QUANDO O CORPO NEGRO FALA: PERCURSOS DE UMA ONTOLOGIA NEGRA NA PSICOTERAPIA FENOMENOLÓGICA-EXISTENCIAL

Publicado em 19/08/2026

Título do Trabalho
QUANDO O CORPO NEGRO FALA: PERCURSOS DE UMA ONTOLOGIA NEGRA NA PSICOTERAPIA FENOMENOLÓGICA-EXISTENCIAL
Autores
  • Ana Letícia Rodrigues Pitanga
Modalidade
Apresentação presencial
Área temática
II - PSICOLOGIA E QUESTÕES SOCIAIS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1529903-quando-o-corpo-negro-fala--percursos-de-uma-ontologia-negra-na-psicoterapia-fenomenologica-existencial
ISSN
Palavras-Chave
fenomenologia; corpo-quilombo; ontologia; clínica de situações; relações raciais
Resumo
O presente trabalho propõe refletir sobre os modos de existir do corpo negro na psicoterapia fenomenológico-existencial, articulando essa abordagem com epistemologias negras e com o campo das relações raciais. Parte-se do objetivo de tensionar os fundamentos universalizantes da fenomenologia e do existencialismo, especialmente no que diz respeito à constituição do sujeito, a fim de construir uma leitura situada da experiência negra. No desenvolvimento, são mobilizadas as contribuições da fenomenologia husserliana e do existencialismo sartreano, sobretudo os conceitos de consciência, intencionalidade, liberdade e projeto existencial, em diálogo crítico com autores como Frantz Fanon, Neusa Santos Souza e Beatriz Nascimento. A partir dessa articulação, evidencia-se que a subjetividade negra é atravessada por processos históricos de racialização que interferem na possibilidade de constituição do sujeito como ser-para-si, uma vez que o olhar racializado do outro tende a fixá-lo na condição de objeto. Nesse contexto, o racismo opera como limitação ontológica e existencial, impactando o campo de possibilidades do sujeito negro. Como contraponto, discute-se o tornar-se negro enquanto processo político e existencial de ressignificação identitária, articulado ao conceito de corpo-quilombo, que opera como um dispositivo teórico-metodológico ao possibilitar a leitura do corpo negro como território de memória, resistência e produção de existência, ao mesmo tempo em que orienta práticas clínicas implicadas com a dimensão histórica, coletiva e racial da subjetividade. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa teórico-conceitual de caráter qualitativo, baseada em revisão bibliográfica e análise crítica de referenciais filosóficos e psicossociais. Por fim, aponta-se a necessidade de uma clínica implicada, situada e sensível às dimensões históricas, culturais e raciais da experiência, como propõe a Clínica de Situações, defendendo uma prática comprometida com a reconstrução do projeto existencial e a ampliação das possibilidades de ser no mundo.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PITANGA, Ana Letícia Rodrigues. QUANDO O CORPO NEGRO FALA: PERCURSOS DE UMA ONTOLOGIA NEGRA NA PSICOTERAPIA FENOMENOLÓGICA-EXISTENCIAL.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1529903-QUANDO-O-CORPO-NEGRO-FALA--PERCURSOS-DE-UMA-ONTOLOGIA-NEGRA-NA-PSICOTERAPIA-FENOMENOLOGICA-EXISTENCIAL. Acesso em: 28/09/2026

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