O CARÁTER DE CRIAÇÃO COLETIVA NA SUPERVISÃO EM FENOMENOLOGIA-EXISTENCIAL

Publicado em 19/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2779-3

Título do Trabalho
O CARÁTER DE CRIAÇÃO COLETIVA NA SUPERVISÃO EM FENOMENOLOGIA-EXISTENCIAL
Autores
  • Jayne Patricia Silva De Araújo
  • Ana Izabel Oliveira Lima
Modalidade
Apresentação online
Área temática
I - PRÁTICAS PSICOLÓGICAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1531173-o-carater-de-criacao-coletiva-na-supervisao-em-fenomenologia-existencial
ISBN
978-65-272-2779-3
Palavras-Chave
Supervisão clínica, fenomenologia-existencial, fazer clínico
Resumo
A supervisão clínica, no âmbito da fenomenologia-existencial, configura-se como um espaço de problematização do fazer clínico, no qual o profissional é convocado a sustentar um pensamento próprio, sem recorrer a respostas prontas ou à aplicação de técnicas previamente estabelecidas. Nesse contexto, o vivido na clínica, muitas vezes opaco no decorrer da sessão, pode ganhar novos contornos ao ser retomado na linguagem, favorecendo o desvelamento do fenômeno no exercício do dizer e do escutar. Mais do que um dispositivo técnico, a supervisão constitui-se como um campo relacional sustentado por uma presença ética, capaz de acolher a angústia, a dúvida e a indeterminação inerentes ao encontro clínico. Trata-se de um espaço que não se orienta pelo “ter-de-ser”, mas pelo “deixar-aparecer”, possibilitando a emergência da singularidade do profissional em formação e o refinamento da escuta. Nesse movimento, a supervisão assume um caráter coletivo ao operar como exercício de desnaturalização do olhar. Ao compartilhar narrativas clínicas e interrogar modos de compreensão, os participantes são convocados a estranhar aquilo que tende à automatização no cotidiano. Essa dinâmica se organiza a partir de uma ética do “pensar-juntos”, na qual o supervisor não ocupa o lugar de detentor do saber, mas sustenta um campo de interlocução. Sob essa perspectiva, a supervisão fenomenológico-existencial não prescreve gestos clínicos, tampouco se reduz à ausência de direção. Trata-se de sustentar a abertura diante da complexidade dos fenômenos, reconhecendo que as decisões emergem de um campo marcado por tensões, ambiguidades e múltiplas possibilidades de sentido. A transmissão do saber, nesse contexto, aproxima-se de um fazer artesanal, que exige tempo, escuta e disponibilidade para o inacabado. Assim, a supervisão se afirma como um espaço de co-construção, no qual o conhecimento é tecido na relação. Mais do que produzir respostas eficazes, esse processo sustenta uma clínica interrogativa e eticamente comprometida com a complexidade da existência humana.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ARAÚJO, Jayne Patricia Silva De; LIMA, Ana Izabel Oliveira. O CARÁTER DE CRIAÇÃO COLETIVA NA SUPERVISÃO EM FENOMENOLOGIA-EXISTENCIAL.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1531173-O-CARATER-DE-CRIACAO-COLETIVA-NA-SUPERVISAO-EM-FENOMENOLOGIA-EXISTENCIAL. Acesso em: 06/10/2026

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