O LIVRO NO CIBERESPAÇO: CONSUMO COLABORATIVO E ACESSO

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
O LIVRO NO CIBERESPAÇO: CONSUMO COLABORATIVO E ACESSO
Autores
  • Christian David Rizzato Petrini
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Comunicação
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1254442-o-livro-no-ciberespaco--consumo-colaborativo-e-acesso
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
Livro, Ciberespaço, Consumo, Colaborativo, Acesso.
Resumo
O consumo do livro não é compreendido unicamente por meio da compra efetiva, ou seja, aquela que compreende uma transação financeira para aquisição de algo. O conceito de consumo neste estudo é compreendido como uma prática mais ampla que envolve a interação de pessoas e seus processos comunicacionais. Partindo deste ponto, o foco está no comportamento de consumo do livro a partir ambientes de organização de livros em banco de dados seguidos de dispositivos de compra como o Google Books e também as redes de relacionamento exclusivamente direcionadas a grupos de leitores que compartilham conhecimento, ideias e opiniões sobre livros já lidos, como o Goodreads. No campo do consumo do livro, o Google Books e o Goodreads atuam não somente como redes de leitores que trocam informações, ideias e conteúdos sobre livros lidos ou que desejam ler, mas sua estrutura de navegação oferece links com endereços de sites de compras de livros. Ao ter acesso às informações publicadas por outros usuários a respeito de um livro e os discursos que ocorrem nas redes sociais, o usuário pode ser influenciado em sua decisão de adquirir um determinado livro, por meio de compra, troca, empréstimo ou download. Usuários adotam uma atividade constante em grupos e listas a fim de colaborar no processo de decisão de compra de livros assim como o consumo de conteúdo também sugerido por ferramentas de software. Esta prática acontece naturalmente fomentada pelo interesse em livros e pela mobilização das redes. Neste sentido, as dinâmicas comunicacionais que ocorrem nas redes sociais colaboram na aquisição de um título não somente pelo interesse em seu conteúdo, mas também pelo interesse em “fazer parte do meio”, ter a sensação de pertencimento de um grupo social e poder apresentar isso em discussões e situações do dia a dia. A exposição da vida nas redes sociais como intercâmbio de informações pessoais mostra o interesse destes usuários em ter uma participação ativa na troca de informações, ideias e conteúdos da mesma forma que desejam também serem vistos e assim criar sua identidade no grupo. E ao serem vistos e reconhecidos pela identidade afirmada, estão em evidência tornando-se consumidor e mercadoria ao mesmo tempo. Ao publicar tais informações, fotografias e detalhes da vida, as pessoas sentem-se felizes em ver que outras pessoas viram, compartilharam e fizeram algum comentário sobre seu conteúdo. Ao passo que aqueles que zelam pela invisibilidade, acabam por ocupar o espaço da invisibilidade da vida social digital. A temática da vida cotidiana ou da socialidade, por outro lado, evidencia que o problema essencial do dado social é o relacionismo, que pode se traduzir de forma mais trivial, pelo ombro-a-ombro de indivíduos em grupos. Fica assim entendido que a “realiança” é mais importante do que os elementos que são ligados (Maffesoli, 2000, p. 121). O consumo do livro pode ser impactado pelas dinâmicas comunicacionais das redes sociais ampliadas pela formação dos grupos por interesse. Este impacto ocorre quando esses elementos são fomentados a partir dos dispositivos computacionais do comércio eletrônico que, por sua vez, influenciam na decisão e escolha. O comércio existe desde os tempos mais antigos e as redes sociais também. O ser humano é social por natureza e os mercados são conversas. A sociedade pratica o comércio social há décadas sempre usando de redes sociais de seu meio como canal de comercialização. E como definiu Humberto Eco (2003), atualmente, muitas pessoas não pensam em publicar. De certa forma, elas preferem, simplesmente, se comunicar com os outros, ainda que seja de maneira online. Essa decisão resultará em uma grande vantagem para a indústria dos livros, à civilização de livros e o mercado de livros. Para Eco, se a rede de computadores tivesse sucesso, reduziria a quantidade de livros publicados, o que