A PSICOLOGIA COMO PRÁTICA INTUITIVA

Publicado em 19/08/2026

Título do Trabalho
A PSICOLOGIA COMO PRÁTICA INTUITIVA
Autores
  • Gisele Ramos Cardoso Pinto
  • Kamila da Rocha Silva
Modalidade
Apresentação presencial
Área temática
II - PSICOLOGIA E QUESTÕES SOCIAIS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1529867-a-psicologia-como-pratica-intuitiva
ISSN
Palavras-Chave
Ancestralidade, Intuição, Psicologia Clínica
Resumo
INTRODUÇÃO: Essa proposta tem o intuito de pensar a intuição no fazer da psicologia. Há visões que a apontam como gesto que surge a partir da memória de estudos. Outras, como a fenomenologia, a partir dos escritos de Husserl. Todavia, para nós, a intuição é instrumento ancestral. OBJETIVOS: Abordar a intuição como ferramenta de manejo psicoterapêutico; Ampliar discussões acerca do lugar da neutralidade da pessoa terapeuta. DESENVOLVIMENTO: Abordamos aqui reflexões acerca da psicologia para além de técnicas. A primeira experiência que nos fez pensar a intuição foi a assistência social, em que profissionais são constantemente desafiados a lidar com situações emblemáticas. Diante disso, a intuição compôs estratégias de manejo. Já em nossos consultórios, bebemos de fontes de aprendizados e autocuidado que monta um balaio fundamental. No entanto, percebemos que tais saberes sozinhos não sustentam a prática. Dar espaço à intuição na psicologia é se instrumentalizar de um repertório que potencializa o trabalho com reflexões de sobrevivência dentro de uma sociedade neoliberal, misógina, racista e ecocida. Ademais, é oportuno refletir que estar em coletivo é meio de aprimorar nossa intuição. Outro ponto é que ao atuar, profissionais precisam entender quais são seus marcadores sociais (raça, gênero, classe) apresentando criticidade frente a isso, o que contribui para que a intuição tenha espaço com letramento sobre quem nós somos, para além do repertório profissional. Desse modo, cada vez que encontramos uma nova pessoa para atendimento, é necessário reservar um espaço para não saber. Essas encruzilhadas abrem caminhos para intervenções éticas, sob auto olhar crítico. Assim, nos percebemos enquanto pessoas e o que precisamos para compor o trabalho de forma intuitiva. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Tratando-se de uma perspectiva fenomenológica decolonial, se pensarmos nas culturas originárias, sobretudo o que se passa de experiência, a intuição vem por eventos que nossos corpos atravessam por meio do tempo visto de forma circular e infindável. Ao enfatizar a relevância de uma prática clínica intuitiva pessoas psicólogas podem tornar-se mais seguras, confiando no que sentem. Ao trazer a intuição entrelaçada a ancestralidade, falamos sobre culturas de povos que deixaram riquezas por meio de gestos artísticos, contato com a natureza e cuidado coletivo. A partir desse cuidado deixado como herança que o fazer da psicologia como prática intuitiva se faz fundamental em Pindorama.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PINTO, Gisele Ramos Cardoso; SILVA, Kamila da Rocha. A PSICOLOGIA COMO PRÁTICA INTUITIVA.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1529867-A-PSICOLOGIA-COMO-PRATICA-INTUITIVA. Acesso em: 28/09/2026

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