CUIDADO, AFETO E ANGÚSTIA NA CLÍNICA INFANTIL FENOMENOLÓGICO-HERMENÊUTICA

Publicado em 19/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2779-3

Título do Trabalho
CUIDADO, AFETO E ANGÚSTIA NA CLÍNICA INFANTIL FENOMENOLÓGICO-HERMENÊUTICA
Autores
  • EDILAINE HELENA SCABELLO CALAÇA DAS NEVES
  • Irene Borges-Duarte
Modalidade
Apresentação online
Área temática
I - PRÁTICAS PSICOLÓGICAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1537791-cuidado-afeto-e-angustia-na-clinica-infantil-fenomenologico-hermeneutica
ISBN
978-65-272-2779-3
Palavras-Chave
Criança; Cuidado; Afetividade; Angústia; Heidegger.
Resumo
Partindo da perspectiva heideggeriana sobre o aí-ser, buscamos compreender a criança em um estudo teórico que tem como fio condutor a noção de cuidado, de afetividade e de angústia, adotando como método a fenomenologia-hermenêutica. Compreender o sentido das experiências infantis e o modo como se constitui o ser da criança torna-se fundamental para uma ética que contemple a criança em sua autenticidade, de maneira “medidativa”. De acordo com Borges-Duarte o ser-o-aí (do ser) é o cuidar de, o “estar ocupado no viver cotidiano” (Besorgen), sem deixar de lado o matiz de preocupação (Besorgnis) que é receio, apreensão. Ser-no-mundo significa tratar com o mundo, demorar-se, residindo nele à maneira de um executar, efetuar e levar à cabo; além de observar, perguntar e definir. O cuidado essencial é também solicitude, cuidado de si e dos outros (Fürsorge) que, como nós, são ek-sistentes à maneira do Dasein. A afetividade como estruturante do ser-em é centrada naquilo que constitui o “entre”, a relação constitutiva do Dasein no seu caráter ontológico: a capacidade de “dizer” para ser e, assim agindo, ser; o compreender e a abertura no seu sentido mais próprio e primordial, onde encontramo-nos e afetamo-nos com tudo o que vêm ao encontro. A afeição manifesta-se faticamente nos mais diversos afetos e sentimentos (adesão, rejeição, plenitude, falta ou meros matizes de humor), os quais nos permitem apreender a realidade mundana e a forma de nos encontrarmos com ela (acolhendo-a ou recusando-a). Apesar de apresentar uma ontologia do ser e não da criança, Heidegger diz que o que está em questão é um ser-aí humano, de caráter essencialmente histórico, ainda que simplesmente não o reconheçamos. Vê a criança como um ente indeterminado e que enquanto ser-no-mundo, "mostra-se", desde sempre, mesmo que não nos damos conta de tal desvelamento. É um ente que pertence a uma fase cronológica daquele que tem o modo de ser do Dasein. A angústia dá o solo fenomenológico para a concepção explícita da originária totalidade ontológica do Dasein, cujo ser desvela-se como cuidado e é absoluta inquietude. Ao buscarmos referências, tendemos ao fechamento: um caráter de velamento da condição existencial de abertura, sendo que no espaço terapêutico podemos ser interpelados pela convocação à iluminação do obscurecer do ser da criança, cuidarmos e sermos cuidados; lançar luz à disposição que afina o modo de abertura àquilo que somos e se anuncia como a angústia, inerente ao existir.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NEVES, EDILAINE HELENA SCABELLO CALAÇA DAS; BORGES-DUARTE, Irene. CUIDADO, AFETO E ANGÚSTIA NA CLÍNICA INFANTIL FENOMENOLÓGICO-HERMENÊUTICA.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1537791-CUIDADO-AFETO-E-ANGUSTIA-NA-CLINICA-INFANTIL-FENOMENOLOGICO-HERMENEUTICA. Acesso em: 13/10/2026

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