FATORES PREDITORES DE INSUCESSO NA LONGEVIDADE DE FACETAS DIRETAS

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
FATORES PREDITORES DE INSUCESSO NA LONGEVIDADE DE FACETAS DIRETAS
Autores
  • Beatriz Scheleger Fogaroli
  • Monique Lalue-Sanches
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Odontologia
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1269276-fatores-preditores-de-insucesso-na-longevidade-de-facetas-diretas
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Facetas diretas, Longevidade clínica, Estilo de vida, Odontologia estética, Fatores comportamentais.
Resumo
A busca pela estética tem ocupado cada vez mais espaço na sociedade, e o sorriso se tornou um dos elementos mais importantes na construção da imagem pessoal e na sensação de bem-estar. Nesse contexto, a odontologia estética ganhou grande destaque por atender não só às necessidades funcionais dos pacientes, mas também por contribuir diretamente para a autoestima e qualidade de vida. Entre os procedimentos mais procurados, está a colocação de facetas diretas em resina composta, que se tornou uma escolha popular por ser acessível, apresentar resultados estéticos imediatos e envolver uma técnica minimamente invasiva, que preserva maior parte da estrutura dental. Além disso, trata-se de um procedimento reversível, que permite ajustes ao longo do tempo. Apesar de todos esses benefícios e dos avanços significativos nas técnicas restauradoras e na qualidade dos materiais disponíveis, muitos estudos ainda se concentram apenas nos fatores técnicos que influenciam a longevidade das reabilitações, deixando em segundo plano questões fundamentais relacionadas ao comportamento e ao estilo de vida dos pacientes. Por isso, este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão de literatura sobre os fatores preditores de insucesso na longevidade de facetas diretas, com ênfase em um olhar mais amplo, voltado para o paciente e para os hábitos que ele carrega no dia a dia. Para isso, foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed e Google Acadêmico, utilizando os descritores: “longevidade”, “estética”, “fatores comportamentais” e “facetas diretas”. Foram inicialmente encontrados 150 artigos e, após uma leitura crítica, 48 foram selecionados por se mostrarem mais relevantes ao tema proposto. Dentre os fatores comportamentais que podem comprometer os resultados, os distúrbios alimentares, como a bulimia, aparecem com frequência. A presença constante de vômitos provoca erosões ácidas severas, que não só desgastam a estrutura dentária como também reduzem a durabilidade das restaurações, exigindo maior atenção durante o planejamento e acompanhamento clínico. O bruxismo, por sua vez, também apresenta forte associação com falhas restauradoras, sendo capaz de gerar fraturas, infiltrações marginais e perda de brilho superficial das facetas. Outro ponto relevante observado na literatura é a dieta rica em alimentos e bebidas ácidas. O consumo frequente de refrigerantes, energéticos e isotônicos tem demonstrado grande potencial para acelerar o desgaste das resinas compostas e diminuir sua microdureza em um curto período, o que compromete diretamente a longevidade do tratamento. A xerostomia, condição comum entre pacientes que fazem uso contínuo de determinados medicamentos, também merece destaque. A redução da quantidade e da qualidade da saliva interfere no papel protetor do meio bucal, favorecendo o surgimento de cáries e prejudicando a adaptação e durabilidade das facetas. Outro fator cada vez mais estudado é o uso de cigarros eletrônicos. Ainda que muitas vezes vendidos como alternativas “menos agressivas” que o cigarro tradicional, eles têm se mostrado motivo de preocupação por poderem alterar a microbiota oral, causar pigmentações nos dentes e aumentar a inflamação gengival. Esses efeitos impactam diretamente o resultado estético e funcional das restaurações e demonstram a importância de abordar esse hábito durante o planejamento. Além dos fatores físicos, os aspectos emocionais também exercem papel fundamental e não devem ser negligenciados. Estresse, ansiedade e depressão, por exemplo, foram identificados como influências indiretas, mas relevantes, uma vez que podem desencadear ou agravar hábitos parafuncionais como o bruxismo, reduzir o fluxo salivar e, em muitos casos, levar à negligência com a higiene oral. Esses fatores, quando não observados com cuidado, acabam passando despercebidos no planejamento, mas comprometem seriamente os resultados a longo prazo. Diante de tudo isso, é possível concluir que o profissional que realiza esse tipo de procedimento restaurador precisa ir além do planejamento técnico. É fundamental adotar uma visão mais humana e individualizada, considerando o paciente como um todo. Integrar os hábitos de vida, as condições sistêmicas e até mesmo os aspectos emocionais à avaliação clínica pode ser determinante para o sucesso do tratamento. Esse olhar mais completo permite oferecer não apenas um resultado estético imediato, mas também uma solução duradoura, que respeite a singularidade de cada pessoa e se mantenha eficaz com o passar dos anos.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FOGAROLI, Beatriz Scheleger; LALUE-SANCHES, Monique. FATORES PREDITORES DE INSUCESSO NA LONGEVIDADE DE FACETAS DIRETAS.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1269276-FATORES-PREDITORES-DE-INSUCESSO-NA-LONGEVIDADE-DE-FACETAS-DIRETAS. Acesso em: 14/02/2026

Trabalho

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