TELEJORNALISMO COMO CURADORIA NA SOCIEDADE HIPERCONECTADA: O PAPEL DO JORNAL DA CULTURA NO COMBATE À DESINFORMAÇÃO ALGORÍTMICA.

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
TELEJORNALISMO COMO CURADORIA NA SOCIEDADE HIPERCONECTADA: O PAPEL DO JORNAL DA CULTURA NO COMBATE À DESINFORMAÇÃO ALGORÍTMICA.
Autores
  • WILLIAN ROGERIO CORREA
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Comunicação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1258272-telejornalismo-como-curadoria-na-sociedade-hiperconectada--o-papel-do-jornal-da-cultura-no-combate-a-desinformac
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Desinformação algorítmica; Jornalismo público; Jornal da Cultura; Sociedade hiperconectada; Curadoria da informação.
Resumo
A ascensão das mídias sociais transformou radicalmente a nossa maneira de nos comunicar. Hoje, tudo é imediato, direto, simples e veloz. A urgência de publicar muitas vezes atropela a necessidade de checar. A prioridade passou a ser o alcance, não a verdade. E a desinformação encontra terreno fértil para se espalhar com força e velocidade. Nesse ambiente digital dominado por algoritmos que priorizam o engajamento e não a informação bem apurada, vale investigar se ainda há espaço para o jornalismo que apura, contextualiza e presta um serviço público. É com essa lente que voltamos nosso olhar para o Jornal da Cultura, da TV pública paulista (Fundação Padre Anchieta), para analisar se ele consegue enfrentar a desinformação e contribuir para a reconstrução da opinião pública e, quem sabe, promover um ambiente informativo mais confiável. Vamos tentar responder perguntas inquietantes como: o “Jornal da Cultura”, que deveria ser um espaço de opinião lúcida, bem apurada e comprometida com o combate à desinformação, estaria se rendendo à lógica implacável da busca por likes e aprovação da audiência? A notícia “profunda” e precisa se tornou uma mercadoria rara em meio a um mercado saturado por conteúdos rasos e pela desinformação catalizada nas redes sociais. E em meio ao imediatismo tecnológico, os manuais da boa prática jornalística e os princípios éticos que sustentam a credibilidade da imprensa são, cada vez mais, atropelados. Parte-se da hipótese de que, o Jornal da Cultura, como é veiculado em uma emissora com compromisso público, demonstra maior capacidade de adaptação e preserva sua credibilidade no atual cenário midiático, justamente por não depender totalmente de recursos publicitários para sua manutenção. Essa independência econômica lhe permite exercer um jornalismo mais autônomo, voltado ao interesse público e menos suscetível às pressões do mercado. É preciso reconhecer, e ninguém aqui está negando seus benefícios, que as plataformas digitais ampliaram um mundo de oportunidades (LÉVY, 1999). Hoje, qualquer pessoa pode se expressar livremente, sem precisar de mediação. Desastres naturais, protestos, acidentes, guerras… tudo pode ser registrado em tempo real por cidadãos com um smartphone na mão. E esse conteúdo, muitas vezes, chega às redes antes mesmo de ser noticiado pelos veículos tradicionais, como as emissoras de TV, incluindo o próprio Jornal da Cultura. Nesse cenário, as pessoas assumem, de forma não institucionalizada, o papel de correspondentes informais registrando e disseminando eventos em tempo real. A questão é que, na maioria das vezes, essa atuação ocorre sem qualquer mediação editorial ou checagem de fatos. E aí está o ponto crítico: sem os filtros jornalísticos, o risco de amplificar a desinformação se torna inevitável. A literatura contemporânea reconhece a crescente influência das plataformas digitais na conformação da opinião pública impulsionada por uma lógica algorítmica que favorece a formação de bolhas informacionais e contribui para o enfraquecimento dos meios tradicionais de comunicação. Embora haja avanços significativos na análise dos impactos da desinformação nas redes, como apontam autores como Raquel Recuero (2024) e Eugênio Bucci (2024), ainda são escassos os estudos que exploram as estratégias práticas adotadas pelo telejornal Jornal da Cultura no combate a desinformação nesta sociedade hiperconectada. O estudo, portanto, busca refletir sobre a atuação do telejornal Jornal da Cultura como potencial agente da informação de qualidade, examinando se ele resiste às pressões das transformações digitais e à tentação da superficialidade informativa, marcada pela ausência de apuração rigorosa. A pesquisa adota metodologia qualitativa, com revisão bibliográfica, análise de conteúdo e abordagem exploratória e descritiva. O corpus é composto por quatro edições do Jornal da Cultura, cujas pautas e abordagens serão comparadas à circulação das mesmas notícias nas redes sociais. A análise busca identificar critérios editoriais, práticas de curadoria e estratégias de verificação, avaliando até que ponto o telejornal resiste à fragmentação informativa e à lógica algorítmica. Os objetivos específicos incluem: (1) avaliar estratégias de combate à desinformação adotadas pela TV Cultura; (2) identificar boas práticas e desafios do telejornalismo contemporâneo; (3) investigar se o Jornal da Cultura mantém sua integridade editorial sob pressão por audiência; (4) analisar o impacto da lógica algorítmica sobre a circulação da informação; e (5) estudar o papel das redes sociais como espaço público de debate. A relevância deste estudo reside em compreender se, em meio à crise da opinião pública tradicional (HABERMAS, 1984) e ao ambiente saturado de desinformação (HERMIDA, 2014), o Jornal da Cultura consegue preservar e fortalecer um espaço de informação qualificada, crítica e plural. Ao unir teoria e prática, a pesquisa contribui para o campo da comunicação com um olhar crítico e propositivo sobre o telejornalismo público, reconhecendo seus limites, mas também seu potencial como força ativa na defesa da informação de qualidade, da cidadania e da democracia.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CORREA, WILLIAN ROGERIO. TELEJORNALISMO COMO CURADORIA NA SOCIEDADE HIPERCONECTADA: O PAPEL DO JORNAL DA CULTURA NO COMBATE À DESINFORMAÇÃO ALGORÍTMICA... In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1258272-TELEJORNALISMO-COMO-CURADORIA-NA-SOCIEDADE-HIPERCONECTADA--O-PAPEL-DO-JORNAL-DA-CULTURA-NO-COMBATE-A-DESINFORMAC. Acesso em: 10/02/2026

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