O LUTO INFANTIL NO AMBIENTE ESCOLAR: A ESCOLA COMO ESPAÇO DE ACOLHIMENTO NO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DA PERDA.

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
O LUTO INFANTIL NO AMBIENTE ESCOLAR: A ESCOLA COMO ESPAÇO DE ACOLHIMENTO NO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DA PERDA.
Autores
  • Fabiana TeIxeira Boiani
  • MARCELO FURLIN
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Educação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1268859-o-luto-infantil-no-ambiente-escolar--a-escola-como-espaco-de-acolhimento-no-processo-de-elaboracao-da-perda
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Luto Infantil, Acolhimento Escolar, Formação Docente, Pesquisa Narrativa.
Resumo
Este projeto de pesquisa, intitulado “O Luto Infantil no Ambiente Escolar: A Escola como Espaço de Acolhimento no Processo de Elaboração da Perda” , é uma reflexão aprofundada sobre o papel fundamental do professor no processo de acolhimento de crianças enlutadas. O estudo destaca que as discussões sobre o luto infantil nas escolas ainda são escassamente abordadas na área da educação, sendo uma preocupação que surge majoritariamente nos estudos da psicologia da saúde e clínica. Por meio de uma análise bibliográfica e da utilização da pesquisa narrativa, o projeto propõe ações que fortaleçam a atuação docente, incentivando os educadores para que desenvolvam novas abordagens para um acolhimento mais eficaz e sensível. O objetivo principal é analisar os desafios enfrentados, as lacunas na formação profissional e as possibilidades de aprimoramento das práticas pedagógicas para construir uma cultura escolar mais acolhedora e inclusiva. A pesquisa parte da hipótese de que a formação inicial e continuada dos professores apresenta lacunas significativas que dificultam sua atuação eficaz em situações delicadas como o luto infantil. Além disso, a fragilidade ou inexistência de políticas públicas voltadas para essa necessidade amplifica os desafios , contribuindo para a falta de preparo dos educadores, para a escassez de suporte emocional e para a ausência de estratégias de acolhimento adequadas. Esse cenário compromete a implementação de práticas pedagógicas que promovam, de fato, um acolhimento sensível e humanizado de crianças enlutadas no ambiente escolar. O referencial teórico do estudo se baseia em diversas perspectivas sobre a morte e o luto. A obra de Maria Júlia Kovács, "Morte e desenvolvimento humano" , é utilizada para ressaltar que a compreensão da morte varia conforme o estágio de desenvolvimento da criança, envolvendo aspectos emocionais, cognitivos e sociais. A autora destaca a importância de reconhecer essas etapas para que pais e professores ofereçam informações claras e honestas. Maria Helena Pereira Franco, em "O Luto no Século 21" , evidencia que a vivência do luto é influenciada por mudanças culturais e sociais, como a aceleração da vida e o enfraquecimento de rituais coletivos , o que agrava o silenciamento da experiência da perda, especialmente em crianças. Por sua vez, Patrícia Regina Moreira Marques, em "Pedagogia da Morte" , defende que a escola pode se constituir como um espaço pedagógico privilegiado para abordar a finitude, construindo um diálogo sincero e cuidadoso. O projeto detalha que as manifestações do luto infantil são diversas e nem sempre estão diretamente ligadas à perda de forma evidente. Como exemplos de manifestações comuns são citados sintomas psicossomáticos, dificuldades escolares, problemas de comportamento, alterações alimentares, ansiedade, agressividade, dificuldades de socialização e comportamentos regressivos. O documento também aponta que a experiência da perda pode impactar a percepção da criança sobre si mesma, gerando sentimentos de vulnerabilidade e não pertencimento. O silêncio dos adultos, de acordo com Winnicott, dificulta a compreensão infantil sobre a morte e a elaboração das angústias e medos gerados pela perda. Assim, o estudo defende que a escola deve se posicionar como um espaço de acolhimento e escuta ativa, superando o tabu da morte no ambiente escolar. Práticas de escuta, empatia e validação dos sentimentos são consideradas fundamentais para apoiar os estudantes em sofrimento. A metodologia do estudo é qualitativa, utilizando a pesquisa narrativa autobiográfica como principal instrumento. Essa escolha se justifica pela necessidade de compreender de forma mais sensível e profunda as vivências dos professores que já acolheram crianças enlutadas. A abordagem, baseada em Clandinin e Connelly, defende que somos feitos de histórias e que a escuta narrativa valoriza os relatos pessoais dos participantes , permitindo que o pesquisador compreenda as influências que moldaram suas trajetórias. A pesquisa pretende valorizar a voz dos docentes , reconhecendo suas trajetórias, desafios e aprendizados. O projeto reconhece como principal risco a possível resistência por parte de alguns professores que possam se sentir desconfortáveis em expor suas dificuldades. No entanto, a pesquisa garante que a participação é voluntária e que eles podem desistir a qualquer momento, sem qualquer penalização. Os benefícios da pesquisa incluem a contribuição para propostas de adaptações curriculares e a construção de processos formativos mais sensíveis à realidade da sala de aula. Além disso, o estudo busca fomentar reflexões sobre as práticas pedagógicas e as políticas educacionais, fortalecendo o suporte emocional nas instituições escolares. O orçamento estimado é de R$ 2.000,00 para despesas de locomoção do pesquisador, que serão custeadas por ele mesmo. A justificativa é a urgência em ampliar o debate sobre o luto infantil nas escolas e dar visibilidade às experiências dos educadores para a formulação de propostas mais efetivas. O cronograma do projeto detalha as etapas de sua execução, com a conclusão das disciplinas, o início da pesquisa, a coleta de narrativas e entrevistas, a escrita dos capítulos teóricos e metodológicos, a qualificação e a defesa da dissertação, com previsão de conclusão entre 01/10/2026 e 01/11/2026. O documento também apresenta o questionário da entrevista semiestruturada, que inclui perguntas sobre a preparação dos professores, a compreensão do impacto do luto, as estratégias utilizadas, os desafios enfrentados e sugestões para a formação . Por fim, o projeto inclui um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que detalha os direitos do participante, como a participação voluntária, a privacidade, a confidencialidade dos dados e a liberdade de se retirar do estudo a qualquer momento.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BOIANI, Fabiana TeIxeira; FURLIN, MARCELO. O LUTO INFANTIL NO AMBIENTE ESCOLAR: A ESCOLA COMO ESPAÇO DE ACOLHIMENTO NO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DA PERDA... In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1268859-O-LUTO-INFANTIL-NO-AMBIENTE-ESCOLAR--A-ESCOLA-COMO-ESPACO-DE-ACOLHIMENTO-NO-PROCESSO-DE-ELABORACAO-DA-PERDA. Acesso em: 18/02/2026

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