HABITAR O HOSPITAL: REFLEXÕES FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIAIS SOBRE O CUIDADO E A EXPERIÊNCIA DE ADOECIMENTO

Publicado em 19/08/2026

Título do Trabalho
HABITAR O HOSPITAL: REFLEXÕES FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIAIS SOBRE O CUIDADO E A EXPERIÊNCIA DE ADOECIMENTO
Autores
  • Tassiani Turra
  • Pedro Vitor Barnabé Milanesi
Modalidade
Apresentação online
Área temática
I - PRÁTICAS PSICOLÓGICAS
Data de Publicação
19/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1529279-habitar-o-hospital--reflexoes-fenomenologico-existenciais-sobre-o-cuidado-e-a-experiencia-de-adoecimento
ISSN
Palavras-Chave
Palavras-chaves: Habitar; Hospital; Fenomenologia existencial; Cuidado; Oncologia.
Resumo
O presente trabalho propõe uma reflexão fenomenológico-existencial acerca dos modos de habitar o hospital, especialmente no contexto da enfermaria de oncologia, tomando como guia o pensamento de Martin Heidegger quanto à compreensão do habitar como traço fundamental do ser humano. Habitar não se reduz à ocupação de um espaço, mas diz respeito ao modo como o ser humano é no mundo. Discute-se como o habitar se relaciona com o construir e o pensar (ser), sendo o construir compreendido como aquilo que possibilita e resguarda o habitar. Nesse sentido, o objetivo é explicitar como é possível habitar o hospital, compreendendo-o como campo de cuidado e como espaço fenomênico que modula a vida fática de pacientes e acompanhantes quando a hospitalização se impõe como necessidade. A partir da noção de ser-no-mundo e da prática da autora, entende-se que o hospital não é apenas um local organizado pela técnica, mas um espaço que incide diretamente na maneira como o sujeito se relaciona com o mundo, com os outros e com sua própria existência. Em situações de adoecimento, especialmente em contextos oncológicos, observa-se uma ruptura com o cotidiano, perda de familiaridade e a tendência à objetificação do corpo, o que pode dificultar a sustentação de um modo próprio de habitar. Contudo, o hospital também pode constituir-se como espaço de abertura, no qual se torna possível uma reinterpretação da própria história, a apropriação da experiência vivida e a reconstrução de sentidos, inclusive diante da finitude. Nessa direção, o cuidado é compreendido como possibilidade de resguardar o ser, favorecendo modos de aproximação que permitam ao paciente relacionar-se com sua condição de maneira mais própria. Assim, o hospital pode tanto restringir quanto possibilitar o habitar, a depender dos modos de cuidado que ali se instauram. Considera-se, por fim, que a atuação psicológica orientada por uma perspectiva fenomenológico-existencial pode contribuir para a humanização do cuidado, ao sustentar a escuta, a presença e o reconhecimento da singularidade, abrindo espaço para que o sujeito, mesmo em meio à vulnerabilidade, possa encontrar modos possíveis de habitar sua própria vida.
Título do Evento
II Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico Existencial
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TURRA, Tassiani; MILANESI, Pedro Vitor Barnabé. HABITAR O HOSPITAL: REFLEXÕES FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIAIS SOBRE O CUIDADO E A EXPERIÊNCIA DE ADOECIMENTO.. In: Anais do Congresso Internacional de Psicologia Fenomenológico-Existencial. Anais...Rio de Janeiro(RJ) South American Copacabana Hotel, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/congresso-internacional-de-psicologia-fenomenologico-existencial-/1529279-HABITAR-O-HOSPITAL--REFLEXOES-FENOMENOLOGICO-EXISTENCIAIS-SOBRE-O-CUIDADO-E-A-EXPERIENCIA-DE-ADOECIMENTO. Acesso em: 28/09/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes