DIAGNÓSTICO PRECOCE DE TRANSTORNOS MENTAIS EM CRIANÇAS: A RELEVÂNCIA DE TESTES PSICOLÓGICOS PARA DEPRESSÃO E ANSIEDADE

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
DIAGNÓSTICO PRECOCE DE TRANSTORNOS MENTAIS EM CRIANÇAS: A RELEVÂNCIA DE TESTES PSICOLÓGICOS PARA DEPRESSÃO E ANSIEDADE
Autores
  • Paloma de Souza Barboza
  • Thamara Cristina Bensi
  • Karoline Pontes Almeida
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Psicologia
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1251156-diagnostico-precoce-de-transtornos-mentais-em-criancas--a-relevancia-de-testes-psicologicos-para-depressao-e-ans
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
transtornos mentais, depressão infantil, ansiedade infantil, diagnóstico precoce, testes psicológicos, avaliação psicométrica.
Resumo
Conforme argumentam Braga e Oliveira (2019), os transtornos mentais têm se tornado cada vez mais prevalentes, especialmente o Transtorno Depressivo (depressão) e o Transtorno de Ansiedade. Estes transtornos configuram um relevante desafio para a saúde pública, afetando o bem-estar individual e coletivo. Além do impacto imediato, há consequências duradouras no funcionamento social, acadêmico e físico (Brunwasser et al., 2016). Historicamente, o Transtorno de Ansiedade foi descrito inicialmente como um estado de agitação e mal-estar (Landré-Beauvais, 1813). Freud, no final do século XIX, distinguiu a ansiedade objetiva da neurótica, relacionando-a a fatores ambientais e intrapsíquicos, respectivamente. Atualmente, a ansiedade é compreendida como uma resposta emocional desencadeada por estímulos específicos ou que pode ocorrer autonomamente, sendo sintoma central de diversos transtornos, como o Transtorno de Ansiedade Generalizada (Correia & Barbosa, 2009). O Transtorno Depressivo tem raízes no conceito clássico de melancolia, inicialmente proposto por Hipócrates. Esse quadro evoluiu de uma visão psicótica para uma condição multifatorial, resultado da interação entre fatores genéticos, neurobiológicos, psicológicos e ambientais (Correia & Barbosa, 2009). Nas últimas décadas, a visibilidade social dos transtornos mentais aumentou, impulsionada por avanços na divulgação científica e pelas mídias sociais, mas o estigma ainda persiste, inclusive em crianças e adolescentes (Xiao et al., 2023). Crianças, em pleno desenvolvimento biopsicossocial, são suscetíveis à ansiedade e depressão, sobretudo quando expostas a vulnerabilidades socioeconômicas, instabilidade familiar, adversidades e violência (Xiao et al., 2023). A identificação precoce desses transtornos é fundamental para prevenir impactos negativos no desenvolvimento emocional, social e cognitivo (Vaillancourt et al., 2020; Strawn et al., 2012; Elorza et al., 2020). Evidências indicam que a falta de tratamento pode perpetuar esses transtornos na vida adulta, comprometendo autonomia e funcionalidade (Tszesnioski et al., 2015). Contudo, observa-se uma lacuna na literatura nacional quanto à sistematização e validação dos instrumentos para avaliação desses transtornos em crianças, especialmente em língua portuguesa. Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa exploratória qualitativa, por meio de revisão bibliográfica sistemática. Tal abordagem permite a análise crítica e o levantamento do conhecimento científico acumulado (Minayo, 2007; Minayo & Sanches, 2003), além de subsidiar práticas profissionais baseadas em evidências. A busca bibliográfica foi realizada na base PubMed, utilizando os descritores: Depression, Anxiety, Children, Scale e Test, com operadores booleanos “AND” e “OR”. O período selecionado foi de janeiro de 2018 a dezembro de 2023.Inicialmente, 214 artigos foram identificados. Após leitura de títulos e resumos, foram aplicados critérios de inclusão: estudos clínicos, de avaliação ou validação, disponíveis em texto completo gratuito, em português ou inglês, com foco na avaliação de sintomas de depressão e/ou ansiedade em crianças.Foram excluídos estudos com gestantes, puérperas, lactantes, populações adultas, crianças fora da faixa etária de 2 a 12 anos, pesquisas voltadas a condições neuropsicológicas, autismo, doenças médicas específicas, eficácia de tratamentos farmacológicos ou psicoterapias, e temas não diretamente relacionados como TDAH, vício em jogos ou bem-estar em jovens adultos. Dos 214 estudos inicialmente localizados, após a triagem criteriosa restaram 8 artigos para análise qualitativa. Estes foram lidos integralmente e comparados quanto aos métodos, instrumentos utilizados, faixas etárias e achados clínicos. A escassez de estudos nacionais prejudica a formulação de políticas públicas eficazes, comprometendo programas como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança.Faltam também protocolos validados para a faixa etária pré-escolar, importante para a detecção precoce de sofrimento psíquico (Nakamura & Santos, 2007). Braga, C., & Oliveira, A. (2019). Child and adolescent mental health policy: History and paths to participation. Ciência & Saúde Coletiva, 24(2), 401–410. https://doi.org/10.1590/1413-81232018242.30582016 Breggin, P. R. (1991). Toxic psychiatry: Why therapy, empathy, and love must replace the drugs, electroshock, and biochemical theories of the 'new psychiatry'. St. Martin’s Press. Brunwasser, S. M., Gillham, J. E., & Kim, E. S. (2016). Treatment and prevention of depression and anxiety in youth: Test of cross-over effects. Depression and Anxiety, 33(10), 939–959. https://doi.org/10.1002/da.22519 Conrad, P. (2007). The medicalization of society: On the transformation of human conditions into treatable disorders. Johns Hopkins University Press. Correia, D., & Barbosa, A. (2009). Ansiedade e depressão em medicina: Modelos teóricos e avaliação. Acta Médica Portuguesa, 22(1), 89–98. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19341597/ Ehrenberg, A. (2010). La fatigue d’être soi: Dépression et société. Odile Jacob. Elorza, C., Soares, L. D. F., & Wagner, A. (2020). Sintomas de depressão e ansiedade parental e sobrepeso da prole: Uma revisão sistemática. Revista de Saúde Pública, 54, 49. https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2020054001731 Fatori, D., Evans-Lacko, S., Bordin, I. A., & Paula, C. S. (2018). Childhood mental health problems in primary care: Prevalence and associated factors. Ciência & Saúde Coletiva, 23(9), 3013–3020. https://doi.org/10.1590/1413-81232018239.25332016 Gonzalez Rey, F. (2005). Pesquisa qualitativa e subjetividade: Os processos de construção da informação. Thomson Pioneira. Guaratini, A. 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Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BARBOZA, Paloma de Souza; BENSI, Thamara Cristina; ALMEIDA, Karoline Pontes. DIAGNÓSTICO PRECOCE DE TRANSTORNOS MENTAIS EM CRIANÇAS: A RELEVÂNCIA DE TESTES PSICOLÓGICOS PARA DEPRESSÃO E ANSIEDADE.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1251156-DIAGNOSTICO-PRECOCE-DE-TRANSTORNOS-MENTAIS-EM-CRIANCAS--A-RELEVANCIA-DE-TESTES-PSICOLOGICOS-PARA-DEPRESSAO-E-ANS. Acesso em: 12/02/2026

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