEDAGÓGICA HEURÍSTICA COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO INTEGRAL: FORMAÇÃO DE PROFESSORES E NARRATIVAS QUE INTEGRAM CONHECIMENTOS.
Autores
  • Patrícia De Oliveira Aleixo Silva
  • ELAINE VILELA
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Pedagogia
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1269776-o-uso-de-telas-na-primeirissima-infancia-e-a-abordagem-pedagogica-heuristica-como-ferramenta-de-desenvolvimento-
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Palavras-chave: Primeiríssima infância; Tecnologias digitais; Abordagem heurística; Formação docente; Desenvolvimento integral.
Resumo
PROJETO DE PESQUISA O USO DE TELAS NA PRIMEIRÍSSIMA INFÂNCIA E A ABORDAGEM PEDAGÓGICA HEURÍSTICA COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO INTEGRAL: FORMAÇÃO DE PROFESSORES E NARRATIVAS QUE INTEGRAM CONHECIMENTOS. Mestrado em Educação 2º Semestre Faculdade Metodista de São Paulo UMESP. Patrícia de Oliveira Aleixo SIlva patialeixo19@hotmail.com Elaine Gomes Vilela elaine.vilela1@metodista.br O presente projeto de pesquisa investiga as implicações do uso de telas na primeiríssima infância (0 a 3 anos) e propõe a abordagem pedagógica heurística como alternativa para promover o desenvolvimento integral das crianças nessa etapa inicial e decisiva da vida. A presença das tecnologias digitais no cotidiano infantil tem se intensificado nas últimas décadas, influenciada por mudanças socioculturais e pela inserção cada vez mais precoce de dispositivos eletrônicos no ambiente doméstico. Tal cenário tem suscitado amplos debates no campo educacional e na psicologia do desenvolvimento, sobretudo a respeito dos impactos da exposição precoce às telas sobre aspectos cruciais como vínculo afetivo, aquisição da linguagem, desenvolvimento da motricidade, capacidade de atenção e qualidade das interações sociais (RADESKY; CHRISTAKIS, 2016; HIRSH-PASEK et al., 2015). Estudos apontam que a exposição excessiva a telas, especialmente quando desprovida de intencionalidade e mediação adulta, pode limitar oportunidades de exploração ativa do mundo físico, de interação com pares e adultos e de experiências sensoriais fundamentais (CORDES; MILLER, 2000). Bowlby (1984) já destacava a importância das interações responsivas para o estabelecimento de vínculos seguros, enquanto Shonkoff e Phillips (2000) reforçam que a qualidade das relações no início da vida é determinante para o desenvolvimento socioemocional e cognitivo. Ao mesmo tempo, autores como Papert (1980) e Edwards, Gandini e Forman (1998) defendem que tecnologias, quando incorporadas de forma criativa, contextualizada e mediada por educadores, podem potencializar processos de aprendizagem ativa, conectando experiências digitais a práticas concretas e colaborativas. É nesse ponto que a abordagem heurística se apresenta como possibilidade potente para a Educação Infantil contemporânea. Desenvolvida a partir de princípios que valorizam a curiosidade, a autonomia e a exploração livre, essa abordagem propõe que as crianças aprendam por meio da investigação, da manipulação de materiais e do envolvimento com o ambiente, respeitando seus ritmos e interesses individuais (GOLDSCHMIED; JACKSON, 2004). Em consonância com Piaget (1945), que defendia a importância da ação da criança sobre o objeto para a construção do conhecimento, e Vygotsky (1978), que ressaltava a dimensão social e mediada da aprendizagem, a abordagem heurística integra elementos sensoriais, simbólicos e afetivos, configurando-se como contraponto às práticas passivas frequentemente associadas ao uso não orientado de telas. O objetivo central desta pesquisa é analisar como a abordagem heurística pode ser incorporada à formação docente, a fim de subsidiar práticas pedagógicas que integrem experiências sensoriais, narrativas e investigativas, mesmo em contextos permeados por telas. Tal perspectiva exige repensar a formação do educador para além da dimensão técnica, incluindo a escuta sensível (RINALDI, 2012), a mediação consciente e a reflexão crítica sobre os usos das tecnologias na infância (TARDIF, 2005; EDWARDS; CUTTER-MACKENZIE, 2011). Para tanto, a pesquisa será desenvolvida por meio de estudo bibliográfico fundamentado em referenciais contemporâneos da Educação Infantil, da Psicologia do Desenvolvimento e da relação entre infância e tecnologia, complementado por narrativas formativas de professores da Educação Infantil, com vistas a identificar percepções, desafios e possibilidades de ressignificação das práticas. Espera-se que este estudo contribua para deslocar o foco do uso das telas para sua integração crítica em propostas pedagógicas que respeitem a infância como tempo de descobertas, vínculos e múltiplas linguagens. Ao evidenciar a abordagem heurística como caminho para articular experiências digitais e concretas de forma equilibrada e significativa, busca-se favorecer a constituição do sujeito integral na primeira infância, compreendendo-a como base estruturante do desenvolvimento humano e das aprendizagens futuras. Referências BOWLBY, J. Apego e perda: apego. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1984. CORDES, C.; MILLER, E. Fool’s Gold: A Critical Look at Computers in Childhood. College Park, MD: Alliance for Childhood, 2000. EDWARDS, C.; GANDINI, L.; FORMAN, G. The Hundred Languages of Children: The Reggio Emilia Approach to Early Childhood Education. 2. ed. Norwood, NJ: Ablex Publishing, 1998. EDWARDS, S.; CUTTER-MACKENZIE, A. Environmentalising early childhood education curriculum through pedagogies of play. Australasian Journal of Early Childhood, v. 36, n. 1, p. 51-59, 2011. GOLDSCHMIED, E.; JACKSON, S. People Under Three: Young Children in Day Care. 2. ed. London: Routledge, 2004. HIRSH-PASEK, K.; ZOSH, J. M.; GOLINKOFF, R. M.; GRABER, M.; SINGER, D. G.; HADANI, H. R. Putting Education in “Educational” Apps: Lessons From the Science of Learning. Psychological Science in the Public Interest, v. 16, n. 1, p. 3-34, 2015. PAPERT, S. Mindstorms: Children, Computers, and Powerful Ideas. New York: Basic Books, 1980. PIAGET, J. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Zahar, 1945. RADESKY, J. S.; CHRISTAKIS, D. A. Increased Screen Time: Implications for Early Childhood Development. Pediatrics, v. 138, n. 5, p. 1-6, 2016. RINALDI, C. In Dialogue with Reggio Emilia: Listening, Researching and Learning. London: Routledge, 2012. SHONKOFF, J. P.; PHILLIPS, D. A. (Ed.). From Neurons to Neighborhoods: The Science of Early Childhood Development. Washington, DC: National Academy Press, 2000. TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2005. VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1978.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Patrícia De Oliveira Aleixo; VILELA, ELAINE. O USO DE TELAS NA PRIMEIRÍSSIMA INFÂNCIA E A ABORDAGEM PEDAGÓGICA HEURÍSTICA COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO INTEGRAL: FORMAÇÃO DE PROFESSORES E NARRATIVAS QUE INTEGRAM CONHECIMENTOS... In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1269776-O-USO-DE-TELAS-NA-PRIMEIRISSIMA-INFANCIA-E-A-ABORDAGEM-PEDAGOGICA-HEURISTICA-COMO-FERRAMENTA-DE-DESENVOLVIMENTO-. Acesso em: 14/02/2026

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