A COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DOS MOVIMENTOS ARTÍSTICOS DO SÉCULOS XIX E XX

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
A COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DOS MOVIMENTOS ARTÍSTICOS DO SÉCULOS XIX E XX
Autores
  • Bárbara Pessanha
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Comunicação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1261333-a-comunicacao-atraves-dos-movimentos-artisticos-do-seculos-xix-e-xx
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Comunicação Social, Cores, Inconsciente Coletivo, Semiótica, Arte.
Resumo
Este artigo, nominado A comunicação através dos movimentos artísticos do séculos XIX e XX, integra a dissertação de mestrado de Bárbara Pessanha Lima em andamento na PósCom Umesp com orientação do professor Dr. Dimas Antonio Kunsch, intitulada A comunicação das cores: simbologia das cores na linguagem arteterapêutica. O objetivo da Dissertação e desse trabalho de pesquisa em andamento é investigar, em abordagem teórico exploratória, a relação simbólica das cores no contexto da Arteterapia com ênfase na Psicologia Analítica junguiana. Parte se da hipótese de que a cor funciona como signo relacional que atravessa o setting terapêutico, a História da Arte e a Comunicação Social, mediando inconsciente coletivo, espírito do tempo e experiência individual. A Comunicação é tomada como ponte interpretativa das linguagens visuais, permitindo observar como subjetividades expressas em obras convertem se em mensagens coletivas e produzem sentidos compartilhados. Assim, esse artigo visa fazer uma condução através da arte pelas cores, História e Psicologia Analítica com a Comunicação social como fio condutor. O recorte principal contempla os séculos XIX e XX, quando transformações técnicas e culturais reconfiguraram o estatuto da cor. A invenção dos tubos de tinta em 1841 ampliou a autonomia do artista e favoreceu o Impressionismo, que rompeu com o realismo clássico e valorizou a cor como signo da percepção. Nos desdobramentos seguintes, Pós-impressionismo, Fauvismo, Expressionismo, Cubismo, Futurismo, Dadaísmo, Surrealismo, Abstracionismo, Bauhaus, Pop Art, Minimalismo e Arte Contemporânea, consolidou se a centralidade cromática, atualizada por formas, expressões e linguagem que não haviam até então sido contempladas ou exploradas. Em cada movimento a cor ora enuncia estados psíquicos, ora convoca espiritualidade, ora organiza críticas sociais e leituras do consumo e do cotidiano, instaurando gramáticas visuais próprias que refletem e intervêm nas formas de comunicação de cada época. Dialogamos com referenciais da Comunicação Social para sustentar essa leitura. A semiótica peirciana, reconstituída por Santaella e Chiachiri, permite compreender a cor como ícone, índice ou símbolo conforme seu regime de produção de sentido. A teoria junguiana nos auxilia a ampliar como a interpretação do público atualiza o significado das obras nos contextos sociais, culturais e do tempo de cada uma delas. A teoria crítica da indústria cultural ilumina a Pop Art e suas relações com repetição, consumo e espetáculo. No campo brasileiro, autores como Clotilde Perez, Luciano Guimarães e Modesto Farina oferecem base para pensar a cor como sistema expressivo e comunicacional, articulado a marcas, identidades e imaginários. A Bauhaus ocupa lugar singular ao sistematizar estudos cromáticos em diálogo direto com design, arquitetura e publicidade, fornecendo bases que seguem informando a comunicação visual contemporânea. Sua proposta de integrar arte e técnica aponta para uma linguagem mais universal e funcional, com efeitos duradouros sobre branding, sinalização, tipografia e interfaces. No Brasil, a síntese entre vanguardas europeias e especificidades locais emerge da Semana de Arte Moderna de 1922 e de desdobramentos como a antropofagia cultural, oferecendo um campo fértil para pensar a cor na construção de identidades e na crítica social. Conclui se que a arte moderna e contemporânea deixa de ser mera representação do real e se afirma como linguagem comunicacional complexa. Cores e formas tornam se signos que organizam narrativas coletivas, constroem identidades culturais e evidenciam transformações sociais. A arte não apenas acompanha o tempo histórico. Ela o media simbolicamente, tornando o invisível sendo capaz de ser observado, elaborado e comunicando, muitas vezes em camadas de sentido que as palavras nem sempre alcançam. Assim, arte e comunicação mostram se indissociáveis ao produzir sentidos que atravessam história, sociedade e imaginação, com desdobramentos diretos para práticas terapêuticas e para o complexo cultural brasileiro, e isso abarcado pela psicologia
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PESSANHA, Bárbara. A COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DOS MOVIMENTOS ARTÍSTICOS DO SÉCULOS XIX E XX.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1261333-A-COMUNICACAO-ATRAVES-DOS-MOVIMENTOS-ARTISTICOS-DO-SECULOS-XIX-E-XX. Acesso em: 17/02/2026

Trabalho

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