DANÇA, CORPO E COMUNICAÇÃO: A DANÇA COMO EXPRESSÃO CORPÓREA DAS LINGUAGENS DO INCONSCIENTE E SUAS SIMBOLOGIAS

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
DANÇA, CORPO E COMUNICAÇÃO: A DANÇA COMO EXPRESSÃO CORPÓREA DAS LINGUAGENS DO INCONSCIENTE E SUAS SIMBOLOGIAS
Autores
  • Luiza Amélia Santos Lacerda
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Comunicação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1261290-danca-corpo-e-comunicacao--a-danca-como-expressao-corporea-das-linguagens-do-inconsciente-e-suas-simbologias
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Comunicação. Dança. Linguagem. Simbologia. Inconsciente.
Resumo
A pesquisa proposta tem como tema central a dança, o corpo e a comunicação, cujo foco encontra-se na dança como expressão corpórea das linguagens do inconsciente e suas simbologias. Sob a ótica da psicologia de Carl Gustav Jung, de autores da área de comunicação como Jesus Martin Barbero e da filosofia como Byung-Chul Han, objetiva-se trazer à luz a comunicação instituída entre consciente e inconsciente do sujeito expressa por meio da linguagem corporal no ato criativo de dançar. Jung afirma que o processo de comunicação do inconsciente com o ego (instância da estrutura da psique que representa a consciência) se dá por meio do símbolo. Ele pode carregar um signo que o identifique, porém carece de explicação que o defina, pois a explicação o delimitará, determinará fronteiras e limites que a ele não cabe impor. O corpo possui linguagem própria, que não passa pelo verbal, pelo racional, semelhante ao símbolo. Como a linguagem da dança não é verbal, também não o é a do corpo. Ambas são movimento, cadência, pulsar, variação de velocidade e direção. No corpo o movimento toma forma, intenção, exige tônus e ocupa espaços. Dessa forma, é no corpo que a dança assume materialidade, concretude, expressa emoções, sentimentos e angústias. Expressão corporal então pode ser entendida como movimentos ou gestos que emergem do interior quando algo nos “pressiona”. A essa pressão energética vinda do nosso interior, dá-se o nome de emoção. Assim, o corpo exprime, comunica, coloca para fora, transporta do interior a energia, as emoções, os conteúdos inconscientes e os traz à luz da consciência num ato comunicacional não verbal. A dança, por conseguinte, pode ser um processo para a promoção do rebaixamento da consciência (ego), dos julgamentos, do despir das máscaras. E, nesse contato com o Self (alma) pode ser estabelecida uma comunicação do indivíduo consigo mesmo. E, por meio dessa linguagem própria pode ser possível acessar conteúdos e afetos inconscientes. Surge então a questão de pesquisa: De que formas se pode dar a comunicação com o inconsciente por meio da dança? Parte-se da hipótese de que a dança pode ser um processo facilitador para a promoção de uma comunicação do sujeito consigo mesmo na medida em que propicia um rebaixamento das inibições decorrentes da atuação egóica. Nessa abordagem, será utilizado o ensaio como método, no qual o pensamento rompe as fronteiras da explicação e vai além, abraça os diferentes sentidos e símbolos, apresenta o paradoxo num diálogo inclusivo, compreensivo e integrativo, valoriza a experiência e a subjetividade. Assim, combinado ao método interpretativo hermenêutico, chega-se ao recurso metodológico a ser utilizado na pesquisa. Espera-se, com isso, refletir sobre o papel da dança na comunicação compreensiva entre consciente e inconsciente. O objeto da pesquisa tem como justificativa a dinâmica da sociedade hipermoderna com o acesso à comunicação instantânea e o excesso de informação. O humano volta-se “para fora”, para o Outro. E, nesse foco de atenção para o mundo externo, o humano relega a segundo plano o olhar para si mesmo. Na sociedade de desempenho descrita por Byung-Chul Han há um excesso de positividade característico do século XXI no qual vige um modelo de sociedade que se molda pelo desempenho, esforço e pretensa liberdade na qual se acredita que tudo que se deseja é possível ser alcançado, o que demanda esforço e dedicação (desempenho). Cria-se então uma falsa ilusão de poder individual, de que tudo pode ser alcançado. Entretanto, a vida cotidiana desconstrói essa ideia, o que fatalmente gera frustração nas pessoas e até mesmo adoecimentos como ansiedade, depressão, Burnout entre outras questões psíquicas. Todas essas doenças, segundo Han, decorrem do excesso de positividade característico do século XXI. Assim, a falta de tempo para contemplação nos afasta de nós mesmos, o tempo para o tédio ou ócio mostra-se necessário para que o indivíduo se reconecte consigo. Desse modo, trabalhar o tema da dança como processo de voltar-se para si mesmo pode contribuir para a desaceleração da mente, com a reconexão com o momento presente por meio da autopercepção corporal e para a promoção de saúde mental.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LACERDA, Luiza Amélia Santos. DANÇA, CORPO E COMUNICAÇÃO: A DANÇA COMO EXPRESSÃO CORPÓREA DAS LINGUAGENS DO INCONSCIENTE E SUAS SIMBOLOGIAS.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1261290-DANCA-CORPO-E-COMUNICACAO--A-DANCA-COMO-EXPRESSAO-CORPOREA-DAS-LINGUAGENS-DO-INCONSCIENTE-E-SUAS-SIMBOLOGIAS. Acesso em: 12/02/2026

Trabalho

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