PERSPECTIVAS FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIAIS SOBRE TÉDIO, APATIA, NEUTRALIDADE E DESVITALIZAÇÃO NA CLÍNICA CONTEMPORÂNEA

Publicado em 19/08/2026

Título do Trabalho
PERSPECTIVAS FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIAIS SOBRE TÉDIO, APATIA, NEUTRALIDADE E DESVITALIZAÇÃO NA CLÍNICA CONTEMPORÂNEA
Autores
  • Teresa Raquel Vassali Costa Borel
Modalidade
Apresentação presencial
Área temática
I - PRÁTICAS PSICOLÓGICAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1529875-perspectivas-fenomenologico-existenciais-sobre-tedio-apatia-neutralidade-e-desvitalizacao-na-clinica-contempor
ISSN
Palavras-Chave
Tédio; Apatia; Neutralidade; Clínica; Fenomenológico-Existencial
Resumo
O presente trabalho investiga discursos sobre a imobilidade e a indisposição de estar no mundo, manifestos em relatos de apatia, neutralidade, desvitalização e tédio. Tais fenômenos, recorrentes na clínica contemporânea, tornam relevante o aprimoramento da escuta clínica sob a perspectiva fenomenológico-existencial. O referencial teórico fundamenta-se no pensamento de Søren Kierkegaard e na Daseinsanalyse de Medard Boss, que abarcam o ser humano (Dasein) como "abertura, possibilidade para a possibilidade, vir-a-ser e ser-no-mundo". Metodologicamente, trata-se de um estudo qualitativo de caráter clínico-teórico. O corpus da análise é constituído por recortes de situações clínicas de psicoterapia fenomenológico-existencial, selecionados por sua relevância diagnóstica frente à desvitalização. A análise foi construída pela interlocução dialógica entre relatos clínicos e teoria, descrevendo as transformações na relação com o tempo, o mundo e as possibilidades existenciais, preservando-se o sigilo ético e o anonimato. Nesse horizonte, o tédio surge quando a abertura existencial é obstruída, resultando em existências apáticas sem horizontes reais. Na prática clínica, observa-se profunda neutralidade afetiva. O "Paciente X" ilustra essa condição ao manter uma atitude neutra inclusive diante do adoecimento oncológico de sua mãe. Já a "Paciente Y" evidencia uma dessensibilização afetiva, na qual o mundo deixa de solicitar seu interesse, e a curiosidade sobre si mesma desaparece. Em Kierkegaard, distinguem-se duas faces desse fenômeno: o tédio como paralisia (Diapsalmata), em que a vida é "vazio", e o tempo é parado; e a face discutida em A Rotação das Culturas, que o apresenta como "raiz de todo o mal". Esse estado gera um movimento frenético de fuga — um "histerismo" estético — que busca o "interessante" para evitar o vazio, como observado na absorção excessiva em jogos eletrônicos. Conclui-se que o tédio se configura como um estreitamento do horizonte de possibilidades e obstrução da abertura de mundo, não sendo uma escolha deliberada simples. A tarefa clínica é sustentar uma escuta que acompanhe essa desvitalização, permitindo que o paciente resgate o interesse e o movimento existencial.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BOREL, Teresa Raquel Vassali Costa. PERSPECTIVAS FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIAIS SOBRE TÉDIO, APATIA, NEUTRALIDADE E DESVITALIZAÇÃO NA CLÍNICA CONTEMPORÂNEA.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1529875-PERSPECTIVAS-FENOMENOLOGICO-EXISTENCIAIS-SOBRE-TEDIO-APATIA-NEUTRALIDADE-E-DESVITALIZACAO-NA-CLINICA-CONTEMPOR. Acesso em: 29/09/2026

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