QUANDO O TRABALHO ADOECE: ENTENDENDO O BURNOUT, DA CAUSA À PREVENÇÃO, E A RESPONSABILIDADE DAS ORGANIZAÇÕES – MESA REDONDA

Publicado em 10/01/2026 - ISBN: 978-85-7814-633-7

Título do Trabalho
QUANDO O TRABALHO ADOECE: ENTENDENDO O BURNOUT, DA CAUSA À PREVENÇÃO, E A RESPONSABILIDADE DAS ORGANIZAÇÕES – MESA REDONDA
Autores
  • Fabiana Correa Mateus
  • Nathalia Caetano Tortola
  • Emerson de Souza Viana
  • Valquiria Aparecida Rossi
Modalidade
Edital de inscrição ( resumo expandido)
Área temática
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Psicologia
Data de Publicação
10/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1247081-quando-o-trabalho-adoece--entendendo-o-burnout-da-causa-a-prevencao-e-a-responsabilidade-das-organizacoes--me
ISBN
978-85-7814-633-7
Palavras-Chave
burnout, autogestão, saúde mental, trabalho, prevenção
Resumo
A proposta desta mesa redonda envolve um convite ao diálogo crítico e plural sobre o fenômeno do burnout, considerado um dos mais relevantes desafios para a saúde mental de nossa contemporaneidade. Diante de um cenário de ciclos laborais extenuantes, pressão por desempenho e laços sociais muitas vezes fragilizados em ambientes organizacionais e universitários, cresce a urgência de olhar para o sofrimento psíquico não apenas como reflexo individual, mas como expressão coletiva das dificuldades e contradições presentes no mundo do trabalho e da formação profissional. O esgotamento resultante do burnout não se limita à exaustão física ou emocional: abarca, sobretudo, a perda do sentido no fazer, o enfraquecimento das relações e a dificuldade crescente em conciliar expectativas institucionais e necessidades subjetivas. Assim, este debate parte da convicção de que a autogestão, entendida em sentido amplo como habilidade de gerir tempo, emoções e prioridades, constitui um vetor fundamental para repensarmos práticas e políticas em diferentes áreas, servindo de elo entre esferas profissionais, de liderança e de formação acadêmica. O primeiro pesquisador da mesa examina o burnout a partir do cotidiano do trabalho, lançando luz sobre fatores que frequentemente se normalizam – como jornadas prolongadas, pouca autonomia decisória e processos comunicacionais truncados. Mais do que elencar causas, busca-se aqui evidenciar os fios invisíveis que, urdidos nas estruturas e nas culturas organizacionais, pavimentam o terreno para o adoecimento. O pesquisador destaca a indissociabilidade entre saúde mental e políticas institucionais de longo prazo, em que práticas efetivas de autogestão, criação de canais de escuta ativa e programas de saúde coletiva transcendem intervenções pontuais. É nesse plano que a cultura organizacional se apresenta como terreno fértil para transformações pautadas pelo respeito, cooperação e desenvolvimento contínuo, desafiando perspectivas centradas apenas na responsabilização individual. Na sequência, outro pesquisador provoca uma análise sobre o papel da liderança para a prevenção ou agravamento do burnout. A gestão de pessoas, segundo sua argumentação, é sempre atravessada por aspectos subjetivos e institucionais. Ao fugir dos estereótipos tradicionais de liderança, enfatiza-se a urgência de gestores que cultivem práticas de autogestão, promovendo ambientes de confiança, segurança psicológica e engajamento genuíno, onde o feedback é ético, transparente e formativo. Tal abordagem encoraja a liderança a ser espelho e catalisador de mudanças, enfrentando tanto os desafios do cotidiano quanto a tensão entre resultados esperados e bem-estar coletivo. O debate se volta ao papel dos líderes na institucionalização de práticas preventivas e à potência da liderança como motor de transformação, capaz de influenciar positivamente todos os níveis da organização. Por fim, a mesa se detém sobre a vida acadêmica, explorando este espaço não apenas como ambiente de produção e reprodução do conhecimento, mas como solo fértil para o desenvolvimento das competências de autogestão e prevenção ao burnout. Numa época em que estudantes e docentes transitam entre múltiplas demandas, prazos rígidos e pressões por produtividade, as experiências vividas na universidade podem tanto desencadear sofrimento quanto abrir caminhos para a resiliência e para a reconstrução do sentido do trabalho futuro. O pesquisador que assume este recorte enfatiza a centralidade de políticas institucionais que privilegiem o cuidado, a escuta e o autocuidado, estimulando iniciativas colaborativas e valorizando a construção de trajetórias acadêmicas pautadas pelo equilíbrio, autonomia e pelo reconhecimento da dimensão subjetiva do aprender e ensinar. A interlocução entre essas três perspectivas propõe um novo olhar sobre o burnout, afastando diagnósticos simplistas e soluções frágeis. Ao valorizar a autogestão como práxis transversal a todas as esferas analisadas, a mesa se propõe a inspirar práticas institucionais inovadoras e comprometidas com o bem-estar coletivo, sem perder de vista as singularidades de cada contexto. Acredita-se que articular políticas, lideranças sensíveis e formação comprometida com a saúde integral possibilita trajetórias profissionais e acadêmicas mais éticas, solidárias e sustentáveis. Referências Barbieri, V., & Goulart, K. M. (2022). Autogestão na liderança: perspectivas contemporâneas e desafios organizacionais. Revista Eletrônica de Administração, 28(1), 100-115. https://doi.org/10.1590/rea.v28n1-2022 Oliveira, G. M., & Souza, M. R. F. (2023). Burnout, autogestão e saúde no trabalho: relações e intervenções possíveis. Psicologia: Ciência e Profissão, 43, e290269. https://doi.org/10.1590/1982-3703004290269 Organização Mundial da Saúde. (2022). Mental health at work. Recuperado de https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-at-work Pimenta, S. G., & Anastasiou, L. G. C. (2019). A vida acadêmica e a autogestão: desafios, possibilidades e limites. Educação em Revista, 35, e219351. https://doi.org/10.1590/0102-469819351
Título do Evento
Congresso Metodista 2025
Cidade do Evento
São Bernardo do Campo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Metodista – 2025
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MATEUS, Fabiana Correa et al.. QUANDO O TRABALHO ADOECE: ENTENDENDO O BURNOUT, DA CAUSA À PREVENÇÃO, E A RESPONSABILIDADE DAS ORGANIZAÇÕES – MESA REDONDA.. In: Anais do Congresso Metodista – 2025. Anais...Sao Bernardo do Campo(SP) Umesp, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-metodista-2025/1247081-QUANDO-O-TRABALHO-ADOECE--ENTENDENDO-O-BURNOUT-DA-CAUSA-A-PREVENCAO-E-A-RESPONSABILIDADE-DAS-ORGANIZACOES--ME. Acesso em: 14/02/2026

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