O CONTO “CHANTAL” E A FASE MORAL DO PENSAMENTO DE SIMONE DE BEAUVOIR

Publicado em 19/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2779-3

Título do Trabalho
O CONTO “CHANTAL” E A FASE MORAL DO PENSAMENTO DE SIMONE DE BEAUVOIR
Autores
  • Luana de Matos Guimarães
  • Rodolfo Rodrigues de Souza
Modalidade
Apresentação presencial
Área temática
III - PSICOLOGIA E QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1531219-o-conto-chantal-e-a-fase-moral-do-pensamento-de-simone-de-beauvoir
ISBN
978-65-272-2779-3
Palavras-Chave
Simone de Beauvoir, Ética existencialista, Fenomenologia, Má-fé, Seriedade.
Resumo
O estudo analisa o conto Chantal, de Quando o espiritual domina, de Simone de Beauvoir, em articulação com Pirro e Cinéias e Por uma moral da ambiguidade, obras que compõem a chamada fase moral de seu pensamento. O objetivo é examinar de que modo o conto encena, na concretude da experiência vivida das personagens, noções filosóficas centrais dessa fase - em particular má-fé, seriedade e contemplação estética - e quais implicações esse movimento tem para a compreensão da condição humana e para a prática clínica psicológica. A análise é conduzida por leitura filosófico-literária de orientação fenomenológico-existencialista, que toma o vivido ficcional como lugar de elaboração de problemas éticos e não como ilustração de teses previamente estabelecidas, isto é, não se trata de aplicar conceitos ao texto, mas de deixar que as situações narradas iluminem e sejam iluminadas pelas noções filosóficas desenvolvidas por Beauvoir em sua fase moral. Argumenta-se que o conto articula a crítica beauvoiriana à moralidade espiritualista com a questão da má-fé, da seriedade e da busca por autenticidade, com questões concretas sobre a situação das mulheres que permanecem atuais, o que evidencia a atualidade da crítica beauvoiriana. Além disso, a contraposição entre as personagens Chantal e Andrée configura dois modos de relação com a própria liberdade - e, por extensão, dois modos de presença clínica. De um lado, a má-fé de Chantal, do outro, o despertar de Andrée, não se tratando de casos isolados, mas da mesma estrutura existencial vista de dois ângulos - o da recusa e o da abertura. O conto oferece um horizonte ético para a clínica psicológica fenomenológico-existencialista, pois evidencia que a má-fé de Chantal e a situação de opressão vivida por Andrée não são fenômenos da mesma ordem: a primeira é recusa livre de si; a segunda acena para o peso de condições que limitam o próprio exercício da liberdade. Essa distinção tem consequências diretas para a clínica, pois reconhecer as marcas de opressão que atravessam o encontro clínico não é reduzir uma pessoa à sua facticidade, mas criar condições para que a liberdade possa ser exercida de modo situado, o que o conto encena, ainda que ficcionalmente, com precisão ética. Conclui-se que os textos literários iniciais de Beauvoir oferecem contribuições para a compreensão da condição humana e para os fundamentos de uma ética da ambiguidade com relevância filosófica e clínica.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GUIMARÃES, Luana de Matos; SOUZA, Rodolfo Rodrigues de. O CONTO “CHANTAL” E A FASE MORAL DO PENSAMENTO DE SIMONE DE BEAUVOIR.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1531219-O-CONTO-CHANTAL-E-A-FASE-MORAL-DO-PENSAMENTO-DE-SIMONE-DE-BEAUVOIR. Acesso em: 06/10/2026

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