MORTE COMO ATO DE EXISTIR E A AGÊNCIA DO SELF NA ESQUIZOFRENIA: UM ESTUDO DE CASO FENOMENOLÓGICO

Publicado em 19/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2779-3

Título do Trabalho
MORTE COMO ATO DE EXISTIR E A AGÊNCIA DO SELF NA ESQUIZOFRENIA: UM ESTUDO DE CASO FENOMENOLÓGICO
Autores
  • isabela maia feitosa
  • Maria Clara de Vasconcelos Romero
  • Lucas Bloc
  • Camila Pereira de Souza
Modalidade
Apresentação online
Área temática
I - PRÁTICAS PSICOLÓGICAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1531418-morte-como-ato-de-existir-e-a-agencia-do-self-na-esquizofrenia--um-estudo-de-caso-fenomenologico
ISBN
978-65-272-2779-3
Palavras-Chave
Esquizofrenia, Suicídio, Psicopatologia Fenomenológica, Estudo de Caso.
Resumo
A esquizofrenia é um fenômeno complexo, marcado por uma prevalência de ideação suicida de cerca de 34,5% ao longo da vida, sendo o suicídio uma das principais causas de morte prematura nessa população. Nesses casos, os sintomas negativos, como embotamento afetivo e isolamento social, são insuficientes para compreender os sentidos da vivência do paciente diante de um sofrimento latente integrado à vida, como o distanciamento social profundo. A Psicopatologia Fenomenológica emerge como via para compreender a esquizofrenia além da nosografia clássica, especialmente quanto às alterações existenciais do self, vividas como estranhamento radical de si e dos outros. O objetivo deste trabalho é discutir as ideações suicidas apresentadas por Iago (nome fictício), em seu funcionamento esquizofrênico, a partir da lente da Psicopatologia Fenomenológica. Para o estudo de caso, foram utilizados como instrumentos as transcrições de sessões da psicoterapeuta, suas versões de sentido, a análise dos prontuários institucionais e cartas produzidas pelo paciente. Iago, um jovem negro trans, foi acompanhado em psicoterapia individual por um ano, na clínica-escola de uma instituição de ensino superior (IES). Ele tem crises desde os 13 anos de idade e passou por múltiplas internações. Recebeu diversos diagnósticos e tomou altas doses de medicação, mas os sintomas e o desejo de morrer perduram. Iago passa a contemplar o matar-se enquanto alternativa de alívio para sua exaustão. Compreende-se essa angústia como fundada em um senso profundo de solidão e em experiências de inadequação, abandono e desamparo na percepção de si e de um sentimento de incompatibilidade com o mundo. Isso evidencia o caráter inquietante de “ser diferente”, para além da aprendizagem de habilidades sociais. A ideação suicida aponta para uma passagem ao ato que evoca sua autonomia e exige uma agência capaz de ocupar o centro da própria corporeidade e do senso de agência, o que é particularmente desafiador no âmbito da desordem do self. Conclui-se que Iago encarna esse nível de alienação e idealiza no suicídio a autonomia sobre o próprio corpo. A psicoterapeuta observa a demanda por senso de agência da própria existência como fundo da ideação suicida e passa a operar o cuidado na convocação do paciente para o centro da narrativa de sua experiência vivida.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FEITOSA, isabela maia et al.. MORTE COMO ATO DE EXISTIR E A AGÊNCIA DO SELF NA ESQUIZOFRENIA: UM ESTUDO DE CASO FENOMENOLÓGICO.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1531418-MORTE-COMO-ATO-DE-EXISTIR-E-A-AGENCIA-DO-SELF-NA-ESQUIZOFRENIA--UM-ESTUDO-DE-CASO-FENOMENOLOGICO. Acesso em: 06/10/2026

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