A NORMATIZAÇÃO DA VIDA E O APAGAMENTO DA EXISTÊNCIA NAS ESTRUTURAS SOCIAIS CONTEMPORÂNEAS

Publicado em 19/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2779-3

Título do Trabalho
A NORMATIZAÇÃO DA VIDA E O APAGAMENTO DA EXISTÊNCIA NAS ESTRUTURAS SOCIAIS CONTEMPORÂNEAS
Autores
  • Carolinne Renke Brandão Pantoja Vaz
  • Sândalo Krishna Madeira Ventura
Modalidade
Apresentação presencial
Área temática
II - PSICOLOGIA E QUESTÕES SOCIAIS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1531437-a-normatizacao-da-vida-e-o-apagamento-da-existencia-nas-estruturas-sociais-contemporaneas
ISBN
978-65-272-2779-3
Palavras-Chave
Saúde mental; Subjetividade; Normalização; Justiça social; Existência.
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar criticamente como os processos de normatização presentes nas estruturas sociais contemporâneas influenciam a relação do sujeito consigo mesmo, com os outros e com sua própria existência.Trata-se de um ensaio teórico de orientação fenomenológico-existencial, fundamentado principalmente nas contribuições de Heidegger acerca da impessoalidade e da perda de si, e de Kierkegaard sobre o desespero e o tornar-se si mesmo, articuladas à compreensão literária dos conflitos da existência presentes em Dostoiévski. As estruturas sociais contemporâneas operam por meio da redução da complexidade humana, estabelecendo padrões que favorecem previsibilidade, adaptação e reconhecimento social.Nesse contexto, o sujeito passa a ser compreendido a partir de categorias, títulos, funções ou definições que frequentemente obscurecem sua história, singularidade e profundidade existencial.A vida social tende à imediatidade, enquanto formas de existência que escapam aos modelos dominantes encontram dificuldades para serem reconhecidas em sua legitimidade. A análise desenvolvida indica que a busca por pertencimento e validação social frequentemente conduz à adequação a parâmetros impessoais.Nesse movimento, o indivíduo pode afastar-se de sua própria experiência para corresponder às expectativas socialmente estabelecidas. A aceitação passa a depender da conformidade, enquanto a singularidade é progressivamente substituída por modelos considerados desejáveis ou corretos. Como consequência, a diversidade das experiências humanas tende a ser reduzida a formas homogêneas de existência, produzindo alienação, sofrimento e dificuldades no reconhecimento das diferenças. Sob essa perspectiva, a normatização da vida revela um paradoxo. Ao mesmo tempo em que promove integração social, pode contribuir para o enfraquecimento da relação do sujeito consigo mesmo, favorecendo experiências de angústia, desenraizamento e perda de sentido. Conclui-se que a padronização das formas de vida tensiona os próprios ideais de democracia, justiça social e diversidade ao condicionar o reconhecimento do sujeito à adequação a expectativas previamente estabelecidas. Nesse sentido, a possibilidade de ruptura emerge da relação crítica com a própria experiência. É preciso duvidar de tudo, inclusive dos referenciais que se apresentam como universais e legítimos, abrindo espaço para formas de existência que preservem a singularidade humana e a pluralidade das maneiras de ser.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VAZ, Carolinne Renke Brandão Pantoja; VENTURA, Sândalo Krishna Madeira. A NORMATIZAÇÃO DA VIDA E O APAGAMENTO DA EXISTÊNCIA NAS ESTRUTURAS SOCIAIS CONTEMPORÂNEAS.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1531437-A-NORMATIZACAO-DA-VIDA-E-O-APAGAMENTO-DA-EXISTENCIA-NAS-ESTRUTURAS-SOCIAIS-CONTEMPORANEAS. Acesso em: 06/10/2026

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