resultaria em uma melhoria cultural suprema. Neste cenário, as redes sociais possuem um papel representativo no campo da comunicação como chave principal e definitiva para unir consumidor, grupo e produto, em especial o livro. O consumo colaborativo é baseado na troca tornando-se o consumo de acesso, de experiência e não mais no consumo de posse. A troca de livros a partir das redes sociais digitais é um retrato desta mobilização. Este tipo de consumo compreende as tecnologias sociais, mobilidade e localização, que são componentes fundamentais para esta prática, pois tornam o compartilhamento mais fluido. Quanto ao acesso aos livros, o Google Books colabora com a busca de textos completos de livros que são convertidos para e-books (livros digitais) por meio do reconhecimento ótico de caracteres, e armazenados no banco de dados do Google. Ao clicar em um resultado, o Google Books abre uma interface na qual o usuário pode visualizar páginas do livro bem como conteúdos relacionados a anúncios e ligações para o website da editora e do livreiro. Através de uma série de limitações de acesso e medidas de segurança, algumas baseadas na localização do usuário, o Google limita o número de páginas visualizáveis, na tentativa de prevenir-se da cópia do texto de materiais sob direitos autorais . O aplicativo do Google sincroniza a leitura e guarda a posição das páginas, favoritos e notas em todos os dispositivos do leitor disponíveis para smartphones e tablets. Eliminar a restrição para leitura de e-books adquiridos somente pela loja Google Play é uma estratégia para alavancar a vantagem competitiva sobre o Kindle da Amazon, e os aplicativos iBooks da Apple, que sincronizam a leitura apenas para livros comprados em suas respectivas lojas. Com a convergência dos meios, segundo Henry Jenkins (2006), o consumo tornou-se coletivo e é possível perceber este fenômeno no consumo de livros por meio do surgimento constante de novas redes digitais de leitores. Essas redes apresentam claramente o poder coletivo do conhecimento que chamamos de inteligência coletiva. Com as inúmeras transformações tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais frente aos meios de comunicação, a informação circula de forma intensa por diferentes canais e sistemas midiáticos como um processo cultural e não tecnológico onde o conteúdo tanto de novas quanto de velhas mídias torna-se híbrido, ou seja, pode ser acessado a partir de qualquer mídia. Para Jenkins, é a cultura que determina a convergência e não a tecnologia, ou seja, os comportamentos e as necessidades culturais impulsionam a convergência dos meios e a tecnologia torna esta convergência possível. Na cultura da convergência, surgem comunidades de usuários que se formam na internet em torno do consumo de produtos midiáticos. É neste cenário que a convergência permite o fluxo migratório de conteúdos entre múltiplos suportes e mercados midiáticos cuja fluidez é percebida pelo público, que, por sua vez, percorre entre diversos canais em busca de novas experiências de entretenimento. O objetivo do presente texto em discutir a presença do livro no ciberespaço, pensando no acesso e no consumo colaborativo, por si só já se apresenta como uma ideia atual e necessária, uma vez que a internet mudou a forma com que os leitores se relacionam com um livro físico. Para investigação e desenvolvimento, o presente artigo se caracteriza como uma pesquisa bibliográfica teórica, fundamentada em um referencial teórico a partir de textos de autores que estudaram os temas aqui presentes, Michel Maffesoli, Humberto Eco e Henry Jenkins. Visamos compreender o livro como um objeto que se reinventou e ressaltar sua representatividade principalmente dentro das áreas da comunicação e do entretenimento. De acordo com o problema de pesquisa descrito, concluímos este resumo expandido reforçando a cultura do livro como uma prática que ressalta e evidencia as possibilidades comunicacionais desde produto, independente da forma de acesso, digital ou impresso.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PETRINI, Christian David Rizzato. O LIVRO NO CIBERESPAÇO: CONSUMO COLABORATIVO E ACESSO.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1254442-O-LIVRO-NO-CIBERESPACO--CONSUMO-COLABORATIVO-E-ACESSO. Acesso em: 11/02/2026

Trabalho

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