DA VIOLÊNCIA À RESISTÊNCIA: A ARTE COMO DENÚNCIA E SUBVERSÃO FEMININA

Publicado em 19/08/2026

Título do Trabalho
DA VIOLÊNCIA À RESISTÊNCIA: A ARTE COMO DENÚNCIA E SUBVERSÃO FEMININA
Autores
  • Isabel Da Motta Landes
  • Thaís Leite Reis
Modalidade
Apresentação presencial
Área temática
II - PSICOLOGIA E QUESTÕES SOCIAIS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1530915-da-violencia-a-resistencia--a-arte-como-denuncia-e-subversao-feminina
ISSN
Palavras-Chave
Violência de gênero, arte, resistência, subjetividade
Resumo
O presente estudo tem como objetivo refletir sobre a violência de gênero à luz da perspectiva fenomenológico-existencial, compreendendo a arte como dispositivo de denúncia, resistência e subversão. Parte-se da proposição de Simone de Beauvoir (2016), ao afirmar que a condição feminina não é um dado natural, mas uma construção histórica e social, evidenciando que o patriarcado se sustenta por meio da naturalização de desigualdades e da legitimação de papéis sociais rigidamente definidos. Nesse sentido, busca-se problematizar como tais construções operam na manutenção das diversas formas de violência contra as mulheres e investigar de que modo a arte pode contribuir para a desnaturalização dessas estruturas. No delineamento do estudo, observa-se que a inserção das mulheres no espaço público, intensificada a partir da Revolução Industrial, ampliou suas possibilidades de existência, mas também produziu novas formas de vulnerabilidade, como a sobrecarga de funções, a precarização do trabalho e a persistência da violência doméstica, do assédio moral e sexual (Saffioti, 2015). Tais violências extrapolam o plano físico, manifestando-se de maneira simbólica e estrutural, impactando profundamente as dimensões sociais, econômicas e psicológicas da vida das mulheres (CREPOP, 2012). A partir de uma abordagem teórico-reflexiva, fundamentada na fenomenologia existencial, compreende-se que a arte se configura como um espaço privilegiado de elaboração da experiência, ao tensionar discursos hegemônicos, desestabilizar verdades naturalizadas e abrir possibilidades de ressignificação do existir (Arendt, 2008; Heidegger, 2000). Nesse contexto, destacam-se produções artísticas como as de Frida Kahlo, que transforma a dor em linguagem estética e política; Elza Soares, que ressignifica vivências de violência em potência criativa e denúncia social; e Simone de Beauvoir, cuja obra filosófica e literária explicita os mecanismos de opressão e silenciamento das mulheres. Tais expressões tornam visíveis experiências historicamente invisibilizadas e operam como práticas de resistência e afirmação subjetiva (Kuhnert, 2018). Por fim, compreende-se que o enfrentamento à violência de gênero demanda também transformações nas formas de subjetivação e nas relações sociais, sendo a arte um campo de liberdade e criação que possibilita às mulheres afirmarem-se como sujeitos de suas próprias existências e produzirem novos modos de ser no mundo.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LANDES, Isabel Da Motta; REIS, Thaís Leite. DA VIOLÊNCIA À RESISTÊNCIA: A ARTE COMO DENÚNCIA E SUBVERSÃO FEMININA.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1530915-DA-VIOLENCIA-A-RESISTENCIA--A-ARTE-COMO-DENUNCIA-E-SUBVERSAO-FEMININA. Acesso em: 28/09/2026

Trabalho

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