EFEITO DO USO DE HIPOTAURINA COMO SUPLEMENTO EM AMOSTRAS SEMINAIS

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
EFEITO DO USO DE HIPOTAURINA COMO SUPLEMENTO EM AMOSTRAS SEMINAIS
Autores
  • Beatriz De Lourdes Da Silva Cabral
  • Viviane Rodrigues da Silva
  • Juliana Risso Pariz
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Iniciação científica (PIBIC)
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1264219-efeito-do-uso-de-hipotaurina-como-suplemento-em-amostras-seminais
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
hipotaurina, qualidade seminal, espermatozóides, antioxidantes, fertilidade masculina.
Resumo
A hipotaurina (ácido 2-aminoetanossulfínico) é conhecida por ser um precursor da taurina (ácido 2-aminoetanossulfônico) e é o principal produto do metabolismo da cisteína. A hipotaurina e a taurina estão presentes nos tecidos reprodutivos de machos e fêmeas de espécies como gato (Felis catus) e hamster (Mesocricetus auratus) e desempenham o papel necessário na capacitação dos espermatozoides, na reação acrossômica e na fertilização. Um número crescente de estudos destaca o papel benéfico da suplementação de hipotaurina na qualidade seminal, evidenciando efeitos positivos sobre a motilidade e a viabilidade dos espermatozoides em humanos. Estudos em animais revelaram que a adição in vitro desses antioxidantes melhorou a qualidade dos espermatozoides. Assim, o objetivo do estudo foi avaliar os efeitos do uso da hipotaurina como suplemento em amostras seminais. Para isso, este estudo utilizou 30 amostras seminais de participantes da pesquisa entre 18 e 35 anos de idade (média = 24,7 anos; desvio padrão – DP± 4,70 anos). Esta pesquisa faz parte do Programa de Iniciação Científica da Universidade Metodista de São Paulo, com participação como bolsista PIBIC. O estudo foi realizado nos laboratórios da Universidade Metodista de São Paulo, entre setembro de 2023 e junho de 2025, com a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da instituição (CAAE: 84581124.9.0000.5508). As amostras foram classificadas como normozoospermas de acordo com a análise seminal inicial conforme os critérios da Organização Mundial da Saúde. Os participantes da pesquisa preencheram um formulário contendo informações sobre hábitos e estilo de vida e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O convite aos participantes foi realizado por meio de campanhas de divulgação entre os alunos da Universidade Metodista de São Paulo, utilizando redes sociais institucionais. A doação foi previamente agendada, e a amostra seminal foi obtida por meio de masturbação em frasco estéril de polipropileno, após um período de 2 a 5 dias de abstinência ejaculatória. Após a coleta, as amostras foram mantidas a uma temperatura de 37 °C e analisadas em um período máximo de uma hora. Cada amostra foi dividida em duas alíquotas de igual volume e submetida à centrifugação por 15 minutos para remoção do plasma seminal. Em seguida, as alíquotas foram ressuspensas: uma delas foi suplementada com 50 mM de hipotaurina (grupo experimental – hTAU) e a outra com 50 μL de Fluido Tubário Humano (HTF) (grupo controle – CONT). Após a suplementação, ambas as amostras foram incubadas em banho-maria por 30 minutos. Foram avaliados os seguintes parâmetros: características seminais, atividade mitocondrial (método de diaminobenzidina), vitalidade (teste hiposmótico), níveis de peroxidação lipídica da membrana espermática (ácido tiobarbitúrico – TBARS) e atividade da glutationa peroxidase (GPx) pelo método quantitativo com espectrofotometria. Para a análise estatística, foi utilizado o software Jamovi, no qual foram calculados a média, o desvio padrão e a frequência. Os dados categóricos foram expressos como frequência e porcentagem, enquanto os dados numéricos foram apresentados como média ± desvio padrão. A comparação entre os grupos foi realizada por meio do teste t de Student, adotando-se um nível de significância de p < 0,05. As características gerais das amostras foram descritas considerando o consumo de bebidas cafeinadas e o uso de suplementos vitamínicos pelos participantes. Em relação ao consumo de cafeína, observou-se que 37,7% dos participantes consumiam café, 37,7% consumiam refrigerantes e 11,3% consumiam bebidas energéticas. Em relação ao uso de suplementos vitamínicos, 23,3% utilizavam taurina e 13,3% utilizavam creatinina. Os parâmetros espermáticos avaliados mostraram diferenças significativas entre os grupos tratados com hipotaurina (hTAU) e controle (CONT). A motilidade progressiva foi em média de 76,9% no grupo hTAU e 63,8% no CONT (p < 0,001). Os valores médios de GPx foram de 1,02 u/ml no grupo hTAU e 0,514 u/ml no CONT (p < 0,001). A vitalidade espermática foi significativamente maior no grupo hTAU (70,9%) em comparação com o grupo controle (53,6%) (p < 0,001). Para a avaliação da atividade mitocondrial (DAB), houve aumento na classe I (15,9% vs. 9,03%; (p < 0,001), enquanto as demais classes não apresentaram diferença significativa. Em relação à morfologia espermática, houve aumento significativo na porcentagem de espermatozóides com morfologia normal no grupo hTAU (8,23% vs. 5,87%; p < 0,001), além de pequenas variações nas deformidades da cauda, peça intermediária e cabeça. Não observamos resultados significativos nos parâmetros TBARS, demais classes de atividade mitocondrial e motilidade (p>0,05). Esses resultados sugerem que a suplementação de hipotaurina tem um efeito positivo sobre os parâmetros metabólicos e estruturais dos espermatozoides, especialmente sobre a motilidade progressiva, vitalidade dos espermatozoides vivos, atividade antioxidante e morfologia normal, sugerindo um potencial efeito protetor antioxidante, podendo ser um método adotado nos laboratórios de andrologia para melhorar os parâmetros seminais e, consequentemente, o potencial fértil espermático. REFERÊNCIAS HUXTABLE, R. J. Physiological actions of taurine. Physiological reviews, v. 72, n. 1, p. 101–163, 1992. BUFF, S. et al. Taurine and hypotaurine in sperm and epididymal fluid of cats. Journal of Reproduction and Fertility, v. 57, p. 93–95, 2001. DONNELLY, E. T. Glutathione and hypotaurine in vitro: effects on human sperm motility, DNA integrity and production of reactive oxygen species. Mutagenesis, v. 15, n. 1, p. 61–68, 2000. BANIHANI, S. et al. Human sperm DNA oxidation, motility and viability in the presence of l-carnitine during in vitro incubation and centrifugation: In vitro effects of l-carnitine on human spermatozoa. Andrologia, v. 44, p. 505–512, 2012. LISBOA, F. L. et al. Improvement of cooled equine semen by addition of carnitines. Journal of equine veterinary science, v. 34, n. 1, p. 48, 2014. WHO laboratory manual for the examination and processing of human semen. Disponível em: <https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/343208/9789240030787-eng.pdf>. Acesso em: 18 ago. 2025.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CABRAL, Beatriz De Lourdes Da Silva; SILVA, Viviane Rodrigues da; PARIZ, Juliana Risso. EFEITO DO USO DE HIPOTAURINA COMO SUPLEMENTO EM AMOSTRAS SEMINAIS.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1264219-EFEITO-DO-USO-DE-HIPOTAURINA-COMO-SUPLEMENTO-EM-AMOSTRAS-SEMINAIS. Acesso em: 08/02/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes