O PAPEL DO SILÊNCIO NA CLÍNICA DASEINSANALÍTICA

Publicado em 19/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2779-3

Título do Trabalho
O PAPEL DO SILÊNCIO NA CLÍNICA DASEINSANALÍTICA
Autores
  • Fernanda Soares Guglielmelli
  • Lucas de Paula Alves Oliveira
Modalidade
Apresentação presencial
Área temática
I - PRÁTICAS PSICOLÓGICAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1531183-o-papel-do-silencio-na-clinica-daseinsanalitica
ISBN
978-65-272-2779-3
Palavras-Chave
Silêncio, psicoterapia, Daseinsanálise
Resumo
O presente trabalho busca explicitar o trabalho clínico daseinsanalítico do terapeuta e o silêncio enquanto meio de abertura, que possibilita o desvelamento do paciente. Na atual Era da Técnica, vivemos em uma temporalidade apressada, barulhenta e sem pausas. A terapia surge como espaço singular e oportuno para abertura de uma nova temporalidade, onde o terapeuta daseinsanalista se faz presente a partir de uma escuta sensível e não busca preencher o silêncio com respostas ou prescrições, mas sim devolver o cuidado para aquele que a procura. O silêncio, muitas vezes visto como angustiante ou inútil, busca justamente o aparecimento do outro, acompanhando-o em seu próprio tempo, visto que é se aproximando da angústia que o dasein pode se aproximar mais de si mesmo. Tal angústia possivelmente provocada pelo silêncio que se instala na terapia pode ser experimentada tanto pelo paciente quanto pelo terapeuta. A ausência de respostas ou soluções reflete aquilo que é mais próprio do ser humano: a indeterminação. O modo de ser cotidiano busca constantemente evitar o confronto com tal condição, anestesiando-se na impessoalidade e nas determinações da tradição. Então os ruídos vindos dos valores, de convicções pessoais e dos significados ditados pelo senso comum impregnam tudo aquilo que se experiencia. Também estando no mundo, o terapeuta se vê convocado a aplacar a angústia. Existe uma dificuldade comum quando se trata do fazer silêncio e de sustentá-lo, seja pelo desejo de amenizar a angústia daquele que sofre, seja para amenizar a própria angústia e impotência do terapeuta. Apesar disso, algumas quebras de silêncio ajudam a encobrir mais uma vez aquilo que não se quer entrar em contato, uma vez que a linguagem ao mesmo tempo que desvela, também encobre o fenômeno. Sendo assim, é na abertura desse vazio e por meio da atitude respeitosa e silenciosa é possível testemunhar e honrar aquela história. Cabe ressaltar que sustentar ou interromper um silêncio não decorre de uma regra técnica, um procedimento que afirma como deve ser, mas da abertura do terapeuta para o momento vivido, de uma escuta sensível. Trata-se menos de decidir o que fazer e mais de corresponder ao modo como o paciente está sendo naquele instante. Em síntese, o silêncio na clínica daseinsanalítica, como outros fenômenos, só pode ser compreendido na situação concreta da relação terapeuta-paciente.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GUGLIELMELLI, Fernanda Soares; OLIVEIRA, Lucas de Paula Alves. O PAPEL DO SILÊNCIO NA CLÍNICA DASEINSANALÍTICA.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1531183-O-PAPEL-DO-SILENCIO-NA-CLINICA-DASEINSANALITICA. Acesso em: 06/10/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes