SISTEMAS ADESIVOS EM DENTÍSTICA

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
SISTEMAS ADESIVOS EM DENTÍSTICA
Autores
  • Rafaela Oliveira Mello
  • Giovanna Sanches Martins
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Odontologia
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1255568-sistemas-adesivos-em-dentistica
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Adesão, sistemas adesivos, esmalte, dentina.
Resumo
Os sistemas adesivos representam um dos maiores avanços da odontologia restauradora moderna, permitindo procedimentos mais conservadores, estéticos e funcionais, com impacto direto na longevidade clínica das restaurações. O objetivo deste trabalho é apresentar uma análise crítica e atualizada, baseada em 24 artigos científicos selecionados nas bases PubMed e Google Scholar, abordando a evolução, a classificação, as indicações clínicas, as vantagens e as limitações dos principais sistemas adesivos, a fim de auxiliar o cirurgião-dentista na escolha e aplicação adequada desses materiais em diferentes situações clínicas. Desde o condicionamento ácido apresentado Buonocore, em 1955, os adesivos passaram por grande evolução, resultando nas três categorias utilizadas atualmente: convencionais, autocondicionantes e universais. Os sistemas convencionais, como o Adper Single Bond, continuam a apresentar o trabalho clínico superior, em lesões cervicais não cariosas, devido ao condicionamento ácido prévio e à capacidade de formação de uma camada híbrida mais estável e duradoura (GOBBI et al., 2015). Já os autocondicionantes, como o Adper Prompt L- Pop, proporcionam maior praticidade clínica e redução no tempo de aplicação, embora sua hidrofobicidade mais acentuada favoreça a degradação da interface adesiva ao longo do tempo (MACHADO; NORMANDO; SILVA, 2009). Estudos indicam que fatores como controle de umidade, tempo de aplicação e correta manipulação do material influenciam mais a adesão do que a presença de partículas de carga (SILVA et al., 2006), e que tais sistemas são eficazes também na colagem direta de acessórios ortodônticos (RETAMOSO et al., 2006). Técnicas como a aplicação ativa e o uso de múltiplas camadas aumentam significativamente a resistência adesiva, principalmente em substratos dentinários mais desafiadores, como a dentina afetada (PAULA et al., 2021). Os adesivos universais, mais recentes, ganharam popularidade por sua versatilidade e pela presença do monômero funcional MDP, capaz de formar ligações químicas estáveis com a hidroxiapatita (AVELAR et al., 2019; SILVA; PACHECO, 2021). Apesar da sua praticidade, a literatura recomenda o condicionamento seletivo do esmalte com ácido fosfórico para otimizar a retenção micromecânica (FONSECA et al., 2020). Além disso, o desgaste prévio do esmalte pode potencializar os resultados clínicos de adesivos como o CSE-B, melhorando a microretenção (OLIVEIRA; RODRIGUES, 2004). De forma geral, os sistemas convencionais se destacam pela maior adesividade e capacidade de selamento marginal (FRANCO; GONÇALVES; PELLIZZER, 2013; SILVA; SILVA; OLIVEIRA, 2023), enquanto os autocondicionantes se mostram eficazes em dentina profunda, contribuindo para a redução da sensibilidade pós- operatória (COELHO et al., 2012; GARCIA et al., 2008). Ainda assim, a eficácia clínica dos sistemas adesivos pode ser comprometida por fatores externos, como contaminação da superfície e falhas operatórias, que favorecem microinfiltrações (FONSECA et al., 2020; GOMES; VIEIRA, 2024). A nanotecnologia tem sido usada no desenvolvimento de adesivos com maior capacidade de penetração nos túbulos dentinários, promovendo união mais resistente e durável (CARDOSO et al., 2024). Então, adesivos bioativos surgem como alternativa promissora, especialmente por sua capacidade de promover a remineralização da interface adesiva e um selamento mais duradouro (FERNANDES et al., 2016). Quando o substrato é cerâmico, como no caso do dissilicato de lítio, o uso de silano separado demonstrou melhores resultados em termos de resistência e longevidade da união adesiva, se comparado à sua incorporação direta em adesivos universais (DIAS et al., 2024). A técnica da dentina úmida permanece como uma técnica eficaz, pois evita o colapso das fibras colágenas e favorece a difusão dos monômeros (OLIVEIRA et al., 2021). Além disso, autocondicionantes com pH mais fraco mostram melhor desempenho em estratégias adesivas seletivas (FONSECA et al., 2020). Na união entre camadas de resina composta, o condicionamento ácido é suficiente para remover a smear layer e garantir adequada polimerização, com resultados semelhantes entre os diferentes sistemas adesivos (SOUZA et al., 2000). A resistência ao cisalhamento entre materiais restauradores também não apresenta diferenças estatisticamente significativas entre os sistemas, embora as falhas mais comuns ocorram na interface adesiva, indicando que ainda há espaço para avanços tecnológicos (MAIA et al., 2008). Conclui-se, portanto, que não existe um sistema adesivo ideal ou universalmente superior para todas as situações clínicas. A seleção adequada deve levar em consideração fatores como o tipo de substrato (esmalte, dentina, cerâmica, resina), a profundidade da cavidade, o tempo clínico disponível e, principalmente, o domínio técnico do operador (FROEHLICH et al., 2021). O sucesso do tratamento restaurador adesivo depende da escolha correta do material, da execução rigorosa dos protocolos recomendados pelos fabricantes e da constante atualização científica do cirurgião-dentista, frente à evolução dos materiais disponíveis no mercado.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MELLO, Rafaela Oliveira; MARTINS, Giovanna Sanches. SISTEMAS ADESIVOS EM DENTÍSTICA.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1255568-SISTEMAS-ADESIVOS-EM-DENTISTICA. Acesso em: 15/02/2026

Trabalho

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