OSTEOTOMIA NIVELADORA DO PLATÔ TIBIAL MODIFICADA ASSOCIADA A TROCLEOPLASTIA EM BLOCO PARA TRATAMENTO DE INSUFICIÊNCIA DO LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL E LUXAÇÃO PATELAR MEDIAL GRAU II EM CÃO: RELATO DE CASO.

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
OSTEOTOMIA NIVELADORA DO PLATÔ TIBIAL MODIFICADA ASSOCIADA A TROCLEOPLASTIA EM BLOCO PARA TRATAMENTO DE INSUFICIÊNCIA DO LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL E LUXAÇÃO PATELAR MEDIAL GRAU II EM CÃO: RELATO DE CASO.
Autores
  • Pedro Domiciano Vieira Nobre
  • Lucas Perticarrari Bandeira Lira
  • Thiago Franco
  • Marco Aurelio Lins de Bene
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Medicina Veterinária
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1247595-osteotomia-niveladora-do-plato-tibial-modificada-associada-a-trocleoplastia-em-bloco-para-tratamento-de-insufici
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
ILCCr, TPLO-M, Trocleoplastia.
Resumo
RESUMO O ligamento cruzado cranial (LCCr) é uma estrutura fibrosa intra-articular do joelho, composta predominantemente por fibras colágenas, responsável por restringir o deslocamento cranial da tíbia em relação ao fêmur, limitar a rotação interna tibial e contribuir para a estabilidade dessa articulação durante o movimento. A Insuficiência do Ligamento Cruzado Cranial (ILCCr) é uma das afecções ortopédicas mais prevalentes na clínica de pequenos animais, acometendo principalmente cães de raças grandes, embora também apresente incidência em raças pequenas e em animais idosos, frequentemente em associação com processos degenerativos multifatoriais. A etiopatogenia envolve rupturas traumáticas e/ou rupturas por degeneração progressiva das fibras ligamentares, com consequente instabilidade articular, sinovite, dor e claudicação. A longo prazo, a instabilidade predispondo à progressão de osteoartrite é comum e compromete significativamente a qualidade de vida. A luxação patelar consiste no deslocamento da patela para fora do sulco troclear femoral, em direção medial ou lateral, comprometendo o mecanismo extensor do joelho. Na forma congênita, é comumente associada a malformações ósseas e alterações de eixo dos membros, sendo a luxação patelar medial congênita mais prevalente em raças miniatura e toy. A coexistência de ILCCr e luxação patelar agrava o desequilíbrio biomecânico articular, podendo acelerar a degeneração condral e a perda funcional. A gravidade clínica da luxação patelar é classificada em graus de I a IV, com sinais clínicos que variam de episódios intermitentes de claudicação a incapacidade funcional permanente, podendo haver associação com contraturas musculares secundárias e alterações compensatórias em outras articulações. O presente relato descreve um caso clínico de ILCCr concomitante a luxação patelar medial grau II no membro pélvico direito de um cão da raça Maltês, 12 anos e 5,2 kg. A anamnese revelou claudicação progressiva; o exame ortopédico apontou teste de gaveta cranial e teste de compressão tibial positivos, associados a evidência de deslocamento medial da patela mediante rotação interna tibial. A avaliação pré-operatória incluiu exames laboratoriais de rotina e radiografias ortogonais do joelho, com imagens direcionadas a mensurar o ângulo do platô tibial (TPA), executar o planejamento cirúrgico e avaliar a conformação troclear. Diante do quadro, optou-se por abordagem cirúrgica combinada: osteotomia de nivelamento do platô tibial modificada (TPLO-M) com objetivo de reduzir o TPA e neutralizar o avanço cranial da tíbia; realinhamento da tuberosidade tibial para correção do vetor de tração patelar; e trocleoplastia em bloco para aprofundamento do sulco troclear, preservando o fragmento de osso esponjoso para enxertia subsequente no degrau criado pela inclinação da placa fixadora da TPLO-M. A técnica combinada permitiu correção simultânea das alterações angulares e do desvio do mecanismo extensor, devolvendo ao paciente boa qualidade de vida e permitindo reabilitação mais rápida associada à fisioterapia precoce. O protocolo pós-operatório consistiu em analgesia, controle da inflamação, antibioticoterapia, restrição de atividade inicialmente rigorosa e início precoce de fisioterapia passiva, evoluindo para exercícios ativos controlados, com acompanhamento radiográfico em intervalos estabelecidos para monitorização da consolidação e posição do implante. Observou-se recuperação funcional progressiva, com redução da claudicação, retorno ao apoio e ausência de recidiva da luxação em acompanhamento a curto e médio prazo. Complicações potenciais discutidas incluem rejeição de implante, fratura da tuberosidade tibial, persistência de instabilidade, lesões meniscais residuais e progressão da osteoartrite, fatores que justificam acompanhamento clínico-radiográfico contínuo. A descrição deste caso evidencia que a associação de TPLO-M e trocleoplastia em bloco representa uma estratégia eficaz e viável para o tratamento simultâneo de ILCCr e luxação patelar em paciente de pequeno porte, proporcionando restauração biomecânica, alívio doloroso, melhora funcional e manutenção da capacidade locomotora a longo prazo.
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NOBRE, Pedro Domiciano Vieira et al.. OSTEOTOMIA NIVELADORA DO PLATÔ TIBIAL MODIFICADA ASSOCIADA A TROCLEOPLASTIA EM BLOCO PARA TRATAMENTO DE INSUFICIÊNCIA DO LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL E LUXAÇÃO PATELAR MEDIAL GRAU II EM CÃO: RELATO DE CASO... In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1247595-OSTEOTOMIA-NIVELADORA-DO-PLATO-TIBIAL-MODIFICADA-ASSOCIADA-A-TROCLEOPLASTIA-EM-BLOCO-PARA-TRATAMENTO-DE-INSUFICI. Acesso em: 12/02/2026

